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Opinião d'Ouro - Análise da temporada III

  • 2020-11-23 21:14
  • Autor: Solange Pinto


 Os empresários, os apoderados e a qualidade dos cartéis... Os dois homens fortes

Falar da complicadíssima temporada deste ano, é sobretudo falar dos empresários e das grandes, enormes mesmo, alterações sofridas neste sector 'cumbre' da tauromaquia.
Os artistas fizeram as opções por nós comentadas na "Análise de Temporada I'.
Face às condicionantes impostas pela crise pandémica, a tauromaquia nivelou-se num 'certo' patamar, ao qual uns subiram e outros não quiseram descer... foi isto e tapar o sol com a peneira, não será bom para ninguém.

Pese embora tudo o que viria a acontecer, a verdade é que, com boas ou más decisões, tudo teve de ser repensado e mais, muito teve de ser arriscado. A tarefa difícil, era de facto repensar em tempo recorde, redefinir estratégias face a lotações reduzidas, tendo como base, tauródromos maioritariamente pequenos e que, a olho nu, se tornariam inviáveis no que a receitas concerne.

Mas vejamos... Será que...? Bilhetes mais carotes, entende-se. Mas, lotações que em muitos casos, não teriam maior número de assistência do que realmente se verificou.

Depois do incerto, albergando todo o tipo de opções, das quais faziam parte corridas televisionadas, corridas sem público e outras coisitas mais, eis que tudo recupera uma nova normalidade, com o pontapé de saída de Luís Miguel Pombeiro e uma soberba organização em Estremoz, naquela que foi a primeira corrida em território ibérico.
No dia 11 de Julho, imagine-se, Julho, arrancou a sério, uma temporada diferente!

Os dois homens fortes...

Sejamos francos. Os dois homens fortes, foram sem dúvida Luís Miguel Pombeiro e Ricardo Levesinho.
Mas vamos por partes...

Luís Miguel Pombeiro, homem multifacetado, profundo conhecer do cavalo e do seu entorno, aficionado, proprietário e mais, director do único jornal impresso dos ultimos anos, apoderado e empresário... Imagine-se, que foi isto tudo em simultâneo, mas... não era empresário do Campo Pequeno!
Em 2021, tornou-se nisso mesmo, empresário do Campo Pequeno!

Surpresa geral e líder sobretudo em importância moral e muitos amigos novos... é assim a tauromaquia!
Depois da estadia prolongada de Rui Bento, cerca de 14 anos, eram inevitáveis as comparações, mas, repare-se que as circunstâncias em que Pombeiro surgiu na mais importante praça do país, foram limitativas, atípicas e muito susceptiveis de cometer erros, criticáveis e... desculpáveis.

Se Pombeiro fez tudo bem no Campo Pequeno? Não!
Repetições em resultado dos compromissos de apoderamentos e ausência de "toureiros monstro"... É perdoável? Claro que sim. Rui Bento era um colaborador da estrutura Campo Pequeno, bem diferente do caso Ovação e Palmas, de Pombeiro, que ali 'põe do seu' e aí, alto e pára o baile... Pombeiro foi para muitos um herói e eu também acho, arriscar o pêlo dói, tira o sono e faz rugas, mas, sejamos francos, o herói foi Pombeiro, mas poderia ter sido um dos outros dois empresários a concurso. O herói seria o que fosse para o Campo Pequeno e a importância do individuo começaria, ali.
Resultados? Pese embora o esforço de Luís Miguel, a verdade é que os resultados no que a público concerne, foram desconcertantes. O público nem sempre correspondeu, mas tenho a convicção, que Pombeiro, experiente como é, retirará daqui, todas as lições possíveis e imaginárias.

Faço uma sugestão. Duas ou três figuras mescladas com novos valores, bem como uma equipa "rematada" de marketing, podem fazer a diferença. Trabalhar com amadores neste campo, nem sempre é inteligente, e muitos somados, nem sempre fazem 'um' dos bons...

Lição em Estremoz, no Cartaxo, Azambuja, com lotações possíveis esgotadas e aí sim, cartéis à medida.

Ricardo Levesinho sem Campo Pequeno, mas com uma 'carteira' de tauródromos de reconhecida importância e sucesso, mais que garantido.
Moita, Vila Franca e Figueira da Foz, não são coisa pouca e a verdade é que tem a seu cargo, a organização das duas mais importantes feiras taurinas do país... ah é verdade, este ano, as únicas!

Esteve bem e apesar da não comparência dos dois matadores espanhóis, em Vila Franca e Moita, resolveu com categoria, como de resto é a sua forma de andar na Festa. Deu a cada uma das suas praças, aquilo que os seus públicos pedem e o resto são cantigas. Lotações esgotadas em cada uma das suas edições.
Nota menos para a corrida da Chamusca.

Pratos fortes do empresariado português: Pombeiro e Levesinho e são eles que mandam nisto.
Todos os outros que arriscaram dar corridas este ano, foram igualmente audazes. Bem o empresário da Barquinha, com umas novidades à mistura.

Falando de novidades, houve mais. Corridas de apenas quatro toiros, com palco em Coruche.
Não concordo. De mini-espectáculos, podemos passar a quase nada.
Mas, falando de Coruche, espectáculos top em organização face às restrições pandémicas.

Neste balanço, cabe dizer que todo o cuidado é pouco com as trocas e badrocas. Com a redução drástica de espectáculos, ver sempre os mesmos, pode ser 'remédio letal' para a Festa. Nada que se note já, mas que a curto prazo pode fazer dano.

 

 

 

 

 

 

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