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Temporada em Pandemia com um terço dos espectáculos realizados. Prótoiro e Associações fazem balanço positivo e esperançoso para a actividade

  • 2020-11-02 12:59


A Protóiro e as Associações taurinas apresentaram esta segunda-feira, 2 de Novembro, o balanço da temporada 2020, que deveria ter terminado este domingo, mas que as restrições impostas pelo Governo, levaram a que o espectáculo agendado para o Cartaxo viesse a ser cancelado.

De acordo com a Protóiro a temporada 2020 teve um balanço “positivo e demonstrou a grande vitalidade deste importante sector cultural”. “Um dos poucos que mostrou conseguir sobreviver apenas graças ao público e sem o apoio de dinheiros públicos”, começam por referir.

A temporada começou normalmente a 1 de Fevereiro em Mourão, sendo depois abruptamente interrompida no início de Março, quando eclodiu em Portugal a pandemia da Covid-19.

Após a interrupção a retoma dos espectáculos deu-se a 11 de Julho, em Estremoz, “depois de uma luta intensa e tenaz de todo o setor por um tratamento igualitário e para a definição das regras de funcionamento dos espectáculos tauromáquicos, por parte do Ministério da Cultura e da DGS, que teve como momento decisivo a ação de protesto com toureiros e forcados acorrentados na porta do Campo Pequeno, a 1 de Junho, seguida de manifestação de profissionais de todo o sector”, refere a Protoiro, anunciando ainda que apesar de todas as restrições se realizaram 48 espectáculos, quando em 2019 se realizaram 207.

Segundo Ricardo Levesinho, Presidente da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos “foi um ano caracterizado pela limitação de espetáculos e pela limitação abrupta da lotação máxima de cada Praça de Toiros. Foi marcada, também, pela afluência extraordinária por parte dos aficionados e do público em geral, o que demonstra um grande respeito por todos os intervenientes que contribuem para que a Tauromaquia seja um espetáculo admirado pela maioria dos Portugueses. Entendemos que em termos económicos foi um ano negativo, assim como para tantos outros setores culturais e empresariais afetados pela pandemia. Estamos satisfeitos por conseguirmos realizar os espetáculos seguindo rigorosamente as normas definidas com a DGS e IGAC, sendo que a aplicação de uma nova taxa de IVA de 23% a estes espectáculos é absurda e ilegal, pelo que estamos a trabalhar para que seja reposta nos 6%. Só um governo desumano poderá atacar os cidadãos desta área cultural num momento tão grave como o actual. Mantemos-nos convictos e esperançosos que em breve podemos todos voltar à normalidade, para continuarmos a trabalhar em prol da cultura portuguesa e para proporcionar aos aficionados excelentes momentos deste magnifico espetáculo cultural.”

Para Nuno Pardal, Presidente da Associação Nacional de Toureiros, "foi com muita dedicação e esforço que, conjuntamente com as outras associações do setor, nos batemos para que a realização de espetáculos tauromáquicos fossem uma realidade. Também os Toureiros tiveram um papel fundamental para viabilizar esta temporada, actuando muito abaixo dos seus cachets habituais e até mesmo, em algumas ocasiões, graciosamente. À semelhança das outras expressões culturais, os artista tauromáquicos passam por um momento complicado a que o Ministério da Cultura não pode fechar os olhos. Acreditamos que tudo fizemos para minorar o impacto e esperamos que a próxima temporada seja já de alguma normalidade.”

Nas palavras de João Caldeira, vice-presidente da Associação Nacional de Grupos de Forcados: “os Grupos de Forcados em geral e a todos os forcados em particular, mostraram o que é União quando a situação assim o exige. A troco de defenderem aquilo que gostam, de defenderem as suas raízes, sem quaisquer outros interesses que não seja pegar toiros mostrando a sua arte e valentia. Mobilizaram-se, esquecendo rivalidades antigas, exigindo que a tauromaquia não seja discriminada, pois ela é parte integrante da nossa cultura. Um grande bem haja a todos eles por toda a dedicação à arte de pegar toiros e à figura do Forcado Amador.”

Segundo o Presidente da Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide, João Santos Andrade, “com a diminuição de espectáculos as ganadarias debatem-se agora com o excesso de produção sendo obrigadas a enviar os seus animais para o matadouro sem serem lidados, o que impede o apuramento da bravura da raça e gera uma elevada perda económica. Esperamos no próximo ano conseguir uma temporada o mais normal possível, para evitarmos a diminuição do efetivo desta raça autóctone, pois a criação do toiro de lide revaloriza os recursos naturais fazendo um aproveitamento racional dos mesmos, mantendo o ecossistema e contribuindo para o equilíbrio do meio ambiente, promovendo a biodiversidade de 70 mil hectares, sobretudo de montado e lezíria. Também estes ecossistemas podem ser afectados com a redução de toiros bravos no campo.”

Para Luís Capucha, Presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, “a temporada de 2020 será recordada pelo apego dos aficionados à Festa, que permitiu que se realizassem dezenas de corridas de toiros. Pela civilidade inigualável demonstrada pelos aficionados nas praças de toiros. Pela determinação em amar o seu ser, sem ceder ante os ataques cobardes e ignominiosos a coberto da Covid. Pela rejeição do medo e pela afirmação da responsabilidade e da esperança de que juntos vamos vencer todos os inimigos.

A todos os profissionais e intervenientes, aficionados e público em geral, que criaram as condições para que a temporada 2020 pudesse existir, a PróToiro deixa o seu profundo agradecimento, fazendo votos para que a pandemia seja, o quanto antes, uma má memória do passado e a 1 de Fevereiro de 2021 possamos celebrar o arranque de mais uma temporada.

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