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Corridas em tempo de pandemia custam mais 3 mil euros. Testes a forcados metem empresários a fazer contas

  • 2020-07-04 19:45


O custo de uma corrida de touros, em tempos da pandemia da Covid-19, irá subir significativamente, tendo em conta todas as medidas impostas pela Direcção Geral de Saúde, para os espectáculos tauromáquicos.

A maior fatia, e aquela que tem colocado os empresários a fazer contas e a avaliar a viabilidade da realização de espectáculos tauromáquicos, mesmo que estes venham a ocorrer com 50% da lotação, são os testes aos forcados, embora não esteja ainda completamente definido pela DGS se os toureiros vão, ou não, ser testados antes de cada espectáculo.

Num acordo entre a Associação Nacional de Grupo de Forcados (ANGF) e a Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (APET), os custos dos testes vão ser quase todos suportados pelos empresários.
Dos 16 forcados de cada grupo que vão realizar os testes, 4 testes serão suportados pela ANGF e os restantes 12 serão pagos pelo empresário da corrida, isto é, de 1.120 euros, cada teste custa 70 euros), o empresário suportará 840 euros, e os forcados 280 euros.

Se a maioria das corridas tem em praça dois grupos de forcados, perfaz um custo de 1.680 euros, só para testar os forcados, a que acresce ainda 15 convites (anteriormente os forcados tinham direito a 25 entradas) e o pagamento de honorários dos forcados, ainda que estes tenham efectuado uma revisão à tabela, que equivale a que os grupos venham receber menos dinheiro por corrida. De acordo com o que o TouroeOuro apurou, numa praça de primeira passam a receber como numa praça de segunda, numa de segunda como em praça de terceira.

Ao custo da testagem com os forcados, o empresário tem ainda que somar todas as medidas preventivas, desinfecção da praça, antes e depois da realização da corrida, barreiras de distanciamento, dispensadores de álcool gel, maior número de seguranças para arrumar e controlar as pessoas, custos que facilmente ascendem a 1.500 euros.

Embora o Ministério da Cultura tenha disponibilizado 750 mil euros, para que os empresários da cultura pudessem equipar as suas salas e cumprir as medidas da DGS, dificilmente os testes aos forcados, a maior fatia dos custos da “tauromaquia em tempos de pandemia”, poderão ser incluídos nesta medida de apoio governamental.

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