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Editorial Setembro - Campo Pequeno - Uma obrigação que é de todos…

  • 2020-09-09 22:08
  • Autor: Solange Pinto


'Acordem! Trata-se da derradeira chamada!
É importante ir, estar lá, preencher as cadeiras, mostrar e provar que o Campo Pequeno é a praça não dos acorrentados que reivindicam direitos para a tauromaquia, mas que é uma praça de touros de prestígio e que tem de existir não só porque os artistas precisam e querem actuar, mas porque os aficionados afinal existem mesmo e que os números de aficionados que a Prótoiro apregoa, são verdadeiros
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Há coisas na tauromaquia que não entendo e que, pese embora escolhesse friamente não me preocupar, acabam por me assaltar o pensamento…

Aquando do ‘bonito folhetim’ do Dia da Tauromaquia, senti, sentimos todos, que a realização de corridas no Campo Pequeno estaria em risco (continuo a achar que é uma questão de tempo e se nos colocarmos a jeito). Em causa estavam questões administrativas, aleadas à vertente política, bem como à aquisição do Campo Pequeno por parte de ‘corpos estranhos’ e que sentíamos como outsiders

Anuncia-se o concurso, insuflado e para corajosos, mas, a verdade é que se apresenta mais uma dificuldade, pandemia… ‘A nossa casa’, visão muito romantizada da ‘coisa’, ficou em posição periclitante e… passo seguinte: acorrentados.

Que tristeza me deu, ver abrir o Campo Pequeno no dia 1 de Junho, para um espetáculo de índole não taurina.

Raios que parece que nos estavam a roubar a casa, tipo assalto à mão armada.

Mas não estavam!

Sai Bento, volta concurso e eis que o inesperado acontece (para o comum dos aficionados): Pombeiro ao poder.

Quem diria, pese embora Luís Miguel não seja um novato, que estaria o ‘tipo do jornal’, ao leme da mais importante praça de touros do país, com incursões ainda noutros tauródromos. De repente, chovem brindes, telefonemas, etc. e tal, uma vida diferente, fruto de quem chegou ao ‘palácio do empresariado tauromáquico’. Pombeiro ficou importante, aplicando-se a máxima, ‘diz-me onde estás, dir-te-ei quanto vales…’.

Incluo-me nos céticos, fiz críticas, sobretudo comparando a primeira das organizações de Pombeiro, em tempos de Covid, com a primeira das corridas do Campo Pequeno. Falei da ‘Lei da Rolha’ e sobretudo insurgi-me com o tratamento ‘estranho’ dado à imprensa e o que fez Pombeiro? Foi evoluindo, melhorando, arquitectando estratégias.

Dou a minha mão à palmatória. Pombeiro não teve tempo para idealizar, para sonhar e ponderar cartéis. Fez o que fez, numa temporada super criticável, mas ainda assim, digna. Repetições a mais? Sim, mas Rui Bento também as fez e com os mesmos motivos.

Que acho cinco estrelas a estrutura de retaguarda de Pombeiro, não! Muitos amadores, que em nada abonam sequer, na imagem que creio ser a ideal para Pombeiro, a Ovação e Palmas e sobretudo para um Campo Pequeno que esteve ferido de morte e que se tenta curar agora.

Meus queridos: urge apoiar o Campo Pequeno!

Acordem! Trata-se da derradeira chamada!

É importante ir, estar lá, preencher as cadeiras, mostrar e provar que o Campo Pequeno é a praça não dos acorrentados que reivindicam direitos para a tauromaquia, mas que é uma praça de touros de prestígio e que tem de existir não só porque os artistas precisam e querem actuar, mas porque os aficionados afinal existem mesmo e que os números de aficionados que a Prótoiro apregoa, são verdadeiros.

Com Covid, sem Covid (atenção: tauródromo seguríssimo e a cumprir escrupulosamente todas as regras da DGS), com mais ou menos capacidades financeiras, vamos ao Campo Pequeno, deixando de parte a virtualidade de intenções.

Pombeiro fez a sua parte, quem faz a parte dos aficionados?

Já agora, depois de uma semana em que o camarote da Prótoiro e seus convidados esteve vazio, seria importante, que a dita Federação marcasse presença na ‘nossa casa’, para que não pensemos o básico e o que temos mesmo legitimidade para pensar, que o seu objecto de existência é… qual?

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