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Figueira da Foz - Triunfo de Telles em noite de festa figueirense

  • 2020-08-23 02:20
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na passada noite de sábado, 22 de Agosto, a primeira de duas corridas no Coliseu Figueirense.
Com toiros de José Luís Cochicho, actuaram os cavaleiros Filipe Gonçalves, Marcos Bastinhas e João Ribeiro Telles.
As pegas estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e Ribatejo, com o tauródromo a registar uma fenomenal entrada, dentro das circunstâncias pandémicas.
João Ribeiro Telles foi o máximo triunfador do festejo.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

A Figueira da Foz e o seu Coliseu Figueirense, assumem ora mesmo, um papel preponderante na e para a afición mais a norte do país.
Depois das 'quedas' das Praças de Touros de Viana do Castelo e Póvoa de Varzim, resta-nos a Figueira, como um marco da tauromaquia, posicionando-se como o taródromo mais acima (litoral) no mapa português. Assim sendo, estime-se as paredes da praça, a bancada, mas sobretudo a história de 125 anos de existência, assinalados neste 'esquisito' ano. 
Que ninguém lhe toque, que ninguém lhe ouse fazer mal ou simplesmente, que ninguém ouse ignorá-la, jogando-nos areia para os olhos com discursos de salvação apenas utópicos, como os que aconteceram com as 'falecidas' praças atrás citadas.

O TouroeOuro marcou uma vez mais presença neste tauródromo, voltando a sentir o 'pulso' do que é uma praça com cunho, com carisma e que sabe o que quer. O facto da disposição dos espectadores ser sempre festiva, não invalida que seja taurinamente inculto. Para que não haja confusões.

Neste espectáculo e embora sem dados oficiais, posso garantir que o número de espectadores não terá ficado muito aquém do que era o limite máximo vendável. Por isso, um grande olé a quem soube entender e até mesmo prever o que atrás referi.

Actuaram os cavaleiros Filipe Gonçalves, Marcos Bastinhas e João Ribeiro Telles e a verdade é que, embora se sentisse a disposição de todos, nem todos tiveram por diante o mesmo tipo de matéria-prima. 
A João Telles coube o melhor lote de toiros, a Marcos Bastinhas o pior e a Filipe Gonçalves, um de cada...
Os toiros, os tais que mandam e desmandam, ditam tudo e os de Cochicho, quando foram lidáveis, ajudaram ao triunfo e quando não o foram, complicaram e muito, pela falta de quase tudo, menos de apresentação e nessa matéria, curro irrepreensível.

João Ribeiro Telles, começou a primeira actuação com grande nível e tanto assim foi, que escutou música ao primeiro curto. Bem o 'inteligente' do espectáculo, a demonstrar que a bitola é a da qualidade. Telles arriscou e como dizia, o primeiro curto foi de levantar o público. Os restantes foram também eles muito bons, mas sem o efeito surpresa do primeiro e alguns deles, sem resultarem sortes tão 'limpinhas', ainda assim, importa referir que a 'sorte' é do audazes e nesta matéria, aplaude-se. Telles adornou o remate da sua lide com um violino.
Frente ao segundo, outra grande actuação e esta sim, sem reparos. Bem na brega, bonito na forma de 'andar em praça', bem na escolha dos terrenos e reuniões, com remates das sortes. Terminou com dois palmitos de boa nota.

Filipe Gonçalves mostrou ao que veio mal entrou na arena. Recebeu bem o oponente, sendo que depois dos compridos cnstruiu uma agradável actuação, com variedade de sortes, onde se incluiu uma Mourina e um par de bandarilhas de nota alta, partindo de frente para o toiro, cravando de alto a baixo, como mandam os livros.
Frente ao segundo, um toiro chato e que não se empregava, fez o que pode, sem que no entanto encontrasse facilidades. Terminou com um violino, já a pedido do público.

Marcos Bastinhas, frente ao primeiro do seu lote, pouco tinha a fazer. Cravou a ferragem da sortes, à base de empenho e com ar armas que a experiência já lhe conferem, mas sem brilhantismos.
O segundo do seu lote, foi recebido por si à porta gaiola, demonstrando que nao queria sair da Figueira da Foz 'de vazio'. Depois dos compridos, dois curtos e dois pares de bandarilhas, como resultado de uma lide 'possível' com 'outro' difícil por diante.

As pegas da noite estiveram por conta de dois dos mais antigos Grupos de Forcados portugueses, Santarém e Ribatejo.

Pela mais antiga formação em praça, foram na linha da frente, António Taurino e Rúben Giovety, em consumações ao primeiro intento e, Francisco Graciosa, ao segundo.

Pelo Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo, foram caras Bruno Inácio, efectivando à segunda tentativa; André Laranjinha e André Martins, concretizando ambas as pegas à primeira tentativa.

O festejo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico Paulo Valente, coadjuvado pelo médico veterinário José Luís Cruz.

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