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Vila Franca - Um grupo, três toureiros, o respeito ao toiro e a uma praça

  • 2020-10-07 01:51
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na noite de terça-feira, dia 6 de Outubro, uma corrida de toiros em Vila Franca, com cartel composto pelos cavaleiros Luís Rouxinol, Francisco Palha e António Prates, com pegas a cargo do Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca.
LOTAÇÂO ESGOTADA num dia em que se lidaram toiros da ganadaria Palha.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Um grupo, três toureiros, o respeito ao toiro e a uma praça...
Isto chegaria para definir a corrida última da Feira de Outubro de Vila Franca.
Houve um grupo de forcados no verdadeiro sentido da palavra, houve três toureiros que meteram a 'carne no assador', houve toiros com teclas para tocar e houve uma praça, que sabe o que quer e o que não quer...

Mas vamos por partes, para que se difinam ideias e se conte o que vale a pena.

Os três toureiros em cartel não quiseram de todo, ir para casa de mão vazia, ou, não quiseram que a crítica dissesse que ali não se passou nada... quiseram evitar assobios, quiseram, um a um, provar que eram melhores que os seus alternantes.
Sentiu-se competição (ainda e sempre o motor das grandes tardes e noites de toiros), sentiram-se ganas e até, houve inspiração.
Isto é o respeito à casa onde estavam e depois, não me digam que não tennho razão. Esta casa, é mais respeitável que outras e ali, não triunfa quem quer, mas sim, quem pode!

Nem sempre nos últimos tempos tivemos um  Luís Rouxinol assim... Saudades tinha eu de o ver na plenitude das sua falculdades, sobretudo das anímicas. Esta noite houve disso. Houve Rouxinol em tom de cátedra no seu primeiro. Bolas que sabe disto e sabe muito. Muito porfiou para arrancar lide ao primeiro, manso e sem vontade de ali estar. O toureiro fez muito e bem, deixando como pôde a ferragem da ordem. No segundo, com maior potabilidade mas gás menos duradouro, houve duas fases, a inicial, em que teve toiro, mas não teve a top e a que não teve toiro, mas teve raciocínio e um 'cavalão', o Douro.

Francisco Palha recebeu os dois à porta gaiola e bem. Dois compridos 'sem espinhas', sendo que no primeiro se dobrou com o oponente num palmo de terreno. Palha interpretou frente ao primeiro um toureio do bom, mas, quiçá por ser menos efusivol, o público não correspondeu com a força com que o deveria ter feito. Lide importante e na minha óptica, mais ainda que a segunda, mas, na segunda, Palha pôs alma e isso, fez a diferença, à parte ainda de que foi um toureio mais tremendista, deixando a maioria da ferragem com o toiro muito metido em tábuas.

António Prates parecia o mais 'frágil' dos ginetes em cartel. No entanto e muito por culpa de um toiro que muito transmitiu, tendo alegria e mobilidade, Prates armou um taco dos antigos. Actuação com movimento sem espalhafato, com vivacidade, com brega que chega às bancadas e ferros do melhor que já se lhe viu.
A fasquia estava altíssima e no segundo o nível elevado não se manteve. Manteve a regularidade e ainda que com alguns apontamentos, não conseguiu romper.

Os toiros de Palha... bem, houve verdadeiras estampas, houve mansos e houve os não mansos, que embora não confinados ao conceito de bravos, pediram credenciais aos toureiros e forcados.
Verdade é que, os Palhas desta noite, a ninguém ficaram indiferentes.

Toureiros, confere; público, confere (em mais uma lotação esgotada e imenso sucesso e merecido por parte da família Levesinho), toiros, confere e forcados, confere ainda mais.
Noite de muitos quilates e uma pega, que se destacou por entre as demais, se é que isso é possível. Guilherme Dotti é o homem de quem se falará nas próximas tertúlias e é com toda a certeza, uma das pegas do ano.

Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca. Uma instituição que despediu com volta à arena um dos seus. Rui Godinho, um dos bons, por entre os seus pares.
Por esta ordem, efectivaram pegas ao primeiro intento: David Moreira, Pedro Silva e Guilherme Dotti. A pega do quarto toiro foi tentada por uma vez por João Luz, concretizada com mais uma rentativa por João Matos e Rui Godinho e Vasco Pereira ao terceiro intento.

A corrida foi dirigida por Tiago Tavares, assessorado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.

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