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Campo Pequeno - A história a falar mais alto

  • 2020-09-11 02:53
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se nesta quinta-feira, dia 10 de Setembro, uma corrida de touros mista, com palco em Lisboa, cujo cartel foi composto pelos cavaleiros António Telles e Francisco Palha, bem como pelos Grupos de Forcados do Aposento do Barrete Verde e Amadores de Alter do Chão, com a presença ainda do matador de toiros António João Ferreira, com toiros de Vinhas.
A Praça de Touros do Campo Pequeno, registou cerca de meia lotação da que é ora permitida pela DGS.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
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Das mais importantes notas da quinta corrida do abono, prende-se com o ‘uso’ que as gentes dos toiros dão à memória e pelo facto de com facilidade tributarem feitos, factos e existências de prestígio.

A quinta do abono, quanto mais não fosse, valia pela comemoração dos 70 anos de existência da ganadaria Vinhas e, dos 55 do Grupo de Forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete.

Não é pouca coisa, é a história a falar mais alto, defendendo com antiguidade e valores, um valor maior que é a tauromaquia.

O público voltou a falhar à chamada da empresa Ovação e Palmas e falhou sobretudo, àquilo que se quer defender, corrida após corrida e que é tão-só, que a tauromaquia está viva e que, o Campo Pequeno existe, como Praça de Touros e não como uma QUALQUER SALA DE ESPECTÁCULOS.

Pense-se, mas enquanto é tempo e ainda há uma oportunidade mais…

Meia lotação, creio, da meia que é permitida. Pouco, mas ainda assim, com ambiente e calorzito, o ‘tal’ tão próprio do Campo Pequeno.

Os Vinhas primaram em apresentação, saindo nesse aspecto, muito em tipo da ganadaria. Quanto ao desempenho, alguns deles, com escassez de comportamentos, mas desiguais em colaboração… O quarto foi premiado com volta à arena para o ganadeiro, lidado por António Telles.

António Telles abriu a noite, numa actuação com correcção e bons ferros e nalguns momentos, inspiração, mas, foi na segunda que abriu o livro, sobretudo a partir do terceiro curto, onde a evolução dentro da sua própria lide, foi constante até chegar à última bandarilha, onde a preparação, reunião e remate, foram de nota altíssima.

Passagem muito positiva pelo Campo Pequeno.

Grande Francisco Palha frente ao primeiro do seu lote. Creio que uma lide para aficionados, menos efusiva, mas com mais quilates, construindo uma obra pouco ‘vendável’, mas com qualidade e rigor. Bons curtos, regularidade e coerência, repito, numa exibição de valor.

No segundo, valeu o primeiro comprido em sorte de gaiola e a forma agigantada como rematou num ‘palmito’ de terreno. Grande momento do toureiro, com sequência em mais um comprido de grande execução. A sua actuação prometia muito, mas acabaria por vir um pouco a menos, com muitas responsabilidades atribuídas ao toiro que teve por diante.

 

 

 

 

 

As pegas da noite, duas destinadas a cada formação de grupos de forcados em praça, foram consumadas pelas jaquetas de ramagens do Aposento do Barrete Verde de Alcochete e pelos Amadores de Alter do Chão.

Pelos mais antigos de existência, Aposento do Barrete Verde, foram na linha da frente Diogo Amaro, sendo que, se viveram momentos aflitos, com o forcado a ser violentamente projectado por um derrote seco depois de ter estado fechado à córnea. Caiu na arena de má maneira, consciente e de olho aberto, mas sem se conseguir mexer. Recolheu à enfermaria, felizmente não passando tudo de aparato maior. Diogo foi dobrado pelo seu irmão, Bruno Amaro.

A segunda pega, foi efectivada com valor pelo forcado João Amândio, ao primeiro intento.

Pelos Amadores de Alter, foram caras Filipe Ribeiro, efectivando ao quarto intento e, João Moreno, dobrando as três iniciais tentativas de João Galhofas.

O festejo era misto e por isso, em cartel, António João Ferreira.

O seu vestido branco e ouro, conferem-lhe o ar celestial com que desliza a mão, marcando posição com um sentido estético invejável por entre os seus pares lusos. Contudo, a matéria-prima nem sempre foi aliada e ao lote lidado por Ferreira, faltou repetição, ligação e sobretudo, transmissão. Depois de uma primeira passagem pela arena, correcta mas discreta, voltou para a lide do segundo, onde desenhou bonitas verónicas de pés cravados no chão. A faena foi demasiado ‘larga’, mas, ainda assim, pôde ver-se algumas séries de boa nota, por ambos os pitóns, ao som do magnífico pasodoble ‘Concha Flamenca’.

João Ferreira bandarilhou e quase sempre é sinónimo de saudação ‘montera en mano’, e foi… dois belíssimos pares.

A corrida, mais longa que as demais realizadas nesta praça, foi dirigida pelo Delegado Técnico Tauromáquico João Cantinho, coadjuvado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.

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