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Opinião d’Ouro – Prótoiro – Perigosa incompetência

  • 2020-11-08 21:47
  • Autor: Solange Pinto


Machadada atrás de machadada, lobbies políticos junto de partidos que não existem, lobbies até na comunicação social e afinal de contas, enterramo-nos todos os dias.

Passar por entre os pingos da chuva, discretamente, sempre foi e bem, a política da tauromaquia até ao surgimento da Prótoiro.

Nasceu a Federação, nasceu e ganhou força o PAN e com tudo isto, justificou-se moralmente a existência de ‘algo’ que defendesse a tauromaquia, daquilo que ao tempo nos parecia a ‘guerra a caminho’.

Fizeram com que os ‘tansos’ pensassem que precisávamos da Prótoiro como o pão para a boca e afinal de contas, até foram visionários. Viríamos a precisar sim, mas de uma Federação de autêntica defesa da Festa e não de uma estrutura mais virtual que outra coisa.

Embebedaram-se todos com as palavras ‘letradas’ de um individuo de discurso tão articulado quanto gélido, sem sentimento, sem calor…

Falava bem e isso chegava, num mundo de ‘tansos’ que não sabem, salvo raras excepções, ‘meter uma à frente da outra’.

Acreditámos todos e até mesmo eu, que acreditei por pouco tempo, talvez tenho vivido um ou dois dias a acreditar… Desacreditei com a Póvoa de Varzim, antes mesmo com Viana do Castelo, depois com o IVA e agora, continuamos na senda do êxito, com a proposta de proibição dos menores na tauromaquia, seja em que vertente for…

Machadada atrás de machadada, lobbies políticos junto de partidos que não existem, lobbies até na comunicação social e afinal de contas, enterramo-nos todos os dias.

A Prótoiro nunca agiu antes do problema criado, sempre depois e a título reactivo e lento, tão lento que parece gozo. Isto parece qualquer coisa do género ‘epá, tas aí? Olha aí uma cena que saiu nas notícias. Epá, faz já um mail a dizer quais as leis e direitos violados, vê no Google, fazes isso bem… epá e faz também uma petição e põe a circular. Olha, no mail tranquiliza o pessoal e diz que aquilo vai ser chumbado e ainda por cima, é só po ano…’.

Manifestações que não existem, estratégias que se escondem, festivais para angariar fundos ninguém sabe para quê e até tentativas de manipulação das imagens que a comunicação do sector difunde.

Vamos lá ser claros, porque gosto de justiça.

A Prótoiro tem culpa da esquerda muito esquerda, ter lugares na bancada parlamentar? Não!

Mas tem culpa de partidarizar a tauromaquia, aceitando e assumindo-se como CDS, quando o partido estava já ferido de morte? Sim! Tem culpa.

A tauromaquia jamais poderia hostilizar, seja que partido for e ao manter-se calada e quieta, poderia ter angariado talvez não simpatia, mas, a invisibilidade desejada da AR, como por exemplo, o que acontece com a caça.

A tauromaquia não tem cor, não tem clube, não tem religião nem raça. Está claro isto?

A cultura, não se defende, alimenta-se e isso, a Prótoiro nunca soube fazer.

A tauromaquia, ao longo dos seus muitos anos de história, jamais foi defendida com gelo. Ou se amava ou se odiava, mas quem amava, amava a sério e defendia de forma calorosa.

Tudo o que o porta-voz faz e tem feito, é destilar discursos estudados, pensados e sempre igualados, quer se fale do IVA, das crianças na tauromaquia, ou da Praça de Viana do Castelo.

Mas será que ainda não chega de citar artigos, direitos e constituição?

Será que ainda não chega de processos judiciais cujo resultado nunca ninguém sabe?

Será que a tauromaquia apenas merece esta incompetência que já valeu ao Sr. Milheiro um emprego no Campo Pequeno? Uma colaboração na ganadaria Grave e mais coisitas?

E o Presidente da Prótoiro? Existe ou está em parte incerta, que não vem a terreiro dizer basta?

E a APET? Manifesta-se? Quando?

E a Associação de Forcados? Que palavra tem a dizer?

Toureiros?

Ganadeiros?

Percebemos e até achamos bonito, que sejam todos amigos, mas a Festa não vive de palmadas nas costas.

Que chatice os episódios tristes a passarem a velocidade rápida e ninguém fazer nada e ainda acharem que nós somos os maus porque falamos.

Veja-se que a notícia de Setúbal incomodou os meninos. Porra que é demais. Foi a melhor notícia dos últimos anos, mas não, era sigilo, uiiiii, sigilo e o malvado do TouroeOuro contou. Quer mal à Festa, mas fez saber que a Prótoiro afinal existe e até conseguiu perceber que a Praça de Touros Carlos Relvas estava fechada. Ou verdadeiramente, o TouroeOuro atrapalhou algum negócio que uma das partes interessadas não deveria saber?

Não me lixem. Embora a mim, ninguém me lixe que eu não deixo. Agora bolas, a tauromaquia está a ser lixada há anos pela passividade desta malta e estamos todos a deixar.

Mas pronto, temos coisas boas. T-shirts, cartão aficionado que ninguém sabe para que serve, publicidade a alguns espectáculos, repito, alguns espectáculos e agora até, as máscaras da moda…

Isto foi o que a Prótoiro fez de visível. Ahh, também pôs o ‘tipo’ mais aficionado na rua, alegando qualquer coisa que ninguém entendeu, o José Carmo Reis. Ah e também fez festivais… ah e também contratou uma agência de comunicação, que enfim, nem comento…

Bem, agora de repente, não me lembro de que a Prótoiro tenha feito uma campanha forte sobre a crise pandémica, incentivando ao uso de máscara e tal tal... zero!

Para que conste. Abaixo o PAN e o BLOCO DE ESQUERDA com as suas ideias ditatoriais. Abaixo as vendas e trocas do PS e os pagamentos de favores, mas acima, os aficionados que são militantes do PS e que provam, que na vida, nada poderá ser generalizado.

Ideias de merda destes partidos políticos, mas uma acção incompetente da Prótoiro, incapaz, inútil e perfeitamente dispensável…

As nossas crianças jamais poderão deixar de ir aos toiros, de viver tauromaquia, mas cuidado, com defesa assim, até uma bala de borracha, pode cegar…

Jamais concordarei com tudo aquilo que sejam pregos para o caixão da tauromaquia e este agora, não é um prego, é uma coisa de dimensão muito maior, perigosa, castradora de futuro...

P.S. – Vivo bem com o que digo, assumo e reitero com as críticas que há anos aqui damos à estampa quanto à conduta da Prótoiro e uma vez mais tenho que repetir: nós avisámos.

 

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