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Editorial Setembro - Campo Pequeno - Uma obrigação que é de todos…

Editorial Setembro - Campo Pequeno - Uma obrigação que é de todos…

  •  2020-09-09
  • Por: Solange Pinto

Há coisas na tauromaquia que não entendo e que, pese embora escolhesse friamente não me preocupar, acabam por me assaltar o pensamento…

Aquando do ‘bonito folhetim’ do Dia da Tauromaquia, senti, sentimos todos, que a realização de corridas no Campo Pequeno estaria em risco (continuo a achar que é uma questão de tempo e se nos colocarmos a jeito). Em causa estavam questões administrativas, aleadas à vertente política, bem como à aquisição do Campo Pequeno por parte de ‘corpos estranhos’ e que sentíamos como outsiders

Anuncia-se o concurso, insuflado e para corajosos, mas, a verdade é que se apresenta mais uma dificuldade, pandemia… ‘A nossa casa’, visão muito romantizada da ‘coisa’, ficou em posição periclitante e… passo seguinte: acorrentados.

Que tristeza me deu, ver abrir o Campo Pequeno no dia 1 de Junho, para um espetáculo de índole não taurina.

Raios que parece que nos estavam a roubar a casa, tipo assalto à mão armada.

Mas não estavam!

Sai Bento, volta concurso e eis que o inesperado acontece (para o comum dos aficionados): Pombeiro ao poder.

Quem diria, pese embora Luís Miguel não seja um novato, que estaria o ‘tipo do jornal’, ao leme da mais importante praça de touros do país, com incursões ainda noutros tauródromos. De repente, chovem brindes, telefonemas, etc. e tal, uma vida diferente, fruto de quem chegou ao ‘palácio do empresariado tauromáquico’. Pombeiro ficou importante, aplicando-se a máxima, ‘diz-me onde estás, dir-te-ei quanto vales…’.

Incluo-me nos céticos, fiz críticas, sobretudo comparando a primeira das organizações de Pombeiro, em tempos de Covid, com a primeira das corridas do Campo Pequeno. Falei da ‘Lei da Rolha’ e sobretudo insurgi-me com o tratamento ‘estranho’ dado à imprensa e o que fez Pombeiro? Foi evoluindo, melhorando, arquitectando estratégias.

Dou a minha mão à palmatória. Pombeiro não teve tempo para idealizar, para sonhar e ponderar cartéis. Fez o que fez, numa temporada super criticável, mas ainda assim, digna. Repetições a mais? Sim, mas Rui Bento também as fez e com os mesmos motivos.

Que acho cinco estrelas a estrutura de retaguarda de Pombeiro, não! Muitos amadores, que em nada abonam sequer, na imagem que creio ser a ideal para Pombeiro, a Ovação e Palmas e sobretudo para um Campo Pequeno que esteve ferido de morte e que se tenta curar agora.

Meus queridos: urge apoiar o Campo Pequeno!

Acordem! Trata-se da derradeira chamada!

É importante ir, estar lá, preencher as cadeiras, mostrar e provar que o Campo Pequeno é a praça não dos acorrentados que reivindicam direitos para a tauromaquia, mas que é uma praça de touros de prestígio e que tem de existir não só porque os artistas precisam e querem actuar, mas porque os aficionados afinal existem mesmo e que os números de aficionados que a Prótoiro apregoa, são verdadeiros.

Com Covid, sem Covid (atenção: tauródromo seguríssimo e a cumprir escrupulosamente todas as regras da DGS), com mais ou menos capacidades financeiras, vamos ao Campo Pequeno, deixando de parte a virtualidade de intenções.

Pombeiro fez a sua parte, quem faz a parte dos aficionados?

Já agora, depois de uma semana em que o camarote da Prótoiro e seus convidados esteve vazio, seria importante, que a dita Federação marcasse presença na ‘nossa casa’, para que não pensemos o básico e o que temos mesmo legitimidade para pensar, que o seu objecto de existência é… qual?


Editorial - Julho - Que estranha forma de vida

Editorial - Julho - Que estranha forma de vida

  •  2020-07-19
  • Por: Solange Pinto

Escrevo num dia de certa nostalgia, num dia em que S. Cristóvão e São Sebastião saem à rua, brindando os aldeãos da pequena localidade que há cerca de 30 anos, conheceu a primeira corrida de touros em praça portátil e que desde então, nunca havia rompido a tradição...

Escrevo num dia, em que estaríamos em fase de rescaldo da inauguração da temporada nazarena, escrevo num dia, em que a temporada, estaria no seu auge, em que já se perceberiam tendências de triunfos, de cartéis, em que os empresários sonhavam com praças cheias...

Hoje, escrevo num dia embrenhado numa realidade diferente, numa 'nova normalidade', como agora se diz... Estranha normalidade e estranha forma de vida a nossa...

Estranha forma de vida, já dizia Amália Rodrigues há uns bons anos atrás, do alto do seu fado... Hoje, esta frase está mais actual que nunca! Estranha forma de vida a nossa, que a esta altura já teríamos desfilado pelas imediações do Campo Pequeno, toilettes e peles morenas... Estranha forma de vida esta, que nos ausentou das conferências de imprensa na mais importante praça de touros do país, estranha forma de vida, que nos fez deixar de sonhar o cartel de abertura, estranha forma de vida...

Estranha forma de vida, que nos faz agora aceitar actuações medianas como uma benção, só porque sim, estranha forma de vida, que nos fez acreditar, que a existência de uma corrida de touros será um acto heróico, deixando-nos convictos que estamos a ser restituídos de um direito que vá lá saber-se porquê, nos retiraram, ou pelo menos assim parece...

Estranha forma de vida, que nos faz crer, que certas inclusões em certos cartéis, acontecem por mérito ou triunfos almejados no ano transacto, estranha forma de vida, que nos faz agradecer TUDO quanto nos querem dar... 
A merda de uma pandemia, que sim existe e que nos fez mudar o rumo da história, veio agudizar aquilo que já existia, de forma mais camuflada. Mais que a pandemia e seus efeitos, é o dinheiro, abundância ou falta dele quem mais ordena... Estranha forma de vida esta, que deita na valeta, o prestígio que antes, em tempos de fidalguia, era e foi importante.

