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Balanços da Temporada - Cavaleiros

  • 2021-12-16 22:00
  • Autor: Solange Pinto


Os mais destacados foram: João Ribeiro Telles e João Salgueiro da Costa

Por ser quinta-feira, dia da semana em que decorrem os espectáculos tauromáquicos no Campo Pequeno, é talvez o dia ideal para a dissertação sobre a temporada 2021, no que a cavaleiros profissionais concerne.

Corridas houve muitas, e mesmo que em menor número do que em temporadas pré-Covid, a verdade é que são muitas se em conta tivermos que triunfos, daqueles que se recordam para sempre, houve… poucos!

A pelea actualmente, a existir, está inequivocamente entre jovens toureiros: João Ribeiro Telles, Francisco Palha, Marcos Bastinhas, Miguel Moura, João Salgueiro da Costa, Moura Júnior, João Moura Caetano e Luís Rouxinol Júnior. No entanto, a verdade é que, os “velhos do Restelo”, de vez em quando lá destapam coelhos e aparecem em “campo” com FACTOS que nos fazem abanar e voltar a pensar, que “ai de nós se não fossem os velhos…”

Moura Júnior, em 2021, apenas andou, sem o seu tom genial habitual. Veio-se abaixo e isto acontece aos melhores, não dividindo portanto, o pódio do ano prestes a terminar.

Os restantes sim, abanaram, de quando em vez, e quando em vez também, deixaram bom sabor de boca para compromissos seguintes.

Por vezes, os “nossos meninos”, esquecem-se da novidade, da surpresa, de fazer diferente ou pelo menos, trocar a ordem de saída dos cavalos a cada corrida… Não podemos estar, um ano taurino inteiro, a saber que os últimos dois ferros de cada actuação, serão assim e assado… perde-se o fogacho e sobretudo, banaliza-se tudo o que seria apreciável se… fosse raro!

Pois bem, houve saltos qualitativos e de relevância de Marcos Bastinhas, Moura Caetano e Miguel Moura, cada vez mais maduros, mas coesos, seguros e com estilo muito próprio.

Francisco Palha, nem sempre primou pela regularidade, mas, é inegável o carisma que tem e muitas vezes, a sua raça distinta, fazem com que as suas actuações ‘surjam’ do nada…

De Luís Rouxinol Júnior, fica a uma grande actuação na Moita, frente a um manso perdido. Dúvidas houvesse, esta exibição, faz-nos cada vez mais acreditar, que encontrou o seu caminho e esse caminho, está na superação à base da intuição aliada à técnica.

Contudo, se tivesse de eleger dois nomes, seriam: João Ribeiro Telles e João Salgueiro da Costa.

Ribeiro Telles toureou muito e por isso, duplicou face aos demais, as suas possibilidades de triunfo. Destaco uma muito coesa passagem pela Moita (feira de Setembro), em actuações irrepreensíveis.

De Salgueiro da Costa, foram muitas, mas, a de Évora, em Maio e a de Vila Franca, em Outubro, não deixaram dúvidas e valeram-lhe andar nas bocas do “povo” como o mais legítimo triunfador da temporada.

Nenhum balanço se poderia terminar, sem falar em três nomes: João Moura, António Telles e Rui Salvador.

João Moura superou-se na corrida de maior ambiente na temporada e que aconteceu no Campo Pequeno. O ambiente ali causado muito pela controvérsia de temas extra tauromaquia, fizeram vir arriba a garra de Moura e ali, fez-se magia…

De António Telles, veio uma primeira parte de temporada, absolutamente fantástica. A sua corrida em Vila Franca e a de Salvaterra apenas um dia depois, falaram por si, com dois triunfos que “pareceram fáceis” perante tanta mestria… A queda de Reguengos, viria a cortar a possibilidade de desfrutarmos mais do seu toureio.

De Rui Salvador chegaram aquilo a que poderei chamar alguns dos melhores momentos da temporada 2021. As suas actuações de Arruda e Vila Franca frente a um Palha, foram qualquer coisa de muito importante e houve, definitivamente, um renascimento deste toureiro.

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