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Estremoz - A primeira de muitas corridas diferentes...

  • 2020-07-12 02:38
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na calorosa noite de sábado, 11 de Julho, a primeira corrida do período de desconfinamento.
Actuaram sob a 'bitola' das novas regras ditadas pela DGS, os cavaleiros Rui Salvador, António Maria Brito Paes, João Moura Caetano, Manuel Telles Bastos, Ana Rita e Parreirita Cigano, com pegas a cargo dos Amadores de Arronches e Académicos de Elvas.
Lidaram-se toiros da ganadaria de Vinhas, sendo que se destacaram a larga escala, João Moura Caetano, Telles Bastos e Ana Rita.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

“A cavalo dado não se olha o dente” e foi um bocado este, o espírito da corrida… Houve os cavaleiros que estiveram bem e inspirados e a esses, ovação e palmas e houve aqueles, que mesmo não estando no mesmo patamar, o público acarinhou e agradeceu, pouco ou nada protestando, um pouco em tipo de agradecimento por estarmos num sítio onde até há bem pouco tempo, julgámos poder não vir a estar…

É importante digo eu, que passado o dia de hoje, se recupere a exigência, o rigor e sobretudo, a capacidade crítica, agora muito e literalmente metida nas mãos de cada um dos aficionados, que apenas e só com o aplauso, poderão premiar os artistas, visto estarem interditas as voltas à arena…

Quem merece uma ovação e palmas, é sem dúvida e em primeira instância, Luís Miguel Pombeiro. Não o digo por favor ou por ser agora o ‘Sr. Campo Pequeno’ e que por isso se tenha que prestar qualquer tipo de vassalagem, digo-o, porque é inteiramente merecido, justificado e de verdade, que ali esteve mérito seu e de quem consigo organizou uma grande noite, sem falhas e sem objecto algum de crítica.

Bom gosto, espírito de união e segurança sanitária. Tudo esteve ali, em grande dose e porque não dizê-lo, correu tudo tão bem, que, mesmo aos séticos, peço que acreditem que assim, tudo pode e deve funcionar.

Bem ordenadas as entradas, fantástica a saída. Bem a localização dos espectadores, com as distâncias mínimas asseguradas, bem os constantes avisos para que se não tirassem as máscaras, bem o espírito de unidade, ao tocar o hino português antes do início do espectáculo, bem a bonita mensagem passada no ecrã gigante do tauródromo, exibindo-se figuras públicas que defenderam a festa ao longo dos tempos.

Se a lotação permitida estava esgotada, não sei, sei sim, que o espectáculo tinha gente e tinha criado expectativa.

As cortesias, essas foram distintas do habitual. À vez, entraram na arena, sozinhos, os cavaleiros em cartel: Rui Salvador, António Maria Brito Paes, João Moura Caetano, Manuel Telles Bastos, Ana Rita (em substituição de Emiliano Gamero) e Parreirita Cigano.

Depois os Grupos de Forcados Amadores de Arronches e só depois, os Académicos de Elvas.

Como já foi dito, não houve voltas à arena e sempre que possível, evitaram-se os cumprimentos. Os ginetes e forcados saudaram dos médios e pronto, foi mais ou menos isto o que se pôde ou não pôde fazer e foi mais ou menos isto, o que se fez.

Agora vamos a resultados e nesse capítulo, houve como que um empate, no número de artistas em destaque pela positiva e outros três, pelo tom mais morno e apagado ou mesmo, menos feliz.

Dos destacados positivamente, contam-se João Moura Caetano, Telles Bastos e Ana Rita.

Moura Caetano deixou-nos na passada temporada em fase inspirada e nem mesmo o confinamento obrigatório, lhe fizeram perder a ‘planta’. Bem em todas as fases da lide, mas, o taco de plástica chegaram com o ‘Campo Pequeno’ e o ‘Baco’. Se com o primeiro foi a brega a destacar-se enormemente, com o segundo, foi um ferro com uma pronunciadíssima batida ao pitón contrário. Grande actuação.

Telles Bastos cravou o primeiro comprido em sorte de gaiola, arrancando os primeiros aplausos da sua prestação. Depois houve outros bons ferros curtos, bem desenhados, com a elegância e carisma que o caracterizam.

Ana Rita levou ao Alentejo o seu tom ‘Espanha’. Fácil a conectar com o público, andou bem, com alegria e uma boa lide no geral, terminando com dois violinos, sendo o último já uma imposição do público. Foi muito ovacionada, deixando ambiente nesta sua passagem por Portugal.

Os restantes…

Salvador cumpriu, actuando de menos a mais. As coisas com a primeira montada de curtos não correram de feição, mas, com a derradeira montada, veio acima terminando em tom ‘Salvador’, deixando dois bons curtos.

Brito Paes viu-se com um ‘cachucho’ por diante que em nada facilitou. No entanto, houve ocasiões em que talvez tenha faltado aquele passito para que a função resultasse mais emotiva. O toiro não foi exímio em mobilidade, quiçá fruto do sobrado de quilos que estava…

Encerrou o capítulo o jovem Parreirita Cigano, a quem o público aplaude mal entra em praça. Bem nalguns momentos, mal noutros tantos, a consentir toques e mais toques nas montadas.

As pegas estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Arronches e Académicos de Elvas.

Pelos de Arronches, pegaram Tiago Policarpo ao primeiro intento; Luís Marques, dobrando a inicial tentativa de Rafael Pimenta e Rodrigo Abreu, ao terceiro intento, sendo o ganhador do troféu em disputa, premiando a melhor pega.

Pelos Académicos de Elvas, foram na linha da frente, os forcados Paulo Maurício, consumando ao quinto intento; João Bandeiras, ao segundo e, Luís Machado ao quinto intento.

Os touros pertenceram à ganadaria Vinhas, sendo desigual em apresentação e jogo, sendo que na generalidade, não impuseram dificuldades de maior, nem tão pouco, brilhantismos exacerbados.

Dirigiu a primeira corrida pós desconfinamento, Marco Gomes.

Assim terminou, com ritmo, a primeira de muitas corridas de tempos diferentes, de resistência, de persistência e de não desistência daquilo que nos faz felizes.

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