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Vila Franca - Pincelada de Tojó, Faena de Cuqui e um grande toureiro de prata

  • 2022-10-02 21:50
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na tarde deste Domingo, na Praça de Touros Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, uma corrida de touros a pé, com cartel composto pelos diestros Manuel Escribano, António João Ferreira e Joaquim Ribeiro ‘Cuqui’.
Lidaram-se touros da ganadaria Palha, estando o tauródromo com uma lotação preenchida que rondou um terço de lotação.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
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Vila Franca e a sua Palha Blanco receberam hoje, tarde de Domingo, 2 de Outubro, um espectáculo em que apenas se anunciavam matadores de toiros. Sabemos todos que os ‘gostos’ cá do burgo se concentram mais no toureio a cavalo, e por isso, um dos poucos palcos baluartes do toureio a pé, registou somente um terço de entrada.

Ainda assim, registe-se… um público diferente, glamouroso e elitista, no bom sentido dos vocábulos.

Lidou-se um curro de toiros da ganadaria Palha, sendo este e previamente, um dos maiores atractivos do espectáculo. Contudo e porque nisto da ‘tauromaquia’ a imprevisibilidade ainda ganha, os astados não corresponderam na sua globalidade, sendo no geral um curro deslucido e sem argumentos, condicionando o labor dos toureiros elencados. No que a trapio concerne, apenas se atingiu o patamar do 'q.b.'...

Anunciava-se uma Figura do Toureio, sob o ponto de vista da sua entrada nas corridas 'touristas' do país vizinho, mas, a sua condição em nada se deixou ver na sua passagem, diga-se, debute, na arena vilafranquense.
Manuel Escribano andou pouco mais que correcto na sua primeira passagem pela arena e atenção, que a sua descrição foi altamente condicionada pela pouca potabilidade do(s) oponente(s), mas sabemos todos que pode um pouco mais...
A música atribuída no primeiro do seu lote foi protestada pelo cônclave e bem, havendo aqui excesso de benevolência por parte da Direcção de Corrida.
De capote pouco ou nada em ambos, de muleta, também pouco ou nada que não fossem apontamentos.
Em bandarilhas, dividiu o tércio com Cuqui no primeiro e no segundo, com João Ferreira. Foi eficaz, apenas isso...

António João Ferreira é um 'torerazo' e com bons e maus, deixa sempre sensação de saber o que faz e como faz. De capote deixou-se ver em ambos por verónicas e de muleta, com muitas pinceladas no primeiro, em três séries (as primeiras) em que usou e abusou da sua finura e sentido estético e que bem poderia ter motivado os primeiros acordes da Banda do Ateneu Vilafranquense, mais cedo do que na verdade viria a tocar.
No segundo, não teve o que fazer, ou melhor, teve e andou com dignidade e em esforços redobrados, fazendo questão de não cansar os presentes com trapadas, mas sim, mesmo que em passes isolados, deixar constância da sua boa condição.

Joaquim Ribeiro 'Cuqui' frente ao primeiro nada pôde fazer, numa faena prolongada em demasia, sem muito acrescentar e que antes, bem antes, deveria ter sido abreviada.
Frente ao segundo, houve faena, houve olés e houve até sentimento. Séries redondeadas por ambos os pitons, com passes de peito dignos de registo e frente ao único toiro que 'serviu' e que lamentavelmente apenas chegaria numa fase em que a esperança parecia quase não existir...
De bandarilhas andou com solvência, destacando-se o par cravado aquando do convite de Escribano, no primeiro toiro da corrida.

E porque não se pode, nem deve fechar o capítulo dos 'palos' sem referir os toureiros de prata... Novamente e sempre João Ferreira. Fantástico, absolutamente seguro, poderoso, humilde em excesso e um artista dos pés à cabeça. No segundo toiro da ordem, não havia como não saudar de 'montera en mano'. Dois pares soberbos, dos quais se destaca o segundo. Sempre com enorme verdade, não perdendo o enquadramento de pitons. Depois aceitou o convite de Escribano e com ele compartiu o tércio. O primeiro par e pela verdade que quis imprimir à sorte, ficou dianteiro, mas foi isso e por isso...

Bandarilharam ainda: Pedro Noronha (também saudou, juntamente com Ferreira) e João Oliveira.

A corrida foi dirigida pelo Delegado Técnico Tauromáquico, Fábio Costa, assessorado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.

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