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Vila Franca de Xira - O balanço de uma Feira de Outubro diferente

  • 2020-10-09 22:38
  • Autor: Solange Pinto


A Empresa

Disse e repeti vezes sem conta, Vila Franca assume-se como uma das praças mais importantes do país.
O nível de exigência é grande, não se tolera tudo e claro, tudo o que ali acontece, é notícia!
Posto tudo isto, o gestor da Praça de Touros Palha Blanco, fica na mira e exposto a críticas, boas ou más...
Pese embora Ricardo Levesinho possa não fazer tudo bem (seria quase impossível que assim fosse), é o Homem certo, no lugar certo!
Levesinho e a sua família, são vilafranquenses, mas mais que isso, conhecem como ninguém esta afición distinta das demais e isso, foi, é e continuará a ser uma mais-valia na condução das temporadas naquele tauródromo.

Lamenta-se a ausência do matador de toiros Sebastián Castella, por motivos alheios à empresa, mas louva-se a solução no que à sua substituição concerne. O que perdemos não sabemos, mas ganhámos um 'Juanito' em bom.
A restante cartelaria era apelativa, sobretudo pelo anúncio das ganadarias presentes, versus, toureiros.
Como ponto negativo por entre tantos positivos, há a destacar a falta de remate dos touros de Calejo Pires para o festejo misto, sobretudo para aquilo que Vila Franca gosta.

Como positivo, as condições de acesso e permanência em segurança em tempos de crise pandémica, perfeitamente assegurados, mesmo e quando, felizmente, se esgotaram todas as lotações.

Os triunfadores

Os triunfos não se fazem apenas de lides ou faenas efusivas ou de grande brilhantismo artístico. Por vezes, a exibição de argumentos face às adversidades, pode constituir um triunfo dos grandes...
Desta forma, há que destacar a lição de Luís Rouxinol frente aos Palhas. Soluções mentais, experiência e vontade de lutar sem lugar a desistências.

Juanito surgiu em Vila Franca trazendo tudo na bagagem. Se a sua primeira actuação foi de muitos quilates, a segunda, foi todavia muito melhor, corroborando a minha teoria de quem nem todos os triunfos são feitos da mesma massa. Nesta actuação frente a um Calejo Pires no qual ninguém acreditaria, inventou toiro... Muito bem e muito bom!

Tristão Ribeiro Telles foi uma das mais 'ternas' surpresas. Ou não tão surpresa. Só o foi, surpresa, porque o novilho era da 'marca' Palha e a praça, era Vila Franca. Que bem entendeu e viveu tudo aquilo, fazendonos não duvidar, que temos toureiro e dos bons.

António Prates e Francisco Palha deixaram também bons momentos de toureio. No caso do mais jovem cavaleiro e esquecendo a não tão positiva segunda actuação, há a recordar a sua primeira passagem pela arena. Valorize-se. Era um Palha, era Vila Franca e exigia-se aquilo que aconteceu. 
Palha tem duas actuações de grande nível, embora nalgumas ocasiões, não tão valorizadas pelo público. A primeira, foi a de mais sabor para os entendidos, a segunda, quiçá mais 'comercial'.

Um dos máximos triunfadores da feira, foi o Grupo de Forcados Amadores de Vil Franca. Poderosos, com verdadeiro espírito de grupo, com argumentos e técnica e uma pega que foi um hino, a de Guilherme Dotti
Noutro espectáculo, bem também Pedro Espinheira e Francisco Patanita.

No que a toiros concerne, temos que admitir, que o anúncio de certos ferros, são hoje atractivo acrescido nas opções dos aficionados. Neste contexto, as corridas de Prieto de la Cal e Palha, reuniram a preferência e causaram o burburinho antecipado. Contudo e apesar dos indultos que as duas ganadarias proporcionaram, conforme opções dos seus criadores, podem espelhar o que se viveu em Vila Franca.

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