Estranha forma de vida, que troca competências, troca voltas e muda o rumo da história sem que ninguém entenda porquê... Estranha forma de vida que previligia o esquema e os negócios de favorecimentos, mesmo e quando é por demais evidente que assim é, perdendo-se o pudor e a vergonha.

Estranha forma de vida que deixa a tauromaquia envolta em interesses politicos, quando a tauromaquia nunca teve, nem nunca poderia ter cor...

Dizia Amália, num fado de Alfredo Marceneiro, que foi por vontade de Deus... Mas será que a tauromaquia, está como está, por vontade de Deus...?

Amália Rodrigues, amante da arte de tourear, amante das touradas e das noitadas... Amália, que hoje se conta que era defensora da tauromaquia... Não! Antes ninguém precisava de defender a tauromaquia, antes bastava amar a tauromaquia, esta arte que ninguém discutia, esta arte quem ninguém ousava questionar e que apaixonava todos os quadrantes políticos...

A estranha forma de vida, é hoje, uma estranha forma de amar... Atropelos e mais atropelos, fazem da Festa Brava e de todos quantos a protagonizam, uma estranha forma de amar...

Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade
Que todos os ais são meus
Que é toda minha a saudade
Foi por vontade de Deus

Que estranha forma de vida
Tem este meu coração
Vive de vida perdida
Quem lhe daria o condão
Que estranha forma de vida

(...)

Que ninguém ouse questionar Amália...
Que ninguém ouse questionar a tauromaquia, que ninguém ouse aproveitar-se dela ou dar-lhe cor política... Que ninguém ouse brincar com as 'suas casas', que ninguém ouse dar-lhe tom menor...
Que estranha forma de vida, mas por mais estranha que seja, a maior defesa, foi, é e será sempre falar dela e abordá-la com paixão... 

 

 

 


Editorial - Aniversário – Nove anos muito felizes, sem correntes…

Editorial - Aniversário – Nove anos muito felizes, sem correntes…

  •  2020-06-10
  • Por: Solange Pinto

Aficionados velhos ou velhos aficionados…

Desisti desta competição (quem viu mais o quê e onde…) e tudo o que poderá vir agregado a cada um dos conceitos da frase anterior, mas, ainda assim, como velha aficionada, nunca pensei viver um ‘Dia de Portugal’ sem corridas, ou, mais grave ainda, sem corridas anunciadas…

Tenho medo, tive ou tenho sei lá… tive medo das tantas perguntas sem respostas marcadas pelo surgimento deste inimigo invisível e desta guerra encapotada. Medo, que depois da guerra, verdadeiros tempos de tempestade, sem precedentes, não surgisse a bonança mas, mais medo tenho, que continuemos a viver uma paz vestida de falsos trapos 'xiques', de roupas com lantejoulas pouco reluzentes, ou ainda, uma paz vestida de roupas de marca contrafeita…

Nada pior, que trocar uma má verdade, por uma piedosa mentira, que mais tarde ou mais cedo, se revelará com todas as suas agravadas consequências…

Tento recordar-me da tauromaquia que vivíamos em 2011…

Já se falava que a tauromaquia poderia acabar? Já, sempre se falou, mas convicta de que se falava do fim da tauromaquia, quase como que do Apocalipse que dizem um dia poder haver…

Hoje, não só se fala, como é um perigo eminente e cada vez mais ‘audível’. Continua a falar-se, mas, a verdade é que os ataques vis que a tauromaquia tem sofrido, apenas agora conseguiram tirar os toureiros de cima das celas, os forcados dos treinos de campo e os espadas, das tentas… numa união que a confirmar-se agora, corrobora a sua não existência anterior!

Havia figuras do Toureio? Sim, havia e prova disso, uma corrida realizada neste mesmo dia, com dois figurões do toureio, competição, uma praça cheia e imagine-se, uma alternativa… Celestino Graça, a maior cá do ‘burgo’ e não falamos de pouca coisa, falamos de cerca de 14 mil pessoas, felizes… Sim, Santarém já existia, com força e um ‘ESGOTADO’.

Hoje, não há corrida em Santarém, mas, e alheando-nos da crise pandémica, a verdade é que com a repetição de alguns dos mesmos nomes, na mesma praça, Santarém não esgotou; alternativas cada vez há menos e competição, é quase uma utopia num toureio igualado e sem cunho, excluindo-se alguns predestinados...

Havia políticos virados de para a tauromaquia? Sim, houve… Os que gostavam, os que não gostavam mas não incomodavam, mas que, em simultâneo, não eram atacados de forma a espevitar o que de pior se pode sentir contra uma actividade cultural controversa…

Hoje, há uma Ministra da Cultura que simplesmente odeia a tauromaquia, mas que, as gentes da Festa não conseguiram cativar em nenhum dos momentos. Houve sim, outros ministros da força política vigente, a frequentar praças de touros e a ser vaiados de forma incrivelmente mal educada e pouco inteligente.

Havia plataformas de defesa da Festa? Sim, havia a Prótoiro, há cerca de um ano, com três rostos muito visíveis. Diogo Costa Monteiro, José Carmo Reis e Hélder Milheiro.

Hoje, o primeiro nome não existe na Prótoiro, nem existe numa qualquer praça de toiros, outro foi ‘convidado a sair’, não se sabe bem porquê e continua um, com fluência de discurso, mas…

Havia lobbies políticos? Não, não havia.

A tauromaquia era ao tempo apartidária, hoje, tem partidos, curiosamente os que não ‘espetam nada’ na bancada parlamentar… Agora é tarde… Começaram as corridas do CDS e a devoção a André Ventura… Tábuas de salvação em modo ‘frágil jangada’.

