Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
  • geral@touroeouro.com

Figueira da Foz - Santos Silva ganha o duelo das ganadarias do Mondego

  • 2020-08-30 02:38
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Santos Silva foi o vencedor do troféu em disputa na noite em que se assinalavam os 125 anos de existência do Coliseu Figueirense.
Santos Silva competia com António Valente, sendo que as lides estavam a cargo dos cavaleiros Rui Salvador, Luís Rouxinol, Andrés Romero. Luís Rouxinol Júnior, Soraia Costa e Joaquim Brito Paes.
As pegas estiveram a cargo dos Amadores de Coruche, Monforte e Coimbra.
A Praça de Toiros da Figueira da Foz, esgotou a sua lotação.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

O Coliseu Figueirense está em festa e isso sentiu-se desde a corrida da passada semana.
São 125 anos, não são 125 dias e disse-o na passada semana, que era importante valorizar e apoiar a afición da e na Figueira da Foz, por ser a praça mais importante a norte e que ainda suspira de vitalidade.
Antes que alguém se lembre de a não proteger, faça-se e dê-se lugar à Figueira, como uma das que jamais poderemos deixar acabar, como se deixou calmamente perder a de Viana do Castelo e Póvoa de Varzim.

Lotação ESGOTADA, numa inequívoca aposta ganha de Ricardo Levesinho.

Depois de assinalada na arena a efeméride e de ser descerrada uma placa evocativa do que referimos, o aniversário, deu-se início ao duelo de ganadarias do Mondego: Santos Silva versus António Valente e ganhou, Santos Silva.
Ganhou bem. Boa apresentação e mais 'manejáveis' mas ainda assim a emprestar 'sal e pimenta' ao festejo. Os de António Valente, não foram homogénios em comportamento, nem tão-pouco em apresentação. O touro destinado a Soraia Costa, exibiu comportamento estranho e não permitiu triunfos, nem sequer permitiu coisa absolutamente nenhuma..

Abriu praça o mais antigo cavaleiro em cartel. Defrontou-se com um Santos Silva que não complicou e Rui Salvador, 'aproveitou', sacando-lhe uma actuação de boa nota, dentro do seu tradicional timbre, chegando mesmo a dar uns apontamentos ladeados de nota agradável.

Luís Rouxinol andou regular em compridos e nos curtos, aproveitou a investida do Santos Silva, rubricando uma prestação com o Douro, dentro do nível regular, terminando a função com um palmito e um par de bandarilhas, dos mesmos quilates.

Andrés Romero fez talvez o que se viu de mais interessante no festejo figueirense. Bem a receber o oponente, muito em curto, deixando-lhe dois compridos e nos curtos, deixou uma primeira bandarilha de elevadíssimo nível. As duas seguintes foram igualmente impactantes, pena que a Direcção de Corrida assim não o tenha entendido, concedendo música tardiamente. Como remate final, foi buscar a montada que anda na vertical, arrancando os aplausos do público, sempre muito apreciador de espectáculo... a lide veio um pouco a menos, sobretudo na qualidade das reuniões.
O cavalo de Romero perdeu as mãos, acabando por cair, felizmente sem consequências a registar.

Luís Rouxinol Júnior eve de passar duas vezes em falso para cravar o primeiro comprido, mas, depois de recuperar sítio, deixou o primeiro, a que seguiu outro do mesmo calibre e as bandarilhas curtas, de nota regular. Lidou um toiros de António Valente, tal como Romero, que tinha mobilidade e que se adiantava na viagem, requerendo as credenciais dos toureiros.
Actuação regular, sem deslumbrar.

A Soraia Costa tocou lidar o 'António Valente' mais pesado do festejo e que saiu à arena com comportamento estranho, um manso à antiga, que não se mexia e quando o fazia, levava consigo a maldade suficiente para afastar qualquer um da sua frente. Com uma preciosa ajuda da sua quadrilha, Soraia deixou a ferragem da praxe.

Encerrou o capitulo equestre, o jovem Joaquim Brito Paes, defrontando-se com o último Santos Silva da noite. Joaquim actuou em crescendo e embora sem brilhantismos, tentou o maior preceito possível nas reuniões e cravagens. Brito Paes actuou sem música, o que comparativamente a Soraia Costa, foi uma injustiça, pese embora tenha consentido alguns toques nas montadas... 

As pegas da noite estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Coruche, Monforte e Coimbra.

Pelos de Coruche, foram na linha da frente, João Laranjinho e Vítor Cardante, em consumações ao primeiro e quinto intentos, respectivamente.

Vestindo a jaqueta alentejana de Monforte, pegaram de caras os forcados João Maria Falcão ao primeiro intento e Diogo Pereira, ao segundo, numa pega que se adivinhava qual impossível, mas que foi concretizada heroicamente (saudou com o primeiro ajuda).

Pelos de Coimbra, efectivou pega à primeira tentativa o forcado Edgar Graciano e Pedro Marques à sua primeira tentativa, dobrando os três intentos de Pedro Casalta.

A corrida foi dirigida pelo Delegado Técnico Tauromáquico José Soares, coadjuvado pelo médico veterinário, Carlos Santos. A direcção de corrida não foi brilhante, sendo que poupou na música atribuída tardiamente a Andrés Romero e pecou pela não cedência de música a Joaquim Brito Paes, quando antes e comparativamente, a havia dado a Soraia Costa. Direcção sem critério coerente e desajustado.

google.com, pub-5416276538842499, DIRECT, f08c47fec0942fa0