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Campo Pequeno - Da batina ao triunfo

  • 2021-10-02 02:50
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na noite desta sexta-feira, dia 1 de Outubro, uma corrida de touros no Campo Pequeno, que marcou o encerramento do abono da capital.
Em praça estiveram os cavaleiros Luís Rouxinol, Pablo Hermoso de Mendoza e João Moura Caetano, com pegas a cargo dos Amadores de Arronches, Monforte e Académicos de Coimbra.
Lidou-se um curro de toiros da ganadaria Charrua.
O Campo Pequeno registou uma entrada que rondou os três quartos de casa da lotação completa.
CRÓNICA DA CORRIDA
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ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Diz a história, que a batina usada pelos estudantes, é o restício 'vivo' da influência religiosa nos estudantes.
Pois bem, entre a batina e a fé, pode assim haver uma relação entendível pelos crentes e até pelos estudantes, comungada hoje, por todos quantos marcaram presença na 'corrida das batinas'...
O capote de seda, hoje não esteve só nas barreiras, dividindo protagonismo com as batinas pretas e se isso, romanciando, significa fé... pois bem, valeu a pena!

As batinas pretas, deram lugar ao triunfo.
João Tavares, dos Académicos de Coimbra pegou o último Charrua ao primeiro intento, venceu o troféu em disputa, de forma absolutamente justa e fez assim história na história do Grupo de Académicos de Coimbra, no dia em que se estrearam na mais importante praça de touros do país.
Francisco Gonçalves pegou o primeiro do lote, também ao primeiríssimo intento.

O dito prémio, cuja decisão estava a cargo dos três cabos, foi ainda disputado pelos Amadores de Arronches e Monforte.

Para a cara dos toiros, vestindo a jaqueta dos Amadores de Arronches, estiveram os forcados Luís Marques, efectivando ao primeiro intento e, Rodrigo Abreu, à quinta tentativa.

Na linha da frente, com as ramagens de Monforte, estiveram João Falcão, consumando à terceira tentativa; e Vitor Carreiras ao segundo intento.

Lidou-se um curro de toiros da ganadaria Charrua, no geral pouco abonados de forças, mas a cumprirem de boa forma na sua passagem pela arena do Campo Pequeno, sendo que no conjunto, pode bem dizer-se, que foi uma noite de triunfo, justificando-se a chamada do ganadeiro à praça.
O toiro lidado em segundo lugar, mas que na verdade seria o quinto da ordem, foi premiado com volta à arena.

Actuava Pablo Hermoso de Mendoza e isso por si só, já fez com que o interesse dos aficionados aumentasse.
Muito público, cerca de três quartos fortes da lotação completa.

Do 'tal' por quem todos esperavam, vieram dois triunfos, com duas chamadas ao centro depois da lide de cada toiro.
Pablo esteve muito bem com o primeiro, com uma brega muito ligada e muito bons ferros compridos e curtos.
No segundo, montando o seu cavalo-estrela, Disparate, armou o 'lio', ao voltar a ligar muito bem a sua brega, sem momentos mortos, com remates e hermosinas.
O público levantou-se em 'peso', em ovações estridentes.

Se estas não foram as melhores actuações de Moura Caetano em Lisboa, andaremos la perto... Na primeira prestação, brilhou com o Campo Pequeno, deixando bandarilhas de muito bom nível, com remates com muita profundidade e temple.
No segundo, fez o que não lhe conhecemos como habitual. Foi receber o seu oponente à porta gaiola, dobrando-de depois muito em curto... Cravou dois compridos de soberba nota, mas os curtos, esses sim foram escandalosamente bons. Montou o Baco e com ele, imponentes entradas ao piton contrário, levantando o cônclave em apoteose.

A primeira actuação de Luís Rouxinol foi em tom regular. Mal não esteve, esteve de resto bem, embora sem alardes de triunfo. Bregou com eficácia, reuniu bem e rematou as sortes, contudo, repito, sem cores de triunfo.
Esse sim, os tons mais triunfais, chegariam com a também chegada à arena da sua montada Douro.
Brega muito de 'cercanias', ladeada e com boas bandarilhas. O ponto chegaria com a cravagem de um muito bom par de bandarilhas.

O festejo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico, Fábio Costa, assessorado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.

Nota 1:

Não há forma de não criticar a falta de autoridade do Director de Corrida, pelo facto de ter dado um toque para que o rejoneador Pablo Hermoso de Mendoza não cravasse o primeiro comprido ao toiro, tendo o mesmo feito exactamente o contrário. Fábio Costa, teria tido tempo para dar outro toque e fazer cumprir o que havia decretado. As regras existem por algum motivo e não deverão ser desrespeitadas por ninguém.

Nota 2

De uma vez por todas terão de se uniformizar as voltas à arena. Uns não dão, pensando que ainda não se pode, outros, mais elucidados, pedem-nas ao director, como se se tratassem de discos pedidos...

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