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Opinião d'Ouro - Análise da temporada I

  • 2020-11-15 21:51
  • Autor: Solange Pinto


A arena, os artistas e o toiro... Repetição e Ausência

Tempos de análises, num defeso longo em dissemelhante proporção de uma temporada que fui curta, acidentada e quiçá, dirão uns, a possível…

Importa reflectir sobre vários aspectos de uma época tauromáquica, atropelada por um vírus tão misterioso quanto maléfico e que nos fez parar a todos, em diversas ocasiões, impondo agora mais que nunca, que se tomassem decisões e se fizessem opções.

As opções foram feitas, as mudanças foram algumas e por demais evidentes e deixar de falar no tema, definitivamente, não é para nós.

Jamais percamos o foco e o foco, baseia-se em três campos fulcrais e só daqui, poderão derivar tantos outros aspectos: Artistas, toiros e empresários.

De tudo o resto, também aqui falaremos, e para quem nos segue há anos, saberá distinguir os moldes que, desta feita, não serão os mesmos, mas são os que entendemos ser os objectivos, numa distinta fase das nossas vidas em geral e da tauromaquia, em particular.

A arena, os artistas e o toiro…

Falando na arena e do que nela se passou, salta-me à vista o vocábulo REPETIÇÃO e um outro, AUSÊNCIA.

Passo a justificar e a analisar.

Nesta fatídica temporada, houve ausências importantes. Rui Fernandes não toureou senão antes da pandemia (na Granja, em Fevereiro); Pablo Hermoso de Mendoza e Diego Ventura não vieram a Portugal e nem mesmo toureiros em ascensão, como Guillermo Hermoso de Mendoza, para aliviar a ‘coisa’…

Vimos menos as alegadas figuras cá do burgo, houve menos competição e vimos muito, mas mesmo muito mais vezes, toureiros da ‘segunda liga’, obviamente aproveitando um espaço não ocupado pelos toureiros de postín. Os primeiros, beneficiando nalguns casos o facto dos seus apoderados terem a seu cargo a gestão de praças apetecidas e que proporcionaram trocas, os segundos, ou seja, os que menos actuaram, não estando na disposição de ‘comparecer’ em condições muito aquém daquilo que até aqui era hábito.

As opções tomadas pelas figuras que menos actuaram são defensáveis, as opções tomadas pelos que muito actuaram também se entendem, ou seja, aproveitaram para se mostrarem…

Vejamos, e fazendo de advogada do Diabo. Em efeito cascata, quais foram os tentáculos da festa que realmente perderam? Obvio que os artistas, mas isso, fica para próximas análises…

Triunfos? Poucos, muito poucos e nem sei se ‘triunfo’, ‘glorioso’, ‘inesquecível’ são adjectivos que possam caber dentro do ano 2020.

Recordo-me de Moura Júnior e João Ribeiro Telles no Campo Pequeno, este último também na Moita, de Moura na Barquinha e Paulo Caetano e Salgueiro, em Monforte.

Marcos Bastinhas também se elevou enquanto toureiro e nas suas potencialidades exibidas e Palha, finalmente quebrou o gelo no Campo Pequeno e neste mesmo tauródromo, Manuel Telles Bastos a abrir temporada, com uma actuação francamente boa, mas que infelizmente, não teve sequência… Não esqueçamos também boas prestações de Andrés Romero e uma de Duarte Pinto, em Lisboa.

Boas actuações, meritórias de resto de toda a terna que compôs a corrida dos Palhas, em Vila Franca e Tristão Ribeiro Telles, também, em Vila Franca.

No campo da forcadagem, inesquecível foi a corrida trágica de Reguengos, atirando João Rosmaninho para uma cama de Hospital por tempos abastados, como na retina fica também, uma estóica pega de Francisco Borges, do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, em Lisboa.
De assinalar, é também a grande noite protagonizada pelo Grupo de Vila Franca, na Palha Blanco e uma soberba pega de Guilherme Dotti.

Para recordar, há também uma soberba actuação de Joaquim Ribeiro ‘Cuqui’, na Moita e uma outra, de Juanito, em Vila Franca.

No Campo das ausências, lamenta-se a não comparência de Miguel Ángel Perera, na Daniel do Nascimento e de Sebastián Castella, na Palha Blanco.

No que ao toiro concerne, recordo-me de um bom Palha na corrida a pé, na Moita e outros tantos que deram volta e nao era para tanto.
Dos que mereciam, um toiro de Grave no Campo Pequeno e um duelo ganho por Santos Silva, na Figueira.

E neste campeonato, o do toiro, jamais esquecer o aniversário da ganadaria Vinhas, assinalado com pompa e circunstância no Campo Pequeno, homenageando-se com muita justiça, 'aquilo' que é mais que uma ganadaria e que é sim, uma verdadeira instituição.

Tudo o resto foram apontamentos, momentos e pouco mais, do que facilmente se dissipará no tempo…

Próxima análise: Os empresários, os apoderados e a qualidade dos cartéis...

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