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Rui Fernandes, os dois ferros de João Telles e Rouxinol Jr. foram o melhor da terceira corrida da Moita

  • 2021-09-17 02:58
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na passada sexta-feira, dia 16 de Setembro, uma corrida de touros integrada na Feira em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, na Moita.
O elenco foi composto pelos cavaleiros Rui Fernandes, Gilberto Filipe, Filipe Gonçalves, João Ribeiro Telles, Luís Rouxinol Júnior, Duarte Fernandes e Tristão Ribeiro Telles, perante uma corrida de Passanha.
As pegas estiveram a cargo, em solitário do Grupo de Forcados do Aposento da Moita.
A Moita e a sua Daniel do Nascimento, ESGOTOU a lotação permitida para esta corrida em tempos ainda de Covid.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

É por tradição a mais badalada corrida do 'serial' da Moita.
Na passada sexta-feira, depois de uma corrida mista e outra a pé, a Daniel do Nascimento voltou a abrir portas para receber uma corrida de toiros que também e por tradição, é na íntegra destinada ao Grupo de Forcados do Aposento da Moita.

As pegas, foram consumadas sem brilhantismos enaltecíveis, porque matéria para isso, diga-se, não houve. Houve sim, uma formação que resolveu os 'problemitas pequenotes' que foram surgindo.
Ao primeiro intento, houve pegas efectivadas pelo cabo Leonardo Mathias, João Vasco Ventura (que se despediu das arenas e da formação que representou durante onze anos) e Tiago Valério.
Ao segundo intento, pegou Martím Cosme Lopes; à terceira tentativa consumou Tiago Nobre e à sexta tentativa, Manuel Queiróz.
De cernelha pegaram ainda a dupla composta pelos forcados Antonio Ramalho e João Serrano.

Tudo contado sobre as jaquetas de ramagens, a primeira grande, enorme palavra vai para Ricardo Levesinho e a empresa Tauroleve.
Feira da Moita com dignidade, a culminar numa casa ESGOTADA.

No que concerne às actuações equestres da longa noite de toiros, há a destacar as actuações de Rui Fernandes, os dois ferros de João Telles e a lição de Rouxinol Júnior.
Tudo o resto foram miragens, não só, mas maioritariamente por culpa de um curro de toiros da gandaria Passanha, sem transmissão e na generalidade mansote, condicionando assim o labor aos toureiros.

Rui Fernandes foi o primeiro a actuar na Daniel do Nascimento, depois de uma prolongada ausência das arenas lusas. Bem a receber o oponente, bem nos curtos, a fazer limpinhas batidas ao piton contrário e a rematar com piruetas ajustadas. Actuou com disposição, com argumentos e foi dele um dos triunfos da noite, quiçá o mais redondo.

João Ribeiro Telles era já um repetente na Feira Taurina da Moita, tendo deixado a fasquia alta. A fasquia não foi superada, contudo na retina ficam os dois curtos de altíssimo nível com o Ilusionista.

Luís Rouxinol Júnior provou que os mansos também têm lide e que os artistas que os lidam e bem, como fez este toureiro, merecem música, aplausos e voltas à arena pelo mérito implícito por parte do ginete.
A ferragem foi praticamente toda cravada a sesgo, mas houve um curto que desiquilibrou as contas já altas. Com Rouxinol Júnior junto a tábuas, o toiro arrancou-se surpreendentemente e Luís não se abalou, nem abalou e cravou um soberbo curto.
Actuação de nota muito alta no que a técnica e conhecimentos concerne, sem a presença exaustiva de bandarilheiros na arena.

Um dos pontos de competição e interesse, estava na competição entre os dois mais jovens do cartel.
Duarte Fernandes e Tristão Ribeiro Telles, pouco vistos, tinham tudo para surpreender. Assim não aconteceu, ficando-se os dois por actuações correctas, regulares e cumpridoras, sem alardes de triunfo.

Gilberto Filipe encontrou-se na Moita com um toiro que saiu algo debilitado, acabando essa 'pequena' questão não por inviabilizar a lide, mas sim por condicionar. No entanto, Gilberto não esteve nos seus dias e por entre um toque na montada e bandarilhas cravadas em reuniões exageradamente abertas, tudo passou sem história.

Filipe Gonçalves também não desenhou a exibição que por ventura teria idealizado. A actuação foi em crescendo, mas esse pico máximo foi curto e já mais para o fim da sua prestação. Houve desacertos e alguma escassez de inspiração nesta sua passagem com intermitências, palco outrora da sua alternativa.

O espectáculo tal como no dia anterior, foi precedido pela entrega de trofeus aos triunfadores da temporada passada, sendo dirigido o festejo, por João Cantinho e Carlos Santos, como Delegado Técnico Tauromáquico e Médico Veterinário, respectivamente.

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