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Campo Pequeno - João Ribeiro Telles em ombros pela Porta Grande

  • 2021-09-11 03:25
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se nesta sexta-feira à noite, a segunda e última corrida de touros da Feira Taurina de Lisboa.
Em praça estiveram os cavaleiros Marcos Bastinhas e João Ribeiro Telles, bem como os Grupos de Forcados Amadores do Ribatejo, Cascais e Chamusca.
O tauródromo contou com pouco público face ao que seria permitido pelas novas normas impostas pela DGS.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Mais do que sair em ombros por qualquer porta grande, o que importa mesmo, é aquilo que se passa nas arenas do mundo taurino.
A arte, não atravessa portas e os touros, não se passeiam pelos corredores dos tauródromos, por isso, ficamo-nos pela importância do que se passou na arena, optando por não opinar se foi ao não, merecido o 'passeio a ombros' de João Ribeiro Telles.

O que sim é relevante, é que a noite de João Ribeiro Telles, foi muito redonda e coesa. Não houve erros evidentes, não houve grandes 'invenções' que pudessem não resultar e houve sim, um toureiro seguro, a mostrar regularidade de intenções e de actos.

Telles foi autor de três actuações muito similares entre si, sendo que e apesar dos dois ferros com o Ilusionista frente ao terceiro do seu lote e que como sempre, criaram alvoroço, houve dizia, uma actuação que pelo tom ponderado, até fino e doce, fez encher as medidas. Os relatos devem ser factuais, mas, facto é que o toureio, deve ser repousado, lento e cadenciado... despacito, diriam nuestros hermanos e Telles, frente ao primeiro, andou assim... com calma e gosto.
Houve de tudo nas três actuações. Batidas ao piton contrário, reuniões ajustadas e até, o 'número antigo' do violino e palmo na mesma sequência.

A corrida anunciava-se em formato mano-a-mano, entre Ribeiro Telles e um dos toureiros que este ano, deu salto qualitativo. Marcos Bastinhas teve a seu cargo três astados de comportamento similar aos demais, quiçá tendo os dois primeiros, uma mais envergonhada disposição. Nestes tais, andou apenas em tom regular, cravando sem exageros ou alardes de triunfos, mas cumprindo de forma digna.
Não satisfeito, Marcos Bastinhas deixou na retina, uma última actuação em que o primeiro curto, foi escandalosamente bom, com uma pronunciada entrada ao piton contrário, rematando com piruetas na cara do toiro, ajustadíssimas.
Terminou com nada mais, nada menos, que dois pares de bandarilhas, o segundo já a pedido do público.
Esta lide decorreu com o sobrero da corrida, por ter sido devolvido o quinto da ordem.

Os toiros da ganadaria de António Raul Brito Paes, deixaram-se lidar, sendo que na maioria dos casos, emprestaram mobilidade ao festejo e condições de lide, ainda que sem aquele 'fulgor' que se pretende.

As pegas da noite estiveram a cargo dos Grupos de Forcados Amadores do Ribatejo, Cascais e Chamusca.

Pelos Amadores do Ribatejo, efectivaram pegas os forcados Pedro Espinheira (cabo), ao primeiro intento e, Dário Silva, ao segundo.

Pelos Amadores da Chamusca, foram na linha da frente, Miguel Santos, concretizando à primeira tentativa, bem como Francisco Rocha, numa muito boa tentativa.

Vestindo a jaqueta dos Amadores de Cascais, pegaram de caras os forcados Ventura Doroteia, à primeira muito aplaudida tentativa e Carlos Dias, também com boa pega ao primeiro intento.

Estava em disputa o Prémio Coparias para a Melhor Pega, ganha pelo forcado Francisco Rocha, dos Amadores da Chamusca.

Tudo contado, faltando apenas falar na fraca adesão do público a esta feira taurina, organizada pela empresa Ovação e Palmas, de Luís Miguel Pombeiro.
Cai por terra a teoria de que o público não gosta de toureio a pé e que afinal, até nem foi porque está mais 'afeiçoado' aos cavalos e forcados. A lotação preenchida, nesta sexta-feira, não comprova a teoria.
O que sim pode marcar a diferença, não existe. Não há promoção adequada e quiçá, tenham de se 'pensar' novas estratégias no 'todo' que deve ser o Campo Pequeno, enquanto praça de elite (que deveria ser e não é) e sobretudo, enquanto praça espelho de qualidade.

Cumpriu-se um respeitoso minuto de silêncio, em memória do mais aficionado Presidente da República, Jorge Sampaio.

O festejo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico João Cantinho, assessorado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.

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