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Campo Pequeno - Uma noite matizada...

  • 2021-09-24 01:46
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se nesta quinta-feira, em Lisboa, a quinta corrida do abono Lisboeta.
Em praça estiveram os cavaleiros Duarte Pinto, Francisco Palha e João Salgueiro da Costa, com os Grupos de Forcados Amadores de Alcochete e Aposento da Moita.
Lidaram-se toiros da ganadaria Vinhas.
A Praça de Touros do Campo Pequeno registou uma fraca entrada de público.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Foi uma corrida com falta de alento.
O Campo Pequeno, realizou a sua quinta corrida do abono, nesta quinta-feira, dia 23 de Setembro.
O cartel foi 'mexido', fruto da saída de Manuel Telles Bastos por estar ainda em recuperação de uma colhida, em Tomar, sendo que entrou, no seu lugar, Francisco Palha.

Cartel então composto, pelos cavaleiros Duarte Pinto, Francisco Palha e João Salgueiro da Costa, sendo que as pegas de um curro de Vinhas, estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Alcochete e Aposento da Moita.

Dizia eu, que houve falta de alento, porque o público não correspondeu. Data ingrata esta, verdadeiramente 'entalada' entre a Feira Taurina da Moita, a de Vila Franca e claro está, pela vinda de Juli a Santarém... O dinheirinho dos portugueses é pouco, a concertação dos empresários nenhuma e o resultado, infelizmente, este!

Pois bem, importa referir, que quem não foi ao Campo Pequeno, perdeu um espectáculo com matizes e momentos muito interessantes, em que sentiu que os toureiros quiseram triunfar. 'Lo que pasa' é que os toiros de Vinhas, sem serem radicalmente maus e calma que não o foram, serviram, mas tinhas os seus 'quês'... Não facilitaram, emprestaram mobilidade mas sem transmitir em demasia.

Porque os Homenageados hoje serão os primeiros, realça-se as justas Homenagens ao Cornetim José Henriques e ao Grupo de Forcados Amadores de Alcochete, sendo muitos dos brindes, direccionados aos 'dois' tributados.

Podemos e para que não se perca o fio condutor, começar exactamente pelos forcados.
Ali, no Campo Pequeno, estiveram duas das mais prestigiadas formações lusas, ambas com categoria, bons forcados e muita coesão. Por tudo isto, as coisas resultaram.

Pelos Amadores de Alcochete, foram na linha da frente: Henrique Teixeira Duarte, efectivando ao terceiro intento; João Belmonte à segunda e Manuel Pinto, à primeira tentativa, numa grande função.

Pelos do Aposento da Moita, pegaram de caras: o cabo, Leonardo Mathias, à primeira tentativa; bem como Martím Cosme Lopes, também à primeira, daqui resultando duas fantásticas pegas. Tiago Valério consumou ao segundo intento, a última pega da noite.

Duarte Pinto protagonizou se não a, seguramente uma das melhores noites da sua 'cruzada' nesta temporada.
As suas duas actuações foram coesas, limpas e seguras, ambas com bons compridos, bons curtos, com especial destaque para a sua primeira exibição, toda ela com reuniões muito precisas e um toureio elegante e com mérito.
Boa passagem por Lisboa, dentro do seu costumeiro conceito.

Francisco Palha, foi dono e tal como referimos no titulo, de matizes importantes, embora numa noite não redondeada.
Palha é um toureiro ao qual não se lhe pode acusar de falta de raça e de tentar tudo para alcançar o triunfo, contudo, nesta noite, tudo isto esteve lá, mas sem alardes de triunfo.
Frente ao primeiro, um touro sempre pronto a supreender, destacou-se com o primeiro comprido em sorte de gaiola, e um outro bom curto e a sua habitual brega de eleição. Ainda assim, houve dois 'fortitos' toques nas suas montadas e um ferro falhado, que desfeiaram a globalidade.
No que concerne à sua segunda prestação, houve novamente bons momentos, com brega ladeada, vistosa e reuniões mais ajustadas. Foi Palha quem colocou tudo, visto que o oponente no momento do ferro, ficava apenas pelas intenções.
Boa actuação!

Fechou o elenco João Salgueiro da Costa.
A sua primeira actuação, foi de triunfo absoluto.
Salgueiro andou sem pressas e depois de bem receber o primeiro e com ele, deixar bons compridos, foi andando, devagar, a medir tempos, investidas, entendendo o toiro... até chegar a um ponto fantástico em que deixa dois curtos e um palmito de nível muitíssimo elevado.
Rematou as sortes com ladeios estéticamente belos, pelo que o público foi a cada ferro, aplaudindo de pé.
A segunda prestação foi mais intermitente, fazendo novamente jus aos matizes... Também os houve nesta lide, mas sem redondear em triunfo.

A corrida de touros foi dirigida pelo Sr. Tiago Tavares, coandjuvado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.

 

 

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