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Balanços da Temporada - Ganadarias

  • 2021-12-02 11:14
  • Autor: Solange Pinto


As mais destacadas foram: Murteira Grave e Palha

O toiro! O toiro é ou deveria ser, o grande motor da tauromaquia, mas… mas nem sempre o é!

Impedido de dar a sua opinião e em caso de incapacidade de consigo lidar por parte do seu lidador, a verdade é que, em muitas situações de “destriunfo”, passa o toiro a ser o culpado de tudo e assim, não se melindra ninguém e muito menos os seus egos.

Ai e tal porque o toiro não tinha lide…’, pois, talvez… ou não! Todos os toiros têm lide e certo é, que os complicados, ou destapam os toureiros, ou colocam-nos como catedráticos e exímios no entendimento das características dos oponentes.

Certo é também, que os toiros não são todos iguais (graças à diversidade de encastes) e os seus comportamentos díspares, mantêm a chama viva no que a interesse concerne.

Ao longo dos tempos, a transformação/ manipulação das características dos toiros tem sido uma realidade, sendo que essa manipulação acontece de acordo com o gosto dos seus lidadores. Obviamente, que o resultado não tem sido sempre positivo…

Não precisamos de ir muito longe.

Este ano, assistimos no Montijo (apenas um exemplo por entre tantos outros), a uma corrida com importantes figuras do toureio, que emprestou zero emoção a quem assistia ao espectáculo. O trote ‘meio pedrado’ das reses e a escassa mobilidade, aliada à pouca cara dos toiros em causa, trazem ao aficionado, uma sensação de facilidade, completamente antagónica ao conceito de ‘desafio do medo’ e da luta entre a inteligência humana e a força animal.

Arte sim, mas arte, aliada à dificuldade de a imprimir junto de um animal que a qualquer momento pode usar da sua condição de bravo.

Por tudo isto, o público começa a dar sinais de que sabe o que quer e não quer qualquer coisinha…

As corridas de ganadarias consideradas mais duras, são, na verdade, as que mais expectativa vão levantando junto dos aficionados.

Vejamos as presenças em Vila Franca, das corridas de Palha e o burburinho que levantam e o interesse de bilheteira que despertam.

Houve dos bons, dos menos bons, dos lidáveis, dos que a dureza se teve de ultrapassar, mas indiferente a este ferro, ninguém ficou e dificilmente ficará.

Houve é certo e a bem de todos nós, muitos criadores de toiros a dar voltas à arena, muitos prémios ganhos em concursos e alguns duelos interessantes protagonizados por exemplo entre os ‘Silvas e os Teixeiras’, com destaque para estes últimos, contudo e nesta perspectiva, destacou-se a ganadaria Murteira Grave, como uma das mais coesas e consistentes por entre o panorama taurino português.

A recordar, o toiro lidado em Vila Franca pelo diestro João Silva ‘El Juanito’, um dos bons exemplos do que atrás se descreveu, por entre outros citáveis…

 

 

 

 

 

 

 

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