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Campo Pequeno - E tudo o vento levou...

  • 2020-10-02 01:57
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na passada noite de quinta-feira, 1 de Outubro, a última das seis corridas do abono lisboeta, com cartel composto pelos cavaleiros António Telles, Marcos Bastinhas, Duarte Pinto, Francisco Palha, Andrés Romero e Luís Rouxinol Júnior...
As pegas estiveram por conta do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa e Ramo Grande, sendo que se lidou um curro de touros da ganadaria Passanha.
A Praça de Touros do Campo Pequeno, registou boa entrada de público, sem esgotar.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Sensação estranha a que tive quando terminada a corrida, última, desta temporada do Campo Pequeno...
Soprava um vento desconfortável a fazer lembrar-nos a todos, que estamos em Outubro e que a temporada mais estranha de sempre, terminou.
Olhei para trás e o que me ocorreu, foi: e tudo o vento levou...
Não levou as paredes do Campo Pequeno, esse, continua lindo, majestoso, imponente... mas levou os 'esgotados', levou a corrida de gala à antiga portuguesa, levou uma temporada completa, de menos repetições e mais triunfadores a sério, levou os nomes de verdadeiro prestígio, levou a bitola internacional...
Talvez por isto tudo, o Campo Pequeno, voltou a não esgotar o papel, de uma misera meia lotação.
Era preciso ter provado mais para que ninguém tivesse dúvidas, que afinal, o Campo Pequeno era a nossa casa.
E tudo o vento levou e o que ainda não levou, pode levar às primeiras novas rajadas...

O cartel era variado, dentro do conceito jovem, excluindo-se, claro está, a veterania de António Telles, exercendo e bem, o papel de cabeça de cartaz.
Comecemos pelo primeiro...
Actuação morna inicialmente, a aquecer a passo. António cumpriu sem deslumbrar, mas com o poderio, classe e elegância de sempre. Terminou em bom plano.

Marcos Bastinhas protagonizou o primeiro triunfo da noite.
Bem desde o primeiro minuto. Hoje com mais classe que antes, hoje, com ganas silenciosas. Recebeu à porta gaiola, lidando e bem, deixando dois compridos de valor. O primeiro curto foi ao mesmo nível, elevado claro está... Seguiram-se outros e o tradicional par de bandarilhas. Boa actuação, ritmada, sem tempos mortos, com alegria, mas sem espalhafato.

Esta não foi a melhor das três noites vividas por Duarte Pinto, no Campo Pequeno.
Andou em tom regular, discreto, com um ferro falhado pelo facto da reunião ter sido muito aberta e quiçá, se tenha enfrentado com um toiro com pouca transmissão e sem a mobilidade que o toureiro gosta e necessita para o seu tipo de toureio.

Triunfador destacadíssimo foi Francisco Palha. Um primeiro comprido cravado em sorte de gaiola. Sem furor pela desvirtuada saída do toiro, mas bem emendada pelo ginete, diga-se, inspirado durante toda a noite. Levantou o público em diversas ocasiões e foram dele, os melhores e mais completos momentos de toureio da noite. Bem na brega, bonita e vistosa, bem a reunir e a cravar e poderoso na escolha dos terrenos, a citar com o toiro muito fechado em tábuas. Bem mas bem, num feitiço definitavemte quebrado em Lisboa.

Andrés Romero confirmou a sua boa actuação do passado Domingo, em Azambuja. Tem várias armas e usa-as conforme o tauródromo onde actua. As suas soluções desta noite, foram adequadas à responsabilidade que pressupõe actuar na Catedral do Toureio a Cavalo.
Arrisco em dizer, que o melhor ferro da noite foi seu, com imponente batida ao pitón contrário.
A fase final incluiu ainda ajustadas piruetas a rematar a ferragem. Boa exibição, a sua melhor em Lisboa.

Luís Rouxinol Júnior foi o último a actuar, estando para si destinado o pior toiro da corrida. Depois de um soberbo comprido em sorte de gaiola, o toiro começou a vir a menos e procurar tábuas. Quem sai aos seus não degenera e Rouxinol Júnior, tal como seu pai, 'cresce' com os toiros difíceis e foi isso mesmo que aconteceu. Procurou com afinco tirar o toiro dos seus terrenos preferidos e acabou por construir 'faena' com mérito e valor, montando o Douro.

O curro de toiros foi da 'marca' Passanha e houve de tudo um pouco, havendo a nota dominante da escassez de força e nalguns casos, da escassez também de transmissão. No geral, serviram ao espectáculo.

No sector das jaquetas de ramagens, a noite contou com a representação dos Grupos de Forcados Amadores de Lisboa e Ramo Grande.

Pelo mais antiga formação em praça, Lisboa, foram na linha da frente, os forcados: Daniel Batalha, efectivando ao primeiro intento; Tiago Silva, ao terceiro, e, João Varandas, à primeira tentativa.

Pelos Amadores do Ramo Grande, consumaram pegas os forcados: Carlos Silva, concretizando ao primeiro intento; Tomás Sousa, à terceira tentativa e, Manuel Pires (cabo) ao primeiro intento.

O espectáculo foi dirigido pelo Sr. Marco Cardoso, assessorado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.

 

 

 

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