Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
  • geral@touroeouro.com

Opinião d'Ouro - Análise da temporada II

  • 2020-11-17 21:15
  • Autor: Solange Pinto


A tauromaquia lusa no estrangeiro… Os homens de ouro e os homens de prata, lá e cá…

Fruto da crise pandémica, suspenderam-se a dada altura da eminente temporada, as deslocações entre países, encerrando-se fronteiras aéreas e terrestres… Num mundo de pluralidade e globalidade, difícil foi a ideia de nos encerrarmos nos nossos próprios conceitos, bem como na nossa própria casta, à qual gostamos de quando em vez, mesclar outros idiomas e costumes…

Depois de balizas desfeitas e de um novo alívio nas medidas de confinamento a nível global, manteve-se o tom singular e evitou-se o intercâmbio de profissionais, sobretudo no que às grandes figuras concerne.

Já aqui dissemos, que em Portugal, faltaram as grandes figuras. Pablo e Ventura não vieram e com eles, a sensação de que a “diferença” teria sido evitada… Houve mesmo empresários que de viva voz, anunciaram a não vinda de toureiros espanhóis… Os mesmos que chegaram a anunciar mexicanos e espanhóis. O primeiro não veio, o segundo sim, e em boa hora o fez.

Andrés Romero perfilou-se assim, como o toureiro espanhol que mais actuou em Portugal, o que não seria difícil, pois foi o único.

Ricardo Levesinho, trouxe ainda à cartelaria da Moita e Vila Franca, nomes de verdadeiras Figuras do toureio a pé, que acabariam por não comparecer…

Pois bem, diga-se em abono da verdade, que tudo se passou, mas, repare-se, que os portugueses, também não foram ao lado de lá, com todo o prejuízo que primeiramente o facto causa aos próprios e às suas carreiras e numa segunda instância, ao toureio falado em português, na sua generalidade. A fugir à regra de tudo isto, esteve Ana Rita e a suas muitas orelhas cortadas.

Falemos ainda, do matador de toiros João Silva ‘El Juanito’. Estaria lançado se o futuro de todos não estivesse em ‘banho-maria’ e como nome sonante dos homens de prata, João Ferreira, que lá, tanto como cá, se assume um verdadeiro colosso na área das bandarilhas.

Guardamos o futuro do toureio a pé, para todos os jovens pertencentes às escolas de toureio e que de quando em vez, se deslocam ao outro lado da fronteira, perseguindo o sonho…

Nos capotes, como verdadeiros peões de brega e homens fortes das quadrilhas onde actuam. Destacamos João Belmonte, Duarte Alegrete, Nuno Oliveira e outros, que brilham sobretudo pela eficácia e descrição.

A título de curiosidade, destaca-se o facto do bandarilheiro Ernesto Manuel se ter voltado a vestir de luces, quando o seu querido António Telles filho actuou em Coruche e, de forma mais penosa, salientar o desaparecimento do bandarilheiro Jacinto Fernandes.

Próximo Balanço: 
Os empresários, os apoderados e a qualidade dos cartéis... Os dois homens fortes

google.com, pub-5416276538842499, DIRECT, f08c47fec0942fa0