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Campo Pequeno - Nova normalidade?

  • 2020-07-31 04:44
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na passada noite de quinta-feira, a primeira corrida do abono lisboeta.
Em praça estiveram os cavaleiros Luís Rouxinol, Marcos Bastinhas e Duarte Pinto, com toiros de Brito Paes.
As pegas estiveram a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e Lisboa.
A Praça de Touros do Campo Pequeno, não registou casa cheia (da lotação possível colocada à venda).
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO


Se a nova normalidade, faz com que uma pessoa sozinha, não possa comprar bilhete para os sectores baixos, porque apenas se vendem em número igual ou superior a dois...

Se a nova normalidade, faz com que as pessoas das galerias desçam para os lugares dos sectores, sentando-se onde querem...

Se a nova normalidade, faz com que o hino se cante agora no início e não no fim do espectáculo...

Se a nova normalidade, faz com que o director não coloque os lenços visíveis de forma a conceder o raio do único prémio que a tauromaquia já tinha...

Se a nova normalidade diz que se podem vender queijadas pelas bancadas e o público não se pode mexer… Ah, pode, porque na nova normalidade, o público sai e entra como se não houvesse 'dia seguinte...'.

Se a nova normalidade, faz com que os aficionados se sentem em cadeiras empoeiradas, compradas a preços proibitivos e que ascenderam a importante percentagem da tabela do ano passado...

Se a nova normalidade, faz com que mesmo com a lotação reduzida a 50% não se tenham vendido todos os bilhetes, sobrando ainda, segundo contagem da ticketline, 596 bilhetes...

Se tudo isto é a nova normalidade, então repense-se muita coisa… Volte a anormalidade e tudo o que a ela estava associada...

Depois de umas cortesias estranhas, do cante e toque do hino português e do minuto de silêncio pelas vitimas Covid e Mário Coelho, lá se levou a efeito a primeira corrida desta estúpida anormalidade normal.

Um curro de toiros bem apresentado e com um bom toiro como 'bandeira', é o saldo positivo de que havia de responsabilidade da nova empresa Ovação e Palmas, de Luís Miguel Pombeiro. Muitas, muitas lacunas no Campo Pequeno, numa estranha nova forma de vida.

Mas sigamos com o espectáculo, onde se empatam as boas actuações, mas calma, a dois...

Marcos Bastinhas e Duarte Pinto fizeram o melhor da noite, nos quinto e sexto exemplares, respectivamente.

Bastinhas deu ar de graça no primeiro, mas foi frente ao bom segundo toiro de António Raul Brito Paes, que deu um show de poderio nos compridos. Recebeu à porta gaiola, e a seguir, deu vantagens ao toiro e lá deixou dois soberbos ferros, que talvez tenham sido mesmo, o melhor momento da corrida. Depois brega a duas pistas e um par de bandarilhas a terminar.

Este toiro valeu ao seu criador, autorizada saudação ao público.

Depois de uma primeira actuação muito, muito discreta, Duarte Pinto encerrou a noite com uma actuação bem dentro do seu habitual conceito de toureio. Clássico, a partir em linha direita e sobretudo, a reunir a preceito, sem mais… Bons curtos, a vir a menos na última bandarilha.

Luís Rouxinol andou em plano regular nas duas ocasiões. Mal não esteve, triunfal também não e culpa é, claro está, da sua brilhante carreira e do que se espera deste ginete. Foi agradável, sem ser memorável.

As pegas estiveram a cargo dos Amadores de Santarém e Lisboa e neste campo, também alguma irregularidade.

Pelos Amadores de Santarém, estiveram na linha da frente, Salvador Ribeiro de Almeida, Joaquim Grave e António Queirós e Melo, em consumações ao segundo e terceiro intento, respectivamente.

Pelos Amadores de Lisboa, foram caras os forcados Duarte Mira, Vitor Epifânio e João Varandas, em efectivações à primeira, segunda e quinta tentativas, respectivamente.

O espectáculo foi dirigido pelo Sr. Tiago Tavares, coadjuvado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.

Crónica assinada por Solange Pinto, porque não fui lá só tirar fotografias, nem tão pouco, fui ao escritório do Campo Pequeno tirar retratos...

Que a próxima, seja muito mais normal que esta!

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