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Editorial - Maio - TouroeOuro vetado pela ‘Toiros e Tauromaquia’ no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Editorial - Maio - TouroeOuro vetado pela ‘Toiros e Tauromaquia’ no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

  •  2021-05-04

Não que seja dado novo, não que o tema não seja sobejamente conhecido, não que os ataques ao direito de informar não sejam repudiados aos olhos dos cidadãos que se dizem de bem, mas, a triste realidade, conta que os ataques e bloqueios ao direito de informar, ainda existem, mesmo nos dias de hoje…

Os ataques à liberdade de imprensa, são tema novamente em voga, desde que José Sócrates quis ‘comprar’ órgãos de comunicação com o forte objectivo de os ‘silenciar’ ou, agora mais recentemente, com a comprovada ‘agressão’ de Pedro Pinho, nos anexos do Estádio do Moreirense, a um jornalista da TVI…

Todos condenam, todos dizem estar contra, mas muitos caem ainda na asneira de o fazer, ou seja, de atentar contra a Liberdade de Imprensa, um direito adquirido e assumido por um Estado de Direito e Democrata.

Ironia do destino, a empresa de Toiros e Tauromaquia, de Margarida e António Cardoso, voltou a incorrer neste delito. Fazem-no deliberadamente. Intencionalmente. De forma tão injustificada, quanto cobarde e ignorante. Sim, porque prefiro pensar que são ignorantes, do que pensar que o fazem usando o argumento… qual argumento? Nem sei o que os poderá mover contra um órgão de comunicação, que ‘apenas’ paga impostos, que ‘apenas’ difunde a tauromaquia com rigor e verdade, que ‘apenas’ noticia, que apenas relata factos, mas que apenas não dá publicidade, porque a venda como forma de subsistência da sua actividade.

Para que conste, no passado dia 24 de Abril, o TouroeOuro, solicitou à referida empresa, credenciais para cobertura jornalística. Fizemo-lo pelo interesse que vimos no facto de ser o primeiro espectáculo tauromáquico em Portugal, fizemo-lo, porque a Praça de Touros José Mestre Batista, é um ícone da tauromaquia portuguesa e fizemo-lo sobretudo, dentro das normas e cumprindo todas as regras estipuladas. O mail, este que transcrevemos: ‘Vem o TouroeOuro.com, órgão de informação especializado em tauromaquia, registado na Entidade Reguladora para a Comunicação com o n.º 126716,  por esta via solicitar à empresa Toiros e Tauromaquia, promotora do evento de dia 03 de Maio, na Praça de Touros de Reguengos de Monsaraz, acreditação jornalística para os seguintes jornalistas:Redactora – Solange Pinto (Carteira Profissional – ****),Fotógrafo (senha de trincheira ou equiparado) – João Dinis (Carteira Profissional – ****)Agradecemos desde já a confirmação da nossa solicitação, pela mesma via, podendo no entanto o TouroeOuro, a exemplo do que acontece com outras empresas tomar uma não resposta, como a confirmação à nossa solicitação.’, não teve qualquer resposta.

À chegada a Reguengos, deslocamo-nos à bilheteira para recolha das referidas credenciais. No lugar das ditas cujas, estava um envelope, com duas barreiras e o custo a pagar de 50 euros, calcula-se, custo das referidas entradas.

Deixamo-las lá ficar, porque, como se poderá ler no mail atrás transcrito, o que fizemos, não foi uma reserva ou tentativa de aquisição de bilhetes, foi sim um pedido de credencial, direito que assiste a um órgão de comunicação para cobertura de espectáculo público.

Pese embora tudo isto e antevendo as reacções demasiados previsíveis dos ‘meninos’ dos touros (destes em concreto), o TouroeOuro tinha já previamente adquirido duas barreiras, como a empresária, por motivos que ela sabe contar quais são, se viria a aperceber.

O TouroeOuro, jamais viraria costas ao compromisso assumido com os seus visitantes, jamais viraria costas, ao dever de informar, mesmo que, constantemente sofra pressões no sentido inverso.