Havia PAN? Havia… há menos de dois anos.

Havia, mas numa fase muito embrionária e que apesar de usar a abolição da tauromaquia como bandeira, pregava sozinha porque não tinha opositores. Quando os teve, originou-se debate e sobretudo, necessidade de provar a existência de uma plataforma de defesa da Festa.

Havia Campo Pequeno? Havia, lindo e glamouroso.

Hoje, vive periclitante e à mercê de ‘tempo’ para a realização de seis corridinhas… Vendido. Bem ou mal? Não importa, foi apenas e só, vendido sem a cautela da Administração anterior, apregoada pelos vendidos, de ‘administração aficionada’, de que a tauromaquia estaria acima de qualquer outro interesse, quiçá de origem política…

Havia imprensa de especialidade taurina ‘em papel’? Sim, havia o Novo Burladero, o Olé e o Farpas…

Havia. Hoje, temos o eterno ‘Novo Burladero’, o ‘Olé’, enaltecível pela persistência pouco espevitada e um extinto Farpas, agora em versão blog caseiro, onde se publicitam feijoadas e onde se colocam e retiram notícias, se fazem emendas sem o mínimo rigor jornalístico.

Havia TouroeOuro? Sim, nasceu num dia como hoje, 10 de Junho, mas deste ano que agora recordo e comparo - 2011…! Nasceu a liderar, inovando com os seus conteúdos como os DIRECTOS com textos e fotos em tempo real, crónicas rápidas e à velocidade que a Internet pedia e pede cada vez mais, bem como, linha recta no que a linha editorial concerne.

O que mudou hoje? Nada. Continua a liderar, a incomodar por denunciar o que está mal, por desinstalar os que se achavam erroneamente acomodados, por contar a verdade, doa a quem doer, por estar sempre no sítio certo, onde mora a noticia, por ser o mais internacional dos órgãos lusos, por se enfrentar orgulhosamente com os grandes, defendendo a sua linha editorial e não murchando as orelhas, face aos tantos ataques dos tais incomodados.

Mas hoje, como há exactamente nove anos atrás, temos a certeza de três coisas: Contamos-lhe a verdade sem manipulações, não estamos acorrentados e felizes por isso e estamos orgulhosos, por liderar e perceber que isso só acontece, porque os nossos visitantes nos são fiéis, nome anos depois do feliz primeiro dia!

Obrigado a todos!


Editorial - Maio – Coisa Nenhuma…!

Editorial - Maio – Coisa Nenhuma…!

  •  2020-05-10
  • Por: Solange Pinto

O ‘mundo está virado do avesso’ e o resto são cantigas…

Em vez de estarmos numa corrida de touros, nesta ‘nublada tarde de sol entremeada com períodos de chuva’, estamos embrenhados nas terríveis notícias que nos dão conta do brutal assassinato de Valentina, onde, mais que a razão, imperou o coração, fazendo com que inúmeros populares a procurassem…

Terríveis notícias, resultantes de mais um crime hediondo e que confirma a malignidade que a mente humana pode atingir.

São estes os factos que agora nos marcam e que nos afastam os pensamentos, das saudades, muitas, das arenas, das grandes actuações e da cultura, sim, cultura que tanto amamos.

A tauromaquia, a par com tantas outras actividades culturais, foi ferida de morte, pela ‘espada do Coronavírus’… Até aqui, a Festa, ia sobrevivendo às tentativas de aniquilamento, mas, chegou a este ponto, em que agora sim, está a passar mal…

Passam mal os seus agentes directos, os indirectos e os aficionados, que neste momento, já levariam uma vintena de corridinhas no ‘bucho’.

Os meses passaram, mas, lá pelo meio, surgiram questões que mais não foram que um tapar de olhos e um conjunto de fait divers, que creio agora como antes, mais não foram que manobras de diversão e distracção, dos tontos que acham que muito está a ser feito por quem de direito…

A arrogância tomou conta dos visados, a prepotência e falsa ideologia de união de classes, mas, a verdade é a de sempre, infelizmente, prevalece a inércia, o jogo escondido, a penumbra…

Primeiro o apoio ou não aos toureiros, depois o cancelamento dos seguros para treinos, depois as corridas à porta fechada e consequente transmissão, depois os pedidos de reunião com o governo, depois… coisa nenhuma!

Celeuma fruto do destapar de intenções, entrevistas elucidativas mas pouco e recuos de intenções, por escassez de unanimidade…

Queixam-se os intervenientes, mas na surdina e no boca a boca, descobrem-se as ‘carecas’ no que respeita aos palcos onde seriam as transmissões e no inequívoco ‘jogo de interesse’ que se preparava e sobretudo… coisa nenhuma!

Coisa nenhuma é o que de resto, as associações andam a fazer e cuja bondade das intenções, nem sequer ouso duvidar… Mas bondade de intenções, é pouco, é coisa nenhuma.

Não seria hora, de admitir que este ano, não há a mínima possibilidade de coisa nenhuma?

Não seria hora, de reconhecer com humildade, que tudo está a sair gorado?

Não seria hora, de explicar aos aficionados o que estão a fazer?

Para haver touros, toureiros e tudo o que envolve um espectáculo taurino, tem que se rentabilizar com o público que compra o seu bilhete?

Ou acham que a tauromaquia vive de patrocínios que ninguém antes já queria fazer e que de ora em diante, muito menos?

Não será hora de reconhecerem que precisam de apoios até da imprensa, para fazer chegar ao publico os afazeres de quem defende a Festa, supondo que a defende?

E os toureiros, os forcados, os empresários, os ganadeiros? Não têm nada a dizer ao ‘zé povinho’ que apenas é chamado a comprar o seu ticket para a sobrevivência de todos?

Entendem que a estratégia da surdina, da penumbra já não funciona, ou melhor, que funciona como um insulto a todos quantos habitualmente vão às praças de touros?

Que futuro tem a tauromaquia? Que apoios espera o sector? Quais as possibilidades para se iniciar a actividade e quando?

