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Monforte - Triunfou a geração mais velha, e o resto são cantigas...

  • 2020-10-10 21:43
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na calorosa tarde de sábado, em Monforte, uma corrida de touros onde se homenageou o cavaleiro Paulo Caetano pela passagem dos seus 40 anos de alternativa.
Com lotação esgotada, actuaram os cavaleiros João Moura, Paulo Caetano, João Salgueiro, João Moura Caetano, Marcos Bastinhas e Duarte Pinto.
As pegas estiveram a cargo dos Amadores de Monforte, que esta tarde também assinalaram os 20 anos de alternativa.
Lidaram-se touros das ganadarias de Paulo Caetano e Irmãos Moura Caetano.
Triunfou forte, João Salgueiro.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Os mais novos, jovens que ainda não atingiram os 30 anos, jamais terão noção do que foram na sua plenitude, os toureiros João Moura, Paulo Caetano e João Salgueiro.
Ouviram falar, querem ou não querem ler sobre o tema e, quando muito, perguntam e acreditam em quem sabe, em quem viu... Os bons aprendizes de feiticeiros, estudaram a lição e dizem, só porque fica bem, que Moura, Salgueiro e Caetano, foram bons... mas não viram, essa é a treta...

Discurso formatado, por uma cultura taurina que apenas agora dá os primeiros passos e que sim, é legítima, mas que neste caso, é apenas, uma miragem de cultura...

Hoje prestava-se homenagem a Paulo Caetano, naquela que é a sua terra adoptiva. 
Um Senhor das arenas, dos tais, que fizeram história e a provar isso mesmo, a classe com que hoje actuou, em Monforte.
Bem mas bem logo no primeiro comprido, a cravá-lo mal saiu o toiro dos curros. Depois, todo um conjunto de gestos, de posturas que, no seu conjunto e associadas, fizeram desta sua passagem por Monforte, a melhor das Homenagens a si mesmo.
Lidou com o Campo Pequeno, ladeou, bem reuniu e rematou.
Brindou ao público e ao seu neto, o futuro da dinastia Caetano.

Antes do início do festejo, foi tributado com a leitura de um texto de Homenagem, bem como ouviu, ouvimos umas palavras do autarca local, Gonçalo Lagem, sendo que Maria Moura Caetano, brindou também os presentes com uma exibição, de dressage.

Abriu função João Moura. Outro dos grandes, senão mesmo, o grande... 
Moura andou bem em compridos e apesar de um curto menos feliz, deixou uma série de bandarilhas felizes, com a sua eterna marca, num toureio que não imita ninguém e que sim, foi, é e será imitado por muitos.

Viria das mãos e da genialidade de João Salgueiro, o grande triunfo da tarde.
Começou com 'pés de lã' e seguiu com 'saltos altos'... Nos compridos, descrição, nos curtos e a passo, construiu uma grande actuação, com timbre salgueirista. Actuação valorizada pela assistência e marcada pelas ovações sonoras de uma terra que entende de toureio do bom.

João Moura Caetano demonstrou intenções ao receber à porta gaiola, facto pouco habitual nas suas exibições. 
Bem a receber e nos compridos sequentes, e bem em muitos dos curtos em dueto com o Baco. Batidas ao pitón contrário e nem mesmo um toque mais forte na montada, limpou a qualidade do seu toureio.

Marcos Bastinhas recebeu da mesma forma e também com qualidade. Nos curtos levou a efeito o toureio alegre e comunicativo que leva dentro, deixando de boa forma a ferragem da praxe, terminando com um par de bandarilhas à passagem pelo corredor.

O espectáculo terminou com a exibição de Duarte Pinto. Duarte andou bem dentro do seu conceito clássico de toureio, cumprindo nesta sua passagem por Monforte.

Uma colsa é certa e tem que ser dita, triunfou a geração mais velha, e o resto são cantigas...

Os toiros das ganadarias de Paulo Caetano e Irmãos Moura Caetano, proporcionaram a colocação do lenço azul para o ganadeiro. As reses sairam bem em tipo, apresentação (adequada à tipologia do tauródromo) e a não complicarem a vida aos toureiros.

Esta corrida assinalava também a passagem dos 20 anos de fundação do Grupo de Forcados Amadores de Monforte.
A formação alentejana, efectivou as seis pegas, sendo que à cara dos toiros foram os forcados: Gonçalo Parreira (à segunda), João Maria Falcão (à quarta), Carlos Silva à sua primeira tentativa, dobrando as quatro anteriormente feitas por Luís Vieira, João Diogo (à primeira), Vítor Carreira (à primeira) e Nuno Toureiro (à primeira).

Dirigiu a corrida o Delegado Técnico Tauromáquico Domingos Jeremias, assessorado pelo médico veterinário, José Guerra.

Numa 'festa' sem reparos, apenas nota negativa para o imenso pó registado na corrida e que chateia quem vê o espetáculo.

 

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