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Campo Pequeno - Rui Salvador impôs a sua veterania

  • 2022-08-05 02:32
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se hoje, na Praça de Touros do Campo Pequeno, a segunda corrida do abono lisboeta, contando com as presenças de: Rui Salvador, Manuel Telles Bastos, Emiliano Gamero, Andrés Romero, Miguel Moura e António Prates.
As pegas da noite estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores da Moita, Amadores de Arronches e Académicos de Elvas, com toiros da ganadaria Vinhas.
O tauródromo registou uma entrada que rondou a meia casa forte.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

O peso da responsabilidade de vir ao Campo Pequeno, foi sempre obrigatório e pese embora quem ache que agora a praça da Avenida da República vale menos, eu diria que vale cada vez mais, pois as oportunidades são, agora mais que nunca, diminutas.

Aproveite-se portanto, porque o futuro apenas a Deus pertence…

O respeito a par com a responsabilidade, deve ser outra das premissas da ‘equação’. Certos de que todos repensarão tudo ‘isto’…

Meia casa forte, foi o resultado desta segunda noite no Campo Pequeno.

O Campo Pequeno, deve ser e é, uma praça séria, com critérios e mão firme. A Direcção de Corrida, está encarregue de firmar a seriedade deste tauródromo e só ela o poderá fazer. Se a Gamero não fazia sentido a atribuição de música, sobretudo no momento em que a mesma surgiu, já a Miguel Moura, deveria ter sido atribuída depois do primeiro comprido. 

Audácia precisa-se, nos maus e nos bons momentos.

E porque a vida é feita de sonhos e feita de quem os torna possíveis, mesmo que pareçam utópicos… Emiliano Gamero foi ao Campo Pequeno confirmar alternativa.

Actuação bem ao estilo de uma montanha russa, com toques nas montadas, numa função com desplantes e dois violinos a alegrar a função. Fica o forte conceito de espectáculo do ginete mexicano, com poder comunicativo por todos os poros. Música atribuída apenas e só no momento em que se apeava da sua montada, já de regresso ao ‘espaço entre-barreiras’.

Rui Salvador, homenageado pela Ovação e Palmas pelo cumprimento do seu 38º aniversário de alternativa, levou a efeito uma prestação de altíssimo nível, sobretudo nos curtos, onde o bom gosto imperou. Ladeios, brega em curtas distâncias, provocando emoção e deixando que ela acontecesse… Bons curtos, fruto de reuniões exímias e remates bonitos, numa exibição para recordar.

Manuel Telles Bastos quis e foi receber o seu oponente à porta gaiola, mas o Vinhas não correspondeu, saindo exactamente para o lado contrário, distraído… A função foi regular, sem deslumbrar, mas correcta. Houve no entanto um forte toque na montada, que a fez desequilibrar e ambos, acabaram por cair ao solo, afortunadamente sem consequências de maior.

Andrés Romero teve uma feliz passagem pela arena da capital, sendo autor de uma lide em crescendo, em que a qualidade das suas acções foi aumentando a passo. Boas reuniões com batida ao pitón contrário, com ritmo, quiçá por vezes excessivo, sendo este o único pecado da sua exibição.

Miguel Moura deixou o melhor comprido da noite, se não mesmo, um dos melhores ferros da corrida. Cravou o primeiro em sorte de gaiola a um toiro que saiu com pata. Mas cravou em su sitio, com ganas e rematou de forma superior e por prolongado tempo. Arrojo na atribuição de música não teria feito mal (repetimos)… A restante lide decorreu dentro do seu habitual timbre, ora com batidas ao piton contrário, ora com ladeios e remates vistosos.
Actuação madura de um toureiro a quem se nota evolução constante.

António Prates fechou a noite no que concerne ao toureio a cavalo.
Esta foi uma das melhores actuações que se viram ao toureiro de Vendas Novas. Bem nos compridos, no conceito de lide no geral, brega e abordagens ao oponente, mas bem principalmente nos três últimos curtos. Ferros de franca boa nota.

As pegas estiveram a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Grupos de Forcados Amadores da Moita, Amadores de Arronches e Académicos de Elvas.

Pelos Amadores da Moita, foram na linha da frente: David Solo, efectivando ao segundo intento; e Fábio Silva, ao quinto intento.

Vestindo a jaqueta alentejana dos Amadores de Arronches, estiveram: Luís Marques, concretizando à quarta tentativa; e Rafael Pimenta, à segunda.

E por último, foram caras pelos Académicos de Elvas: Paulo Maurício, consumando ao segundo intento; e Gonçalo Machado, à primeira tentativa, sendo esta a pega ganhadora do prémio em disputa para a melhor pega.

Lidaram- se toiros da ganadaria Vinhas, bem no geral no que a trapio concerne, mas sobretudo no jogo dado ao longo do festejo. Não foram toiros de ‘favas contadas’, pediram as suas contas, mas, a cumprir com alegria, emoção e mobilidade. O ganadeiro deu volta à arena depois de lidado o sexto da função.

Corrida entretida, com uma actuação para recordar do veterano Rui Salvador, um comprido de antologia de Miguel Moura, três bons curtos de Prates e um Romero a ter em conta.

O festejo foi dirigido por João Cantinho, com assessoria veterinária de Jorge Moreira da Silva.

 

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