Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
  • geral@touroeouro.com

Campo Pequeno - Triunfam Moura Júnior e João Telles

  • 2020-08-28 03:07
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na noite da passada quinta-feira, no Campo Pequeno, uma noite de touros à antiga, onde implicita estava a máxima competição entre três toureiros dinásticos.
Moura Caetano, Moura Júnior e João Ribeiro Telles, frente a toiros de Romão Tenório.
As pegas estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Évora e Aposento da Moita, com a Praça de Toiros da capital a registar grande afluência de público.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Os jogos de alta competição ganham tantos ou mais adeptos, consoante for a importância do troféu em disputa e enquanto não se entender isto, mal irá a festa dos toiros.
Esta noite, viveu-se a terceira corrida do encurtado abono lisboeta, uma espécie de Liga dos Campeões, ou seja, o revitalizar de um campeonato antigo e o reviver, de histórias antes vividas por outros protagonistas...

Os outros protagonistas, eram tão-só, pais dos que esta noite se 'defrontaram' no Campo Pequeno e ali mesmo, ter-se-ão também vivido noites mágicas, das quais muitos terão já abastadas saudades.

Os tempos mudam, os anos passam e hoje, são os filhos dos três magos, que voltaram a encontrar no Campo Pequeno e tal como nesses tempos, hoje ganharam uns, outros dias e noutros jogos com as mesmas equipas, ganharão outros.

A verdade é que, hoje viveu-se uma noite à antiga.

Dos três em cartel, triunfaram dois. João Moura Júnior e João Ribeiro Telles...

Moura Caetano, ganhou em pouca sorte. Um toiro 'comestível', mas um outro complicado, sem ganas e sem transmissão. Teria de ser o cavaleiro a colocar tudo de si e até acreditamos que o tenha feito, embora numa noite onde se sentiu falta de 'duende' e inspiração. No segundo pouco ou nada a registar que não tenha sido cravar a ferragem da ordem, no primeiro, uma actuação de altos e baixos, mas que no seu todo, ficou ainda assim abaixo dos seus alternantes.

O público que colocou a melhor casa na nova era Campo Pequeno, ia à procura do que nos deu Moura e Telles. Vibração, inspiração e cunho pessoal com carisma associado, de cada um destes toureiros. Vimo-los no mais amplo sentido da palavra. Estiveram lá e ponto!

Moura Júnior teve uma primeira actuação de grande nível, aproveitando e de que maneira as boas condições do seu oponente. Bem recebeu o toiro, bem reuniu, bem cravou, bem rematou.
Mas foi para o segundo que havia guardado o seu 'rebuçado', o tal que adoça a boca e fica o gosto para recordar... as Mourinas, sorte tão apreciada, foram boas, mas, o remate da segunda e última, foi qualquer coisa do outro mundo, uma pincelada artística de génio, que, em cima da hora no nosso DIRECTO e ainda emocionada, descrevi como vários muletazos de toureio em redondo do grande Manzanares... Ali, arrimado que só ele, com plasticidade, com arte e bolas, arte não se conta, desfruta-se e recorda-se...

Como outro momento genial, o brinde a António Telles, Diego Ventura e a seu pai, a quem foi tibutada enorme ovação... tome-se nota da 'qualidade' das gentes dos toiros, a quem a força da história nunca se nega...

E Telles... Antes Júnior, agora João Ribeiro Telles e que interessa o nome, se o toureiro é o mesmo e 'sabe-a toda...'. Grande exibição frente ao primeiro do seu lote, complicado, sem potabilidade de destaque e que apostou em mostrar ao grande jurado, que tinha por diante um toureiro que lhe poderia dar a volta. Exemplo de conhecimentos, de experiência e maturidade. Bem, com bons ferros e público em pé.
Frente ao segundo, aquele com que se encerrou praça, esteve todavia agigantado. Bem nos compridos e uma queda, a mudar o rumo para tão melhor. Telles deu recital de bons ferros montando o Ilusionista... mas o último, fez 'rebentar' o Campo Pequeno em ovações.

Os toiros de Romão Tenório, sairam equiparados em trapio, mas proporcionaram jogo desigual para vários conceitos de toureio...

No sector das pegas, outro triunfador inequívoco. Aposento da Moita saiu por cima, num confronto direecto com os Amadores de Évora.

Pelos mais antigos, ou seja, Évora, foram na linha da frente o cabo, João Pedro Oliveira, efectivando ao primeiro intento e, António Alves e Ricardo Sousa, à terceira tentativa.

Pelos do Aposento da Moita, três pegas à primeiríssima tentativa, por Leonardo Mathias (cabo), Martim Cosme Lopes e João Ventura.

Antes do início do espectáculo foi prestada Homenagem a D. Francisco Mascarenhas, pelo cumprimento do seu 75º Aniversário de Alternativa e também, ao Aposento da Moita, pelo cumprimento do 45º aniversário de fundação do grupo.

A corrida foi bem dirigida pelo Sr. Ricardo Dias, sendo coadjuvado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva, cumprindo-se ainda um minuto de silêncio em memória do recentemente falecido Campino Carlos Custódio.

 

 

google.com, pub-5416276538842499, DIRECT, f08c47fec0942fa0