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Figueira da Foz - Querer é poder!

  • 2021-09-05 01:43
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na noite de Sábado, no Coliseu Figueirense, a terceira e última corrida da temporada neste tauródromo.
O cartel foi composto pelas cavaleiras Sónia Matias, Ana Batista e Soraia Costa, bem como pelos Grupos de Forcados Amadores do Ribatejo, Real de Moura e Caldas da Rainha.
Lidaram-se toiros da ganadaria Pinto Barreiros, sendo este o espectáculo no Coliseu, com mais fraca assistência dos três aqui realizados.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

 

A Figueira da Foz e o seu Coliseu, voltou a engalanar-se pela terceira semana consecutiva, abrindo as suas portas para a realização da terceira e última corrida da sua temporada de Verão.
Este foi o espectáculo com menos público, mas ainda assim, com o público disposto a aplaudir e acarinhar as toureiras em cartel e os forcados anunciados.

Feitas as contas no que ao cônclave concerne, recapitula-se o elenco da Corrida de Homenagem à Mulher: Sónia Matias, Ana Batista e Soraia Costa.

Antes de qualquer consideração sobre as actuações propriamente ditas, há que dizer, que Sónia Matias e Ana Batista (Soraia Costa lá chegará), são duas Figuras do Toureio, com provas dadas e obviamente conceitos distintos, mas que, deixarão eco na história do toureio equestre em Portugal.
As mulheres não se medem apenas e só pela sua condição física, mas sim, por tantas outras coisas, que em momentos difíceis, sempre surgem, provando que querer é exactamente, poder!

Sónia Matias foi autora de uma primeira prestação de boa nota, mas ainda assim sem romper em triunfo. O Pinto Barreiros não ofereceu facilidades, sendo que Sónia, ainda assim, actuou de forma correcta, com excepção para a menor regularidade obtida em compridos.
Frente ao Santos Silva, andou em tom triunfal, sobretudo com a ferragem curta. A raça veio à tona e em crescendo, Sónia construiu uma soberba função, terminando com um violino que 'terminou de colocar o público no bolso'.

Ana Batista dispensa também apresentações e a sua classe e elegância já todos conhecem.
A primeira actuação decorreu em tom agradável e correcto, a segunda, frente a mansarrão de Santos Silva, constantemente fixado em tábuas, foi de grande esforço e mérito, tendo Ana que exibir credenciais para o lidar. Alguma da ferragem curta foi cravada e bem, a sesgo.

Fechava o elenco, Soraia Costa.
A mais 'novita' do elenco, sentiu e evidenciou dificuldades em compridos. Nesta fase inicial das suas duas actuações, andou 'apalpando' terreno, confiando-se apenas quando trocou para as respectivas montadas de curtos. Actuou sempre em crescendo, sendo que as derradeiras bandarilhas das duas passagens pela arena figueirense, foram de grande nota.

Lidaram-se toiros, de resto anunciados de Pinto Barreiros, sendo que o quarto e quinto da ordem, foram da ganadaria de Santos Silva.
Em apresentação as reses foram homogénias, sendo que em comportamento, destaca-se pela negativa o mansote quinto (de Santos Silva) e o complicado que foi o lote enviado pela ganadaria Pinto Barreiros.

As pegas foram asseguradas pelos Grupos de Forcados Amadores do Ribatejo, Real de Moura e Caldas da Rainha.

Para a cara dos toiros, pela formação do Ribatejo, foram Miguel Caramelo, efectivando ao primeiro intento e Bruno Inácio, consumando à primeira tentativa.

Na linha da frente, pelos alentejanos de Moura, foram João Caeiro, com uma tentativa, sendo dobrado por Rui Ameixa, que concretizou ao seu segundo intento. João Caeiro foi violentamente colhido pelo segundo toiro da ordem, protagonizando momentos aflitos, ao estar inanimado na arena, com o toiro a carregar sobre si... a segunda pega do lote dos Amadores de Moura, foi consumada ao primeiro intento por Rui Branquinho.

Pegaram de caras, vestindo a jaqueta de ramagens das Caldas da Rainha, Duarte Palha e Vasco Gonzaga, à primeira tentativa.

O festejo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico Paulo Valente, assessorado pelo médico veterinário, Carlos Santos.

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