Contamos tudo isto, não para nos vangloriarmos que fizemos ‘caridade’ com a Santa Casa da Misericórdia de Reguengos ou com a empresa promotora do evento, mas, para lamentarmos publicamente, que a tauromaquia portuguesa, esteja no limiar da mediocridade, envolta em questiúnculas tão miudinhas, que as tornam tão ridículas quanto os seus intervenientes e que estes sim, são trunfos para os anti-taurinos.

Este escrito, serve também para outra coisa: dizer que enquanto tivermos 1% de convicção que a tauromaquia não morrerá pelas mãos destes personagens, lutaremos pelos nossos direitos enquanto órgão de comunicação, que a nós ninguém nos calará e sobretudo que nos debateremos pela verdade na tauromaquia, tentando desmontar a ‘zona escura’ da Festa, que não tem culpa, dos ataques internos de que é alvo.

Far-se-á justiça. É uma promessa e atenção, que não costumo faltar às minhas promessas.

Por último, não poderia terminar este artigo, sem agradecer de forma pública, as palavras de apoio ao TouroeOuro, proferidas por Miguel Alvarenga, ontem, no seu blog.

Os jornalistas a sério, são assim… Na tauromaquia lusa, ‘carteiras’ espojadas nas barreiras, há muitas, mas se contarmos jornalistas, sobram dedos de uma mão.


Editorial - Abril - Sócrates há muitos...

Editorial - Abril - Sócrates há muitos...

  •  2021-04-14
  • Por: Solange Pinto

Foi indiscutivelmente o tema que marcou os últimos dias.
José Sócrates arguído, sim ou não? 'Nim'...
'Prescreveu' foi a palavra de ordem e a mais pronunciada pelo Juíz Ivo Rosa. Este facto, deixou uma sensação de relaxe total face ao estado da jústiça portuguesa. 
Tudo se permite, tudo se tolera e afinal de contas, 'o crime compensa'.
José Sócrates saiu de todo aquele cenário mediático, 'gritando vitória', quando na verdade, tudo o que deveria estar, era envergonhado com os seus actos.

Desculpem-me a sinceridade, mas se a toda a conduta do suposto Engenheiro, acrescentarmos as inúmeras tentativas de manipulação da imprensa, ui... 

Moral da história: não se passa nada e dificilmente, se irá passar alguma coisa, digo eu...

Espantada? Claro que não. Olho há muitos anos para o pequenino e quase insignificante universo tauromáquico, analiso, pondero, falo sobre ele... e muito não falo, nem escrevo, mas sei (diz que se escrever, prejudica porque convém que isto tudo pareça cor-de-rosa)...!

Vejamos. 

Praça de Viana, finalmente, no chão. Culpados? Claro que não há. Mas também não há justificações, pedidos de desculpa ou apuro dos verdadeiros responsáveis, nem que seja, por inércia total.

Deixemos o capítulo das praças perdidas, já cansativo, para chegarmos aos favorecimentos.
Vamos por partes.
Se não sabem, eu digo. Um órgão de comunicação, tem regras, condutas associadas, linha editorial, obrigações e uma delas, é lógico, é a isenção e imparcialidade.
- Como se justifica, que um órgão de comunicação social (taurino), tenha como director um gestor de uma praça portuguesa?
- Como se justifica, os favorecimentos que daí resultarão? 
- Como se justificam os conflitos de interesses inegáveis?
Isto é mais ou menos assim: eu faço publicidade no teu site e tu contratas-me... ou, tu contratas-me e eu faço publicidade no teu site. 
Mais. O dito site, está claramente a ser levado ao colinho, pela federação que 'manda nisto tudo'. Ah pois é. Alguém acredita, que o tal director, tenha conhecimentos com os pares internacionais da dita federação?

Bem, estranheza sobre o estado do país, em quê? Deixem-se andar que isto assim está muito bem, obrigado!

O bom disto tudo, é que estou tão contente hoje, que em vez de chorar de pena, dei gargalhadas como há muito não dava, ao ver um vídeo, de um sorteio de artistas para cartéis numa praça alentejana (da minha querida terrinha natal), que mais parecia os vídeos dos jihadistas, camuflados, onde só se ouvem vozes e não se conseguem ver os rostos. 
Qualquer semelhança entre isto e o sorteio para a cartelaria de San Isidro 2019, é demência séria e crónica na certa.
Que vergonha meu Deus, que aberração e que falta de nível a que todos estiveram sujeitos. Ainda por cima, difundiram o "evento" que perante tamanha falta de profissionalismo, deveria ter sido 'escondido'.