Não façam à tauromaquia, o mesmo que fizeram à praça de touros de Póvoa de Varzim, chorar depois do leite derramado, é coisa nenhuma.

Não tenham dúvidas, que se não fizerem alguma coisa rapidamente, pode vir a ser tarde demais e ficar tudo, em coisa nenhuma.


Editorial - Abril - A Festa é ovação, e nunca, uma porta fechada!

Editorial - Abril - A Festa é ovação, e nunca, uma porta fechada!

  •  2020-05-03
  • Por: Solange Pinto

Nunca ninguém disse que a vida era justa. Tenho a mais profunda convicção, que para uns, será mais facilitada que para outros e mesmo em tempos de guerra, a maioria perde, mas haverá sempre quem ganhe…

Escrevemos e publicamos este Editorial, no dia em que se comemora o ‘Dia Mundial da Liberdade de Imprensa’ e, se já a houve, na verdade e acompanhando a evolução linguística dos tempos, diria que hoje e actualmente, é mais virtual que outra coisa…

Apregoamos a liberdade, sabemos que é um direito afecto a quem informa, mas, na sua maioria, quem exerce com rigor a sua liberdade de informar, opinar e principalmente, ousar pôr o dedo em feridas, rapidamente percebe, que ao dia de hoje, pouco sentido faz e que, como dizia lá mais atrás, é apenas virtual… Surgem as pressões, quem acha que se foi longe demais e agora até já, querem impor até, as imagens que se devem ou não devem publicar…

Tudo isto não me afecta em demasia. Senão vejamos. Nunca tive, nem o meu órgão de comunicação, tentação de ocultar o que quer que seja, apenas e só porque implícito estava o acesso vedado a uma trincheira. Como exemplo, a última de Lisboa, na temporada transacta. O site ‘a’, o ‘b’ e por aí fora, lá estavam felizes e contentes, quando agora, nem o ‘raio’ de uma notícia se lembram de publicar… Estampam fotos das corridas (também era melhor que nem isso fizessem) e pronto, não incomodam ninguém e ainda recebem umas palmadinhas nas costas e isso, basta-lhes…

Aqui e principalmente no mundo do touro, o que interessa, é ocultar verdades e incomodidades… Repare-se.  O TouroeOuro denunciou (sendo que o mesmo foi feito por Miguel Alvarenga no seu blog), que certos toureiros estavam descontentes, pelo facto de até aquele momento, não terem sido contactados no âmbito da crise por Covid-19. Disseram que as notícias eram falsas e… bem, o TouroeOuro não mente e a verdade é que, pouco tempo depois, bem em jeito de justiça divina, aos episódios encarregaram-se de nos dar razão…

Voltemos atrás. Notícias desagradáveis é certo e que davam conta de que a comunicação entre a ANT e os Toureiros, não estava a ser feita equitativamente e/ou, qualitativamente e a verdade é que, surgiu um comunicado, apenas levado a sério por alguns com escassez de notícias e porque acreditaram, que mais uma vez, eram uma ‘coisita’ com nomes, dedicada a aniquilar o TouroeOuro. Ironia do destino e poucos dias depois, eis que o mesmo blog de que falei há pouco, dá à estampa, testemunhos de toureiros, com inequívocas queixas em relação à Associação de Toureiros e Prótoiro. Pareceu-me que a ‘união’ embandeirada em arco dias antes, por alguns que por acaso são estes que assinaram estes testemunhos, afinal, era uma miragem…

Resumindo, primeiro e porque não havia outro, tema da discórdia, noticias da falta de comunicação entre toureiros, com o culpado, TouroeOuro . Depois, já com novo tema, corridas televisionadas sem público e aqui sim, o ‘forrobodó’ total. Uns sim, a favor, outros contra, mas, o principal problema, continua a ser o mesmo. Todos pensam a festa, todos a decidem, mas supostamente não a comunicam aos seus associados… Mais, não lhes pedem opinião e mais ainda, aproveitam-se da confiança que os agentes da Festa tiveram até aqui na Prótoiro.

Nuno Pardal, em menos de 24 horas, disse a um site amigo (deles), que sim, haveria corridas sem público e televisionadas, disse-nos a nós que sim e, depois, ao Toureio.pt, que afinal não… Mas que raio de estratégia de comunicação é esta? Ou melhor, há estratégia?

Avançam, recuam e não mantém decisões, que afinal eram suposições e que afinal, ao primeiro abanão, caem por terra… Sentem a falta de firmeza nisto?

Crise enorme, sanitária, mas no seio da Festa, enorme e que infelizmente, a mim não me surpreende. Digo e assumo, que nunca acreditei neste ‘formato’ de defesa da Festa, onde apenas se diz o que a Prótoiro quer, quando quer e isso, digamos que é em raríssimas ocasiões e quase sempre para publicitar a marca que criaram…

Tudo o resto, os lobbies políticos são secretos, mas nunca têm frutos, os processos judiciais, ninguém sabe deles, e as praças perdidas, uma certeza.

A crise e a infecção da tauromaquia era já enorme e ninguém queria ver e agora, quando a doença vive dias carentes de ventilação, descobriram-se as ‘morbilidades’ e faltam as camas de hospitais… sentido tristemente figurado, claro está!

A Prótoiro ‘cavou’ o seu próprio isolamento. Os toureiros, ficam à espera e as lacunas, sucedem-se… Com tantos lobbies, é normal que o presidente da APET diga ao Toureio.pt, que não sabia que os agentes culturais seriam recebidos pelo Primeiro-Ministro? É normal, que a Prótoiro, envie uma solicitação de reunião, apenas e só quando o TouroeOuro ousou pôr o dedo na ferida? Quando a crise, embora dinâmica, durava já há tempo…?

Que medidas realmente válidas vão sugerir? O que de facto estão a pensar fazer?

Mais, quando pedimos justificações e planos de acções, entendem que não é para satisfação da nossa curiosidade, mas, para informar?

O que estão realmente a fazer as entidades que regulam a festa? Preto no branco, o quê?

A discussão em torno das corridas televisionadas, por quem e com ou sem público, deveria ser uma segunda questão e não, ter-se transformado no tema fulcral. Mas até nisto, a ideia era transparente o suficiente? Servia a todos? E mais, já alguém se preocupou, com os órgãos de comunicação, a quem pedem que se divulgue e defenda a Festa? Como sobrevivem, como se mantêm? Teremos que ser empresários além de jornalistas, para prender a Vossa atenção?

Nunca sequer ousarei pedir a demissão dos presidentes das associações, porque usando uma expressão feia, mas que bem ilustra o momento ‘quem comeu a carne, que roa os ossos’, agora, é altura de provar trabalho e/ou, pedir-lhes responsabilidades…

Já agora, o que é feito de um dos pioneiros da Prótoiro? Diogo Costa Monteiro. Foi-se? Pediu suspensão, mas, continua suspenso?

A título de remate, num discurso que calculo esteja já longo, resta recordar, que em Espanha, se fez um dossier com 37 medidas a propor ao Governo. Dossier, elaborado por todos, mas mesmo todos os quadrantes da Festa, até, a imprensa. Todos, no mesmo barco, ali, é assim, num passo histórico, em que ninguém, mas mesmo ninguém foi desprezado ou renegado.

Televisão, público sim ou não? Quando houver corridas, que seja em bom, com categoria com glamour e condições, que esta festa merece, por não ser igual a nenhuma outra. O toiro, tem que continuar a ser o Rei da Festa e o público, quem o aplaude, em primeiríssima instância. Tudo o resto (e que não é pouco) e que é a subsistência dos agentes da tauromaquia, neste ‘paro’ forçado, estamos cá, para ajudar a encontrar soluções…

Não sejam loucos, a Festa é ovação, e nunca, uma porta fechada!


Editorial - Março - Quietos na trincheira que é a sua casa

Editorial - Março - Quietos na trincheira que é a sua casa

  •  2020-03-15
  • Por: Solange Pinto

Parece ter sido previsto em literatura biblica, ou mesmo, num dos filmes de Astérix, ou ainda, no livro ‘The Eyes of Darknes’, mas, a verdade, é que ninguém, dos tempos actuais, viveu algo semelhante, ou, alvitraria sequer vir a poder viver isto…

É de vida que se trata! Preotecção da nossa – vida, e da vida dos que amamos…

Não é de um país em pânico que se trata, não é o mundo aflito, é sim, um país e o mundo, em uníssono, na luta literalmente contra o desconhecido.

Protejamos o pai, a mãe, o filho mas principalmente, os ‘avós’ de um mundo, a quem alguém, seja lá quem tenha sido, pareceu querer destruir.

Será uma guerra química? Será apenas e só um vírus, surgido na China, de forma completamente inocente?

Agora pouco importa, como pouco importará a quem irão parar as corridas no Campo Pequeno e se serão seis ou vinte… valores mais altos, levantaram-se sem que os pedíssemos!

O que agora sim importa, é ficar em casa e entender, que protegendo-nos a nós, protegeremos os nossos!

O TouroeOuro nunca deixará de se mover pela Tauromaquia nacional e mesmo mundial, e sim, reconhece sem esforço o quão dificéis serão os tempos vindouros numa economia de escala que afectará, inevitavelmente os profissionais do sector, ainda assim, movemo-nos agora e mais que nunca, quietos, por mim, por si, por todos.

Lutamos juntos e mais que isso, seguimos juntos… virtualmente!

Quietos na trincheira que é a sua casa, imaginando que numa qualquer arena, se fará a mais bela faena, que é a nossa saúde e a de todos os que mais amamos. O ‘touro’ é astifino, repete investida, mas acabará por recolher aos currais… com triunfo para os seus lidadores.


Editorial – Fevereiro - Campo Pequeno, a investigação continua, a fantasia e o silêncio, também…

Editorial – Fevereiro - Campo Pequeno, a investigação continua, a fantasia e o silêncio, também…

  •  2020-02-17
  • Por: Solange Pinto

A vida continua e a actividade tauromáquica no nosso país, também… mas, verdadinha seja dita, que o caso Campo Pequeno, domina todo e qualquer assunto no nosso país, no que a notícias taurinas concerne.

Nada que não esteja verdadeiramente em sintonia com a ausência do toureiro na sinalética indicadora da localização do monumento, que, como tudo o resto, calámos e consentimos, sem que nada fosse feito para contrariar esta estupidez da Câmara Municipal de Lisboa… ahhhh e não vale a pena dizer que se andam a movimentar junto de empresas de alpinistas (na surdina, como gosta a Prótoiro), no sentido de devolver à sinalética a gravura ‘indesejada’.

Nada de frutos da acção da Prótoiro e muito poucas reacções da Federação a tudo o que se está a passar e que agora sim, a juntar aos casos Viana do Castelo, Póvoa de Varzim e Setúbal, colocam a Prótoiro como uma coisa que existe e não percebemos bem para quê…

De visível e concreto, ocorre-me a forte apetência na participação em debates, com especial visibilidade para Hélder Milheiro e o seu frio discurso, bem como, forte propensão para o merchandising

Pois bem, o TouroeOuro, cumpre todos os requisitos legais enquanto órgão de comunicação, paga impostos e não é pouca coisa e por isso, pode e deve ter opinião.

Tem opinião sobre a acção da Federação Prótoiro e das Associações do sector que a compõem e não a evita; tem opinião sobre empresários, artistas e sobre o que no geral, na tauromaquia, possa ser alvo de análise… O TouroeOuro, nunca passou por entre os pingos da chuva para que não fosse hostilizado por uns; o TouroeOuro, fala sempre afinando-se pelo rigor da verdade e todos os elementos disponíveis aquando da emissão de qualquer opinião.

Voltamos ao caso Campo Pequeno e venda com eventual contorno pouco claro ou legítimo, num campo mais vasto, bem como, a toda uma acção desenvolvida pela direcção taurina, quer num período SRUCP/ Família Borges, quer na sua fase de insolvência… Somos críticos nas suas actividades, mas, soubemos elogiar a seu tempo e numa fase inicial em que o ar fresco de Rui Bento, foi uma mais-valia. Agora e por agora, com ou sem insolvência, a verdade é que o Campo Pequeno, voltava a necessitar de renovação, porque o dito ‘ar’, há muito que deixou de ser fresco, dando lugar a uma ventania, que sopra quase sempre em torno de uma mesma esfera… Tudo dito!

Tudo isto, para Vos dizer duas coisas… O assunto Campo Pequeno, é gravíssimo, com contornos estranhamente em sintonia com outros casos de grande visibilidade no país.

O TouroeOuro, congratula-se por, emitir opiniões sim, sobre os agentes da Festa e seus triunfos e erros, mas, jamais noticiará nada sobre o delicado caso ‘Venda da SRUCP’ sem que tenha certeza por ‘a’ mais ‘b’ do que está a dizer… Não traçamos cenários com alicerces de barro, nem o jogamos à parede, ao barro, claro está. Aqui investigamos e noticiamos fruto de investigação e claro, como sempre, andamos à frente na verdade, no rigor e naquela que é a verdadeira notícia.

A Festa primeiro, a verdade acima de tudo e cuidado, porque a fronteira entre a crítica, a notícia e a manipulação de opinião, é uma linha muito ténue…

Campo Pequeno, a nossa investigação continua, a fantasia de uns e o silêncio de outros, também… Mas todos em igualdade de circunstâncias quando se apelidam de ‘imprensa’!


Editorial – Janeiro - 'Este ano é que é...!'

Editorial – Janeiro - 'Este ano é que é...!'

  •  2020-01-12
  • Por: Solange Pinto

A vida não pára, ou não pára para tudo e todos ao mesmo tempo…

Os anos sucedem-se e para os poucos que escrevem artigos de opinião, Mourão e o arranque de temporada, são o tema fulcral, de uma Festa agarrada não aos organizadores de eventos taurinos, mas sim aos palcos de tradição… e isso sim, vale a pena ser lembrado.

Mais em tipo do ‘nosso’, surge logo a seguir, Granja, num Festival rematadíssimo, definitivamente a ocupar o lugar qualitativo que foi noutros tempos o de Mourão…

Neste momento, são muitos os temas que “paginam” os órgãos de comunicação social… verdadeiras notícias, das que contam e que justificam parangonas.

Escrevo, no dia em que faleceu Paulo Gonçalves, enquanto competia no Dakar ainda a decorrer, deixando o país em consternação. Agora e por agora, olhos também postos, não em festas e festinhas de entregas de troféus descredibilizados, mas, nos “desafios” iranianos a essa ‘desgovernada’ nação americana.

Para os amantes das ‘histórias de crime e investigação’, surge o caso ‘Rosa Grilo’, como um dos mais apaixonantes dos últimos anos, envolvendo todos os condimentos dos grandes delitos, com o último episódio adiado por mais uma quinzena.

Para os amantes da ‘prensa rosa’, há ainda o facto do Príncipe Harry deixar a ‘Vida Real’, entregando-se à sua Meghan, protagonizando terno romance e uma vida que pretende agora, normal!

E é isto… tantas e tantas fortíssimas notícias onde, as taurinas, reduzem-se a ‘mais do mesmo’. Mourão, Granja, todos e todos em Évora; um cartelito ‘satisfatório’ no Dia da Tauromaquia, com pouco espaço ao ‘futuro da festa’; as primeiras notícias de Santarém, agora com espanhóis à mistura; outro grande Festival na Chamusca e um matador de toiros espanhol, novel lenda do toureio a dar o exemplo na Homenagem a Chibanga…

Deste mesmo toureiro, diz-se, que regressará a Valencia, quatro anos depois… Falamos de Morante de la Puebla. Ponce em mano-a-mano com Aguado, escassez de novidades de uma Olivenza cada vez com menor identidade e continuo, nós por cá, em pequeno… em mais do mesmo!

Relativize-se tudo! Viva-se a Festa enquanto a há, desfrute-se e registem-se os momentos de triunfo, para que mais tarde, se possam ‘contar em imagens’ (coisinha muito na moda para quem tem sites e não escreve) e, rememos todos para um qualquer lado, mas fujam dos coveiros da Festa, porque lá que os há, há e garanto, que não somos nós!

Feliz temporada 2020, com um sorriso nos lábios e muitos triunfos e pensem, que tal como as dietas, este ano é que é… é Viana do Castelo, é Póvoa de Varzim, é Setúbal, é as criancinhas e os touros, é o IVA a aumentar, é tanta coisa… Mas uma coisa já sabemos que é, o Dia da Tauromaquia!


Editorial – Dezembro - Xeque-Mate

Editorial – Dezembro - Xeque-Mate

  •  2019-12-10
  • Por: Solange Pinto

O menino tem um site, mas teve de procurar o blog de um aliado de ocasião, para responder, na tentativa de que a sua mensagem chegue a mais visitantes, porque no seu, ninguém leria o que quer transmitir…

Passo a citar, porque aqui sim, todos lerão (como bem saberá meu querido, aqui todos lêem…)… Diz o menino que: ‘Deram uns tiros, como na Batalha Naval, mas nem todos foram certeiros...’.

O menino, disse esta frase singela e básica, no intuito de dizer que o TouroeOuro não ‘acertou’ nos cartéis avançados sobre a temporada de Évora, na qual, o menino, é também empresário. Sim, porque para quem não sabe, vivemos tempos de total ausência de ética. O menino é proprietário e director de um órgão de comunicação, possuindo carteira de jornalista; o menino é empresário; o menino faz cartazes e gere gabinetes de imprensa; o menino é agora membro, imagine-se, da Direcção da Associação de Forcados (ANGF); e também, faz parte de um ‘gabinete jurídico fantasma’, tendo representado um cavaleiro, juntamente com a esposa desse mesmo toureiro, numa ida à Associação Nacional de Toureiros, aquando da publicação de umas fotos indesejáveis para esse toureiro, numa tentativa clara de aniquilar o TouroeOuro… uma tentativa moribunda, por entre outras mortas à nascença.

O menino, não é jornalista e nunca o foi; como eu nunca fui forcado. Entendidos? No entanto, nunca faltei ao respeito ao forcado, como o menino falta consecutivamente ao respeito ao jornalismo, colocando em maiúsculas, a falta de ética constante e a total ausência de regras na obtenção da notícia.

Obviamente, que se estiver junto dos intervenientes, da forma infiltrada que tem estado, conseguirá a notícia, como outros não conseguirão.

Obviamente, que montando espetáculos, manterá presos a si e ao seu site, os artistas ávidos de contratos… Obviamente, que há aqui outro novo conflito de interesses, escandaloso e que atira o jornalismo para o abismo e para o descrédito total.

Querem exemplos?

A Prótoiro encerrou sempre, ou quis, pelo menos, encerrar num círculo restrito, as suas investidas e estratégias, não as dando a saber à comunicação social. E agora? Permitirá que um membro da APET (o menino vestido de empresário) e um membro da ANGF (o menino vestido de antigo forcado), vá a uma reunião vestido quiçá de menino da imprensa?

Há ou não há conflito de interesses? Será o jogo assim tão sujo? Descaradamente sujo?

Porque será que o menino viu necessidade de anunciar a veracidade do cartel da encerrona de Moura Júnior, em Évora, no blog do vizinho e não o fez no seu sitezinho?

Houve conflito de interesses? Ou houve tentativa de o branquear?

Meu querido Francisco Mendonça Mira, fique sabendo, que eu, nunca fui muito adepta de Batalha Naval. Acho um jogo básico, mas entendo que o conheça bem. Acho até típico do perfil de comandado, papel que já não consegue disfarçar. Não me conhece, nem bem, nem mal, mas dou-lhe uma dica, sou pouca adepta do tiro no desconhecido.

Fique a saber menino, que gosto muito mais de Xadrez, um jogo, de arte e ciência, que modéstia à parte, domino na perfeição. As casas claras são as minhas, as casas escuras as suas… Joga comigo? Mas cuidado, sou boa a fazer Xeque-Mate!


Editorial – Novembro – ‘Há muito mais vida para lá da Golegã…’

Editorial – Novembro – ‘Há muito mais vida para lá da Golegã…’

  •  2019-11-10
  • Por: Solange Pinto

Este ano, de forma atípica, o fim de temporada cruzou-se cronologicamente com o início da Feira da Golegã e isso, terá marcado de forma menos positiva, o encerramento desta época tauromáquica…

Devo recordar, que embora o nosso país esteja indubitavelmente ligado ao cavalo e à arte equestre, a tauromaquia é feita numa praça de touros e não num picadeiro, por muito que os toureiros ali passem muitas horas da sua vida laboral…

Entendem o que quero dizer, certo?

Trocar a corrida de dia 2, no Coliseu de Redondo pela Golegã, não sei se foi a melhor opção para a demonstração de força da tauromaquia, que tanto se apregoa, mas que não se concretiza em pequenos mas significativos gestos…

Começa a ser complicado gritarmos aos ‘sete ventos’ uma coisa e na prática, fazermos outra, sendo que os agentes da Festa, são os primeiros a correr para outros palcos de diversão…

Estamos em Novembro e não tarda nadinha, começaremos uma nova temporada… De momento, concentramo-nos na mais importante praça de touros da América-Latina, onde se iniciou já a temporada grande. México com grandes figuras, assumindo-se cada vez mais como o segundo país do mundo, com maior expressão taurina e aquele que congrega as maiores figuras do universo da ‘Fiesta’!

Nós por cá e depois da ‘saúde’ e ‘copas’ vividas na Golegã, focamo-nos obrigatoriamente num tema que deveria interessar a todos os aficionados. A venda da Sociedade SCRUCP… Bem sei, que nas transactas jornadas não houve olhos para muito mais que não fossem cavalos, mas, este tema é de supra-importância para a sobrevivência da Festa e sua força em forma de contágio face a outros tauródromos.

Bem sabemos que o tema não interessa a todos, sobretudo aos que a actual gestão indiscutivelmente favorece em termos publicitários, contudo, a venda e ora, a impugnação da mesma, é o tema que todos deveriam estar agora a abordar…

O TouroeOuro, promete nos próximos dias, contar tudo, clarificar o tema e não fazer de conta que nada afectará a normalidade da mais importante Praça de Touros do país.

Informar é nossa obrigação e prioridade, e disso nunca fugiremos, doa a quem doer… Campo Pequeno, ‘Balanços de Temporada’ e os mais significativos momentos da mesma, é aquilo com que poderá contar nos próximos dias.


Editorial – Outubro - Lá foi Viana, lá foi a Póvoa e a seguir, Setúbal?

Editorial – Outubro - Lá foi Viana, lá foi a Póvoa e a seguir, Setúbal?

  •  2019-10-14
  • Por: Solange Pinto

Escrevo este Editorial, numa altura em que pensei estar de viagem de regresso a casa, vinda de Póvoa de Varzim…

Pois, mas na verdade e porque é disto que vivemos no TouroeOuro, nunca acreditei que chegasse a fazer a viagem de ida à Povoa. Estou descrente em tudo e em todos, mas principalmente, àqueles a quem a Festa dos Toiros está entregue…

Se a sobrevivência da Tauromaquia, estiver nas mãos da Prótoiro, receio que muitas mais viagens sejam anuladas… sem direito a regresso e isso sim, é assustador.

Fixaram o dia em que se encerraram definitivamente portas em Viana do Castelo?

Espero que tenham fixado também, o dia da última corrida em Póvoa de Varzim!

Vamos ser honestos e encarar as coisas de frente, por mais duras que sejam.

Póvoa de Varzim não ‘aconteceu’ hoje pelas condições climatéricas? Ok, Ok… Então o mau tempo, dura em Viana há umas quantas temporadas e continuamos eternamente à espera de dias de sol.

João Pedro Bolota não pode, nem é o culpado desta situação. Fez o que podia com o apoio jurídico da tal Federação. Mas, os resultados, estão por demais evidentes, estupidamente evidentes.

Lá foi Viana, lá foi a Póvoa e agora? Lá vai Setúbal? Lá vão outras praças do distrito de Portalegre?

Já disse e repeti, a tauromaquia não pode ser apenas defendida à porta do Campo Pequeno, vendo-se cartões de fidelização… Bolas, querem mais exemplos de derrotas consecutivas?

A tauromaquia está cada vez mais restrita aos pontos fulcrais mas e os inúmeros tauródromos dos ‘pueblos’?

Vamos deixa-los cair com risco de não fomentar afición por entre o povo?

Já pensaram o grande motivo da gigantesca ‘derrota eleitoral’? Sabemos que a Prótoiro está ainda a pensar sobre o assunto, mas é tudo assim, demasiado faccioso e lento…

E os toureiros e demais agentes da Festa. Entenderam que numa mão cheia de anos, perderam uma série de palcos de trabalho?

Não se aguenta mais tanto faz de conta.

De Viana já ninguém se lembra. Da Póvoa, não tarde ninguém se lembrará… É esta a estratégia? Deixar passar o tempo e continuar a vender cartões e fazer acreditar que a tauromaquia deve muito ao CDS, quando a maioria das Câmaras estão longe de ser do CDS?

O que é necessário mais? Demasiados esquemas na tauromaquia e andamos todos felizes e contentes. Sempre os mesmos a mandar, a alimentar os toureiros lá de casa e ninguém vê? Continuamos todos a vê-los ‘vender hamburguers’ e continuamos felizes com os coveiros da nossa tauromaquia?

Continuem assim toureiros… A pagar para defenderem a Festa da qual vivem, sem quererem saber o que de facto de faz, que não sejam ‘movimentações e observações políticas fantasmas’… Chega! Pagar só não chega…

Podem continuar a castigar o TouroeOuro por dizer as verdades, a nós pouco nos importa porque não andamos nisto para parecer bem a ninguém. Podem assinar comunicados contra os nossos reporteres na trincheira. Pomos isso para trás das costas...

A verdade, verdadinha, é que lá foi Viana, lá foi a Póvoa e Setúbal… com toda a certeza irá seguir…


Editorial – Setembro - O enjoo do ‘Festival da Francesinha’…

Editorial – Setembro - O enjoo do ‘Festival da Francesinha’…

  •  2019-09-16
  • Por: Solange Pinto

Quando escrevo estas linhas, estamos exactamente no rescaldo daquilo que foi mais uma edição da Feira Taurina da Moita…

Não sei se foi o mais belo dos certames citados, contudo, foi uma organização inteligente, com a indiscutível marca de prestígio da Tauroleve e do savoir faire de Ricardo Levesinho e sobretudo, foi uma Feira, onde se recordarão bons momentos…

Para memória futura, ficou a presença ‘iluminada’ de Antonio Ferrera, os ferros de João Telles no Ilusionista, a garra de Rouxinol Júnior e claro, até uma atribuição de prémios absolutamente discutíveis, no que ao Concurso de Ganadarias diz respeito…

Quanto à entrada de público, houve até uma superação de expectativas…

Pese embora tudo isto, e em jeito de rescaldo de temporada, há que começar a pensar balanços, medir entradas de público e tentar perceber o que falhou no decorrer da presente temporada…

A mim parecem-me por demais evidentes os motivos. Na maioria das praças lusas, parece que se viveu algo do género ‘A Semana do Festival da Francesinha’… Embora em restaurantes diferentes, em todos, o prato a comer é a Francesinha. Ora não me digam que não é um enjoo?

O paralelo, serve para dizer, que embora em palcos diferentes, os toureiros são basicamente os mesmos… Temos um naipe de cinco cavaleiros que actuaram em tudo o que foi sítio… o ‘a’ com o ‘b’ e depois, ali ao lado, o ‘b’ com o ‘a’, onde de quando em vez se mistura o ‘c’ com os restantes… Repetição e o convénio a funcionar de forma saturante para quem na bancada não se livra do raio da Francesinha. 

Aqui ninguém discute o valor da iguaria, mas apenas e só, a repetição com direito a enjoo.

É caso para repensar a força e estratégia na condução das carreiras destes toureiros, cujos actuais apoderados, antes, criticavam a presença repetida na cartelaria…

Todos se preocuparam com as suas gestões, todas feitas de igual forma, todas comunicadas de igual forma, sem cariz, sem inovação, com notas de imprensa desprovidas de interesse, e sem marca de distinção…

Tudo ao sabor uns dos outros, ou de um lobby que não passou disso mesmo, um lobby sem efeito…

O que conta são as praças cheias, que infelizmente se contaram pelos dedos de uma mão e as polémicas dadas pela publicação ou não de imagens incómodas a nível pessoal e não para a tauromaquia.

Nós por aqui, estamos mil vezes mais preocupados em informar, com rigor, com precisão e sobretudo, com os olhos postos nas próximas eleições…

Preocupação total, pela falta de mimo dos taurinos ao partido obviamente ganhador, e pelo mimo e subserviência a um partido em queda livre…

A tauromaquia é uma paixão moderna de alguns partidos, mas tem que ser de inteligência total de ora em diante, se ainda se for a tempo…

Entretanto, se estiverem enjoados de Francesinhas, corram à Barquinha no próximo dia 20, onde o génio Salgueiro dará de novo à costa… Vamos lá desenjoar, que já ninguém aguenta comida alentejana e vinho da Estremadura…


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