Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
  • geral@touroeouro.com

PAN sofre derrota estrondosa nos Açores ao tentar retirar classificação da ‘Tourada à Corda’ nos Açores

  • 2021-03-24 15:35
  • Autor: Redacção com Agência Lusa
  • Autor da Foto: D.R.


O PAN/Açores sofreu esta quarta-feira uma estrondosa derrota, depois do seu deputado único Pedro Neves, ter apresentado uma proposta, que apelidou de voto de protesto, que pretendia retirar a classificação de tradicional da tourada à corda promovida pelas comissões das festas tradicionais da Fajã do Fisher, na ilha Terceira.

A proposta do deputado animalista sofreu uma estrondosa derrota depois dos  partidos que integram a coligação de Governo nos Açores (PSD, CDS-PP e PPM), PS e Chega a terem chumbado, contando esta somente com os votos favoráveis do PAN e BE e a abstenção do deputado único da Iniciativa Liberal.

Na apresentação do voto de protesto, Pedro Neves recordou que a Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo, ao abrigo do Regime Jurídico de Atividades Sujeitas a Licenciamento das Câmaras Municipais na Região Autónoma do Açores, e em sessão de 12 de Fevereiro de 2021, deliberou classificar como tradicional a tourada à corda promovida pelas comissões das festas tradicionais da Fajã do Fisher, na ilha Terceira.

Para o parlamentar, a tourada à corda "é uma prática de cariz restrito a nível nacional e mesmo regional, pois não é, sequer, praticada em todas as ilhas", sendo que esta classificação "nem dignifica a localidade, nem os Açores ou mesmo os processos de classificação de património tangível ou intangível no contexto de abrangência cultural".

Recordando que a tauromaquia, da qual "não se pode desmaterializar a tourada à corda, foi vedada pela própria UNESCO quando, há menos de um ano, a candidatura espanhola foi apresentada", Pedro Neves afirmou que a tourada à corda "não está mais do que para a engorda de um 'lobby' restrito com meros interesses económicos".

"No vasto e rico leque cultural que os Açores possuem, esta prática envergonha tantos grupos culturais que se dedicam a setores tão elevados e variados para os quais não existe o mesmo interesse em preservar e impulsionar", considerou o deputado do PAN/Açores.

O deputado centrista Pedro Pinto referiu que o voto apresentado revela uma "profunda repulsa pelas tradições culturais açorianas", destacando o "profundo impacto na economia da ilha Terceira, de 11%, e de 3,5% no PIB dos Açores", no âmbito de uma atividade "do povo, feita pelo povo e sustentada pelo povo".

O socialista Berto Messias considerou que a proposta apresentada pelo PAN/Açores "demonstra grande ignorância e desconhecimento" sobre o enquadramento legal da atividade, uma vez que as touradas podem ser classificadas, tendo salvaguardado que os agentes do sector têm apostado na preservação do touro bravo "com grande esforço financeiro".

O social-democrata Luís Soares disse que a tourada à corda é a "manifestação cultural que mais serve a economia local da ilha Terceira", havendo "muitos setores que dependem desta atividade", em que considerou que os animais são bem tratados.

google.com, pub-5416276538842499, DIRECT, f08c47fec0942fa0