Esta é a categoria que temos, a mais não somos obrigados e... 

Cuidem-se, afinal de contas, Sócrates, há muitos!

 

 


Editorial Março - Futuro da festa, perigosamente hipotecado?

Editorial Março - Futuro da festa, perigosamente hipotecado?

  •  2021-03-10
  • Por: Solange Pinto

A presente temporada, tal e como aconteceu na do passado ano, ficará indubitavelmente marcada pelo número de ilustres aficionados, toureiros e forcados que nos deixaram, em consequência da Covid-19.

Tristes serão as nossas bancadas, com ausência lamentável de quem nos ‘queria bem’… No entanto, diga-se, que esta temporada, tal como a transacta, ficará também marcada e pelo segundo ano consecutivo, por um número importante de lugares vazios, fruto das reduzidas lotações…

Que as praças não estiveram sempre cheias ao longo da história, é uma realidade. Mas que se parta para um espectáculo onde, o horizonte máximo, são os 50 ou 75% de ocupação máxima, certo é que se altera todo o cenário de risco implícito na organização de um evento deste género.

Fé em Deus e sobretudo, esperança que a vacinação possa alterar tudo isto…

O que não se alterará com a vacinação, são as catástrofes pouco naturais que têm ocorrido aos tauródromos lusos, em tipo ‘morte lenta mas muito anunciada’.

Um dia Viana do Castelo, outro dia, Póvoa de Varzim, outro dia ainda, Setúbal… E imagine-se, Albufeira.

Perdeu-se um ‘monte de cimento’, mas, um ‘monte de cimento’ que era parte da nossa história de aficionados, parte da nossa vida, das nossas memórias e muito mais importante que tudo isso, postos de trabalho para os nossos toureiros e consequente continuidade daquilo que amamos.

Concentremo-nos em Albufeira. Recordam-se que a Monumental de Albufeira, era ‘só’ a Praça de Touros que mais dava oportunidades aos novos?

Onde actuarão agora os jovens que alimentam o sonho de ser toureiros?

Onde mora o futuro e a continuidade da tauromaquia?

Moita, Vila Franca e uma tímida novilhada no Campo Pequeno, começam a ser pouco para que daqui a uns anos, a haver praças de touros em ‘pé’, haja quem nelas toureie.

Prótoiro minha querida. Perceberam que estamos a matar aos poucos a possibilidade de continuidade? Sem praças não há palcos de sonhos?

Empresários meus queridos. Conseguem pensar que é urgente organizar espectáculos com amadores, praticantes, novilheiros? Percebem que a tauromaquia não pode ser só feita dos toureiros dinásticos e que os outros também precisam de oportunidades?

O que iremos fazer ao ‘produto’ resultante das Escolas de Toureio? Ok, mesmo que daqui apenas surjam toureiros de prata, como passarão os estágios necessários até atingirem a profissionalização?

Alguém com responsabilidades na Festa, está preocupado com aquilo que não seja o imediato?

Sem querer ferir susceptibilidades, tenho de dar os parabéns a Fernando dos Santos, pelo tanto que fez em prol dos mais novos. À sua maneira é certo, mas fez!

Parabéns e agradecimento também a Pedro Marinho que nunca deixa que a sua Moita abandone os mais novos e à eterna Vila Franca, com todas as suas potencialidades associadas em autêntica sinergia, no sentido de ‘abrir portas aos sonhos’.

Não estará o futuro da festa, perigosamente hipotecado?


Novilhadas de Mugron e Garlin adiadas

Novilhadas de Mugron e Garlin adiadas

  •  2021-03-07

Começa a ser uma constante neste início de temporada, tal e como havia já acontecido no período homólogo do passado ano.
Adiamentos e cancelamentos diversos, em vários paises taurinos, devido à manutenção de risco de contágio por Covid-19.
O tradicional dia de jornadas taurinas de Páscoa, em Mugron, que incluia uma novilhada com cavalos e outra sem, foi adiada, sendo que se as condições assim o permitirem, realizar-se-ão em Maio próximo.
Também em Garlin estava programada uma novilhada a 11 de Abril, com reses de Pedraza de Yeltes, ficando também adiada pelos mesmos motivos atrás citados, com data prevista também para o mês de Maio.


Editorial Fevereiro - Dos escombros de uma guerra, nascem novos edifícios, mas... cuidado!

Editorial Fevereiro - Dos escombros de uma guerra, nascem novos edifícios, mas... cuidado!

  •  2021-02-10
  • Por: Solange Pinto

Por inegável questão cultural, o povo português é muito sensível à perda, no geral e à morte, em particular…

Já cantava o fado… saudade, sempre a tão portuguesa palavra saudade no comando de muitos poemas, cantados ao longo dos anos, com a dor de quem sofre a não estadia terrena dos seus entes queridos.

Se a saudade é contada e cantada em poemas, a palavra morte é evitada em linguagens mais literárias, mas muito utilizada na linguagem jornalística.

A linguagem jornalística, não se quer enfeitada, dissimulada ou floreada. O choque é a marca que prende a atenção e é até quase uma cartilha a seguir, por quem escolheu ser isto: jornalista!

Longe vai o “não tema” da publicação ou não de imagens explícitas de colhidas, como para nós, é um “não tema” utilizar a palavra morte em detrimento de um estúpido e mascarado “faleceu”…

Tudo isto, serve para dizer, que, pese embora a dureza das diversas formas de comunicar, “o seu terá que ser sempre entregue a seu dono” e jornalista não é quem quer, fadista não é quem o sonha ser, médico é quem na sua formação investiu e por aí fora…

A formação ajuda, mas, na verdade, o que seriamos todos sem qualquer espécie de vocação. Mas que fique claro, a vocação e a dureza da expressão e comunicação, jamais nos retirará o sentimento face à obrigação de noticiar.

No TouroeOuro, não somos amadores, nem nascemos da necessidade de aniquilar os nossos pares. Nascemos com a tal vocação… mas com a responsabilidade de fazer o que tem que ser feito, sem cunhas, sem “amiguinhos” que connosco formaram “grupinhos” no passado…

Cumprimos obrigações, noticiamos de forma directa, confirmada, concisa e sim, também com sentimento ‘silencioso’, sem que tenhamos que contar que quem partiu, afinal até era nosso amigo.

As missões são assim, o jornalismo é isto, a dureza da expressão, com poucos filtros, mas com muita verdade.

A temporada vem com toda a certeza, longe. Mas as colhidas da vida não se fizeram esperar.

Será precisa coragem e em grandes doses, para enfrentar uma temporada com muitas caras que já não estão, mas com uma crise social que se adivinha como uma certeza e dessa, ninguém ousa falar… a tauromaquia já não será a mesma de antes, é preciso pensá-la de outra maneira.

Dos escombros provocados por uma guerra, nascem novos edifícios, mas muitos deles erguidos à pressa numa tentativa de aproveitamento de oportunidades. Mas cuidado, nem sempre estes edifícios, são os mais seguros…

"Imagem" muito comum numa guerra ou numa catástrofe natural, são os "saques" aproveitando as fugas inesperadas e portas abertas sem tempo de as fechar... Acredito que a tauromaquia está assim, a "saque" e à mercê de umas quantas pessoas que são tudo e nada são, que aparentam ter muito e afinal nada têm e que encontraram na tauromaquia, o pouso certo para 'ilicitudes' ou tão-só, para uma existência social.

Continuo a achar, que ou se é empresário, ou se é jornalista, ou se é membro de uma associação, ou se é até, coisa nenhuma.

Que Deus nos ajude a superar isto com inteligência e não com 'espertisse', ou... estará tudo perdido!


Editorial Janeiro - O cartaz que acordou os 'Belos Adormecidos'

Editorial Janeiro - O cartaz que acordou os 'Belos Adormecidos'

  •  2021-01-10

Frio muito frio aquele que se regista na Península Ibérica e que têm proporcionado, bonitas imagens, sobretudo onde a queda de neve surpreendeu… Alentejo em modo ‘gelado’, Madrid e Las Ventas em modo ‘lindíssimo’ e nós por cá, apenas em modo ‘hostil’ com tudo o que mexe… ou quase tudo…

O mundo do touro, ou melhor, este país, parece querer ignorar o óbvio… sim, porque todos os que agora ergueram as suas vozes criticando o outdoor de autoria da Prótoiro ou não o tinham feito antes ou… ou, se o fizeram, ninguém deu importância.

Diz-me onde estás, dir-te-ei quanto vale a tua opinião’, é um pensamento de autor mas que adaptei às circunstâncias, um pouco irritada, com o facto do TouroeOuro dizer há anos que esta ‘federação’ de defesa da festa, não serve!

E fomos maus, muito maus… porque dizíamos o óbvio, mas o que nunca deu jeito a ninguém que se lesse… vergonha talvez, de se manter uma estrutura a peso de ouro, que afinal não serve.

É fraca em demasia, apenas reage e nunca se antecipa. A sua comunicação é deficiente, por muitas e mais agências que contratem, e são ‘politiqueiros’.

Antes tínhamos Paulo Pessoa de Carvalho altamente conotado com o CDS, tivemos até corridas deste partido, facto de critiquei até me cansar, principalmente porque se levou a efeito um espectáculo de um partido que estava evidentemente a começar a naufragar… Prometeram e…? Nada, tomara o CDS que os apoiem a eles.

Agora, temos outros visionários, radicais que vêem na tauromaquia um pólo interessante de votos. Mas afinal de contas, as autarquias onde há corridas de touros, são maioritariamente geridas por elementos de que partidos…? Partido Socialista, o tal a quem os iluminados resolveram afrontar sem categoria, sem a categoria que a tauromaquia sempre teve…

Luís Miguel Pombeiro teve razão, mas tem razão agora perante a bala final... Luís Miguel, as asneiras já duram há muito tempo. Eu falei antes, o Alvarenga foi falando, o Calado, foi falando… e? Houve outros tiros que foram cozinhando em lume brando uma morte anunciada e que exige uma redefinição rápida e urgente de quem defende a tauromaquia.

A tauromaquia não tem partido. Ponham esta frase básica na cabeça antes que seja tarde demais. E reestruture-se quem miseravelmente nos defende agora.

Não sou deste nem daquele partido e se sou, não vem ao caso, o que sim vem ao caso, são as balas descontroladas que a Prótoiro tem atirado e a inércia caricata perante as bombas que nos chegam do inimigo.

Que fique claro: Não concordo com corridas de partidos, não concordo com cartazes que afrontem quem quer que seja, não concordo com o facto dos elementos das Associações Tauromáquicas deixarem demasiado visível quais as suas ligações partidárias, e muito menos, quero sequer aceitar, que possa haver outras intenções por trás daquele malfadado cartaz.

Retirem a tauromaquia disto e se não sabem fazer melhor, deixem que seja o povo a decidir de que lado querem estar… Mas do Vosso, começa a ser difícil.

Que o cartaz da discórdia, tenho pelo menos servido, para acordar os ‘belos adormecidos’.


Editorial - Dezembro - Annus horribilis

Editorial - Dezembro - Annus horribilis

  •  2020-12-10

Annus horribilis… todos concordarão e nesta temática, creio que não haverá discórdia…

Perderam-se mais de 5000 almas apenas e só em território luso e isto, é pouco se numa visão de globalidade, tivermos consciência de quão são gigantescos os números a nível mundial.

Com a maioria dos falecimentos a serem absorvidos pelos mais velhos, é impossível não pensar, que com os ansiãos do mundo, vai a identidade de um povo(s), seja este, ou qualquer outro…

Pensemos por exemplo, na cultura cigana e no verdadeiro símbolo que os mais velhos são para filhos e netos.

Talvez seja isto que nos falta a todos. Exemplos, referências e a impossibilidade total de abandonar tradições.

Evolução? Sim!

Como não acompanhar a evolução dos tempos, da verdadeira ascensão das plataformas cibernautas, das possibilidade de chegarmos ao outro lado do mundo sem grandes custos…

Como poderia eu ser contra, se afinal de contas, me estão a ler, através de uma plataforma digital.

Ok, até aqui chegámos sem dúvidas. Mas cuidado... poderemos abandonar todas as referências e abraçar apenas o ‘avanço dos tempos’ sem correr riscos? Não!

Li por aí, que Luís Miguel Pombeiro cogita a possibilidade de mudar o dia da semana em que se realizam as corridas de touros no Campo Pequeno. A fórmula já foi tentada. Rui Bento já deu corridas à sexta e a afluência não foi tão maior.

Não chegará já que pense também iniciar a temporada em Julho?

Inovar, bem, adulterar tradições e desvirtuar aquilo que sempre foi o Campo Pequeno, não me parece tão bem, sobretudo se mesclado este pormenorzito, com o facto do Campo Pequeno ser uma ‘casa de arrendamento’, agora com cores mais ‘azuis, brancas e vermelhas’…

É preciso repensar o que correu mal na temporada 2020, e bem sei que a tarefa não era de todo fácil. Não entendam tudo como ‘dizer mal’, é o que é, foi o que foi e talvez tenha sido o possível… Serve de atenuante a corrida contra o tempo, não só no Campo Pequeno, mas em todo o planeamento. Serve de atenuante, o medo pela redução de 50% da lotação. Serve de atenuante, não saber da eventual adesão do público face ao medo de contrair o vírus. Serve de atenuante face ao enfraquecimento dos cartéis, a não capacidade de pagar cachets ‘normais’ às figuras e serve de atenuante, o medo que as figuras tiveram de baixar honorários para a eventualidade de tão cedo não os poderem recuperar…

Mas calma que não vale tudo.

Évora lançou as datas previstas para a temporada 2021, a Tauroleve também, para as suas praças de Moita, Vila Franca, Chamusca e Figueira da Foz e por isto, quero acreditar, que todos os outros empresários, têm também já marcadas as datas, por terem estado em profunda articulação uns com os outros, com as programações da próxima época taurina. Ou não?

Também quero acreditar, que os festivais serão bem menos e que ‘cenas de festivalinhos’ como o que aconteceu em Azambuja no fim de temporada, serão abolidos, pela escassez de sentido…

Tudo tem que ser bem pensado, bem analisado, bem estruturado e só a gestão conjunta poderá ditar a continuidade com sucesso e sobretudo, com coesão. Se isto não for exactamente assim, corremos o risco, de num futuro muito próximo, irmos a uma corrida e em vez do tradicional ‘então, como é…?’, começarmos a ouvir mais ‘ça va bien…?’, ou mesmo ‘hombre, que tal…?’. E nesse caso, lá vai para o canteiro das flores, a tal identidade.

Tentemos que o annus horribilis seja um exemplo, mas que o medo, não nos coloque em mãos alheias, num caminho talvez sem retorno.

Rezemos para que o que aí vem, seja um annus mirabilis


Editorial - Outubro - Frutas 'com bicho'

Editorial - Outubro - Frutas 'com bicho'

  •  2020-10-19

Caminhamos a passos largos para o encerramento oficial de uma temporada taurina, que por diversos motivos, nos marcará a todos.

Há dias atrás, julgávamos que a corrida comemorativa do 115º Aniversário do Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo, era o único espetáculo pendente de realização e eis senão quando, surge a Moita, Azambuja e Évora (Évora ouvimos dizer, porque a empresa insiste em ignorar o TouroeOuro, o que a nós nos dá exactamente igual - por agora).
Refiro tudo isto, porque me parece simplesmente fantástico, que numa época atípica, de agravamento 'anunciado' da pandemia, se comecem a marcar espectáculos, com poucos dias antes da sua realização, numa fase em que parecia já que tínhamos todos escapado por entre os pingos da chuva sem que se ouvissem falar de surtos 'in tauromaquia' ou algo que pudesse associar a festa à evolução pandémica.

Concordo efectivamente com a realização da corrida do Cartaxo, por estar anunciada há mais tempo e sobretudo, porque marcará o encerramento oficial, dando cumprimento a uma tradição das antigas; não discordo, da realização da novilhada da Moita, apenas e só porque, sabemos todos que históricamente, as novilhadas não têm infelizmente, tanta procura como os demais espectáculos com profissionais e não arriscamos ajuntamentos, mas e o resto, havia necessidade?

Houve disto durante a temporada... Temporada pouco concertada entre empresários, viciação dos elencos com repetições excessivas dos mesmos toureiros em palcos de responsabilidade e sobretudo, um 'saltar à vista' dos mesmos rostos por trás das repetições.

Houve nomes que ficaram por ver, houve toureiros que não actuaram e outros que não vieram para o lado de cá da fronteira, dizem, que por serem demasiado caros...

A passo, estas opções poderão dar os seus frutas 'com bicho'... Frutas bonitas por fora, mas que junto ao caroço, começam a ser comidas pela lagartita... 

Rezemos para que as medidas que se anunciarão num futuro próximo e que o eminente 'Estado de Emergência' nos deixe levar a bom porto tudo o que está já programado, para que ninguém tenha que admitir o que comecei por dizer no início deste texto.

Mais, rezemos para que no defeso que se avizinha, se façam 'curas' adequadas para que a 'fruta' que colhermos a partir de Fevereiro, seja comestível, de bonita apresentação e bom sabor.

É necessário, que os 'produtores da tauromaquia', se juntem, estudem e pensem soluções. É necessário que os sectores que tutelam a Festa, se pronunciem sobre estratégias que possam elevar os espectáculos e sobretudo, é preciso que a Protóiro, passe dos posts nas redes sociais, à acção...

O TouroeOuro, aproveitará o defeso, para fazer evoluir a comunicação do sector (tema que em breve daremos mais notícias), bem como de tudo fará, para nunca faltar àquilo que sempre foi o nosso propósito, informar com rigor...

Para terminar, não posso deixar de agradecer, a todos, e não foram poucos, quantos nos enviaram mensagens sobre o 'caso Santarém'. Desde os aficionados e visitantes anónimos, cavaleiros, empresários e forcados, houve de tudo no que a apoio e repúdio concerne, pelo facto da a Associação Praça Maior nos ter 'vetado' na única corrida que fez em Santarém, optando pelos 'sem opinião'.

A todos, muito obrigado, somos tão rijos que chega a doer e aguentamos disto e do mais que possa vir.
Estamos cá com o propósito de sermos a referência. Já fomos ontem, somos hoje, mas queremos ser sempre o sítio onde a maioria dos aficionados se informa de verdade.

 


Editorial Setembro - Campo Pequeno - Uma obrigação que é de todos…

Editorial Setembro - Campo Pequeno - Uma obrigação que é de todos…

  •  2020-09-09
  • Por: Solange Pinto

Há coisas na tauromaquia que não entendo e que, pese embora escolhesse friamente não me preocupar, acabam por me assaltar o pensamento…

Aquando do ‘bonito folhetim’ do Dia da Tauromaquia, senti, sentimos todos, que a realização de corridas no Campo Pequeno estaria em risco (continuo a achar que é uma questão de tempo e se nos colocarmos a jeito). Em causa estavam questões administrativas, aleadas à vertente política, bem como à aquisição do Campo Pequeno por parte de ‘corpos estranhos’ e que sentíamos como outsiders

Anuncia-se o concurso, insuflado e para corajosos, mas, a verdade é que se apresenta mais uma dificuldade, pandemia… ‘A nossa casa’, visão muito romantizada da ‘coisa’, ficou em posição periclitante e… passo seguinte: acorrentados.

Que tristeza me deu, ver abrir o Campo Pequeno no dia 1 de Junho, para um espetáculo de índole não taurina.

Raios que parece que nos estavam a roubar a casa, tipo assalto à mão armada.

Mas não estavam!

Sai Bento, volta concurso e eis que o inesperado acontece (para o comum dos aficionados): Pombeiro ao poder.

Quem diria, pese embora Luís Miguel não seja um novato, que estaria o ‘tipo do jornal’, ao leme da mais importante praça de touros do país, com incursões ainda noutros tauródromos. De repente, chovem brindes, telefonemas, etc. e tal, uma vida diferente, fruto de quem chegou ao ‘palácio do empresariado tauromáquico’. Pombeiro ficou importante, aplicando-se a máxima, ‘diz-me onde estás, dir-te-ei quanto vales…’.

Incluo-me nos céticos, fiz críticas, sobretