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Campo Pequeno - Brilham os Telles em noite de bonita Alternativa de Joaquim Brito Paes

  • 2022-07-22 02:27
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se esta noite no Campo Pequeno, a primeira de quatro corridas que constituem o abono lisboeta do ano 2022.
Em praça estiveram os cavaleiros António Ribeiro Telles, João Salgueiro, António Maria Brito Paes, João Salgueiro da Costa, Joaquim Brito Paes e António Telles filho.
As pegas de um curro de toiros da ganadaria de António Raúl Brito Paes, estiveram a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Montemor e Lisboa.
O Campo Pequeno encheu, em noite de Alternativa de Joaquim Brito Paes.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

No delicado momento que a tauromaquia atravessa, pela perda de valores, pelos sucessivos ataques dos ‘contra’ tudo isto, e sobretudo, pelos contra ‘cá de dentro’, a corrida que marcou o arranque da temporada lisboeta, foi de mor-importância…

A saber...

Campo Pequeno a albergar aquilo para que nasceu - uma corrida de touros!

Campo Pequeno, cheio!

Campo Pequeno, palco de uma alternativa!

As duas primeiras premissas, não constituem dúvida, por muito que as queiram questionar e a terceira, corrobora as duas primeiras. Há quem queira viver de e para a tauromaquia.

Vestindo ‘sangue de touro e ouro’ e obviamente brindando a seu pai e irmão, Joaquim Brito Paes saiu à arena para lidar o primeiro toiro da sua carreira, o ‘Noitadas’, de 582 quilos, colaborante q.b..

Joaquim esteve bem e mesmo as precipitações, não diminuíram em nada o mérito da sua actuação, premiada com música depois de deixado o primeiro soberbo curto, com pronunciadíssima batida ao pitón contrário. Os restantes foram dentro do mesmo conceito, numa exibição completa e muito aplaudida.

A ALTERNATIVA, claro está, emocionada e emocionante, recebida das mãos de seu irmão, António Maria Brito Paes.

Recuperado o turno, lidou o segundo, António Ribeiro Telles.
António recebeu antes de actuar, aquela que foi uma das maiores ovações da noite, ocorrida por ocasião da comemoração do seu 39º aniversário de alternativa (chorou de emoção...). Lidou em crescendo, deixando depois dos regulares compridos, curtos em forma de compêndio artístico. Soberbo!

João Salgueiro, o segundo veterano em cartel, lidou o terceiro e bem, não deixando os seus créditos por mãos alheias, tendo de resto, deixado um segundo comprido de tão elevado nível, que se tivesse tocado a música, a ninguém ‘incomodaria’… A música viria a ouvir-se depois de cravado o primeiro curto, o primeiro de outros tantos de boa nota, numa lide, em suma, agradável.

António Maria Brito Paes lidou o quarto de forma mais discreta, ainda assim primando pela regularidade e acerto nas reuniões e cravagens.

João Salgueiro da Costa recebeu com afinco o quinto da ordem, lidando muito em curto, sendo de resto esta a nota mais marcante e positiva da sua actuação, a forma como bregou… Salgueiro da Costa deixou com regularidade a ferragem da praxe, entrando pelo toiro dentro, tentando imprimir verdade às suas sortes.

António Telles filho fechou com chave de ouro a boa corrida, primeira do abono. Andou bem desde o primeiro momento na arena, mas evoluir com o decorrer da função e a crescer com ela. Cada curto, uma lição de regras de boas maneiras na arte de tourear. Fantástico, com o público a ovacionar de pé e com ganas, uma actuação redonda.

As pegas estiveram por conta dos conceituados Grupos de Forcados Amadores de Montemor e Lisboa.

Para a cara dos toiros vestindo a jaqueta dos Amadores de Montemor, foram: Vasco Carolino, Vasco Ponce e José Maria Vacas de Carvalho, ao primeiro intento.

Na linha da frente pelos Amadores de Lisboa, estiveram: Nuno Fitas, efectivando ao primeiro intento; Daniel Batalha, à primeira vistosa tentativa, a viajar sozinho na cara do toiro; e Duarte Mira, ao quinto intento.

Lidou-se um bonito curro de toiros da ganadaria António Raúl Brito Paes, de trapio inegável, digno da mais importante praça de touros da geografia lusa. Em comportamento dissemelhantes, mas na generalidade com mobilidade e a emprestarem alguma emoção ao festejo.

O espectáculo foi dirigido pela Delegada Técnica Tauromáquica, Lara Gregório de Oliveira, assessorada pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva, sendo cumprindo um minuto de silêncio em memória de Carlos Serra, antigo elemento da formação de forcados da capital.

Pelo meio lá houve um saltito à arena dos 'contra isto tudo' e, em antítese, um bonito brinde do Grupo de Lisboa a todos os políticos ali presentes e que apoiam a tauromaquia.

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