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Nazaré – Um microclima distinto

  • 2020-08-23 03:29
  • Autor: Rodrigo Viana


A Praça de Touros do Sítio da Nazaré recebeu este sábado, 22 de Agosto, a primeira corrida da temporada 2020.
Na lide de touros de Ascenção Vaz, actuaram os cavaleiros, Luís Rouxinol, João Moura Jr. e Andrés Romero, estando as pegas a cargo dos Forcados Amadores de Montemor e Caldas da Rainha.
CRÓNICA DA CORRIDA

A praça de toiros do Sítio da Nazaré recebeu, este sábado, a primeira das duas corridas que compõem esta atípica temporada. E que bom foi voltar a esta vila tão carismática e cujas gentes tão bem sabem receber. É sem sombra para dúvidas um microclima relativamente às restantes praças do nosso país. O razoável transforma-se em muito bom num ápice e a onda criada pelo conclave rapidamente chega aos artistas que ganham alma e se vão superando, quando isso é possível.

Luís Rouxinol teve honras de inaugurar a temporada nazarena, enfrentando-se com um toiro burraco, de mau tipo, que condicionou a sua actuação. A ferragem comprida resultou traseira, tendo a lide o seu auge aquando da cravagem do segundo curto da série. Percebendo que o astado não lhe possibilitaria o que sonhara, aproveitou para se adornar de forma a fazer soar as primeiras ovações da noite. Frente ao quarto da ordem, um colorado de capa que teve saída alegre, o ginete teve uma lide qualitativamente superior. Conseguiu impor o seu conceito, essencialmente com o Douro, uma das estrelas da sua quadra. Ao som de “Forcados do Sul” desenhou bem as sortes, cravou como ditam as leis e rematou de forma soberba. Fechou a sua actuação com um bom par de bandarilhas e um palmito, sendo bastante acarinhado pelo público que preencheu por completo a lotação permitida para esta noite.

Tal como esta bonita praça, também João Moura Jr se estreara hoje, nesta temporada. A expectativa notava-se e a verdade é que, embora tenha estado a um bom nível, não atingiu o patamar que, certamente, pretendia alcançar. Frente ao primeiro de seu lote, o maior da corrida, o ginete de Monforte desenhou uma faena com pontos interessantes e de um bom gosto inquestionável. Cravou ferros curtos de forma cingida, intercalando com uma boa brega e remates das sortes exuberantes que levantaram o público dos seus assentos. Frente ao quinto, foi com o seu cavalo Hostil que atingiu o ponto alto da noite, com a cravagem de duas Mourinas, a segunda das quais muito cingida e que emocionou as muitas pessoas presentes nas bancadas deste bonito recinto de espetáculos culturais.

Fechava cartel o rejoneador Andrés Romero. A primeira lide começou de forma algo desligada, com passagens em falso e alguns desacertos quer no entendimento com o astado que teve por diante, bem como com a sua montada. Foi-se confiando e elevando o nível da sua actuação, terminando em grande, citando com a sua montada numa exuberante levada e cravando duas boas bandarilhas em sortes com ligeira batida ao pitón contrário. No que fechou a corrida, o rejoneador espanhol teve importante actuação com uma série de curtos de valor, com fortes batidas ao pitón contrário e cravagens acertadas, ouvindo sonoras ovações por parte de quem paga bilhete. No fim da sua actuação, a sua montada escorregou, levando a que Andrés caísse da montada, aproveitando para já apeado, saudar ao público que vibrara nesse momento. Porém, não se livrou de um susto, ao ver o toiro investir na sua direção, sem que, no entanto, o tenha conseguido alcançar.

No que aos forcados diz respeito, há que dizer que os toiros não facilitaram a sua tarefa, tendo o grupo de Montemor consumado duas pegas ao primeiro intento, através de Vasco Ponce e José Maria Marques (uma excelente pega com o grupo coeso a ajudar) e uma à terceira tentativa por intermédio de João Vacas de Carvalho. Pela formação das Caldas da Rainha foram à cara: Duarte Manuel, Francisco Estevão e Lourenço Palha efectivando, respectivamente, à segunda, terceira e primeira tentativas.

O curro da ganadaria de Ascensão Vaz esteve uns furos abaixo, quer a nível de apresentação como de comportamento, não tendo transmitido o suficiente para que houvesse lugar a um sucesso firmado dos toureiros.

Uma palavra para a organização do espetáculo que cumpriu com os requisitos atualmente exigíveis pelas autoridades competentes.

Dirigiu a corrida Ana Pimenta, coadjuvada pelo Dr. José Manuel Lourenço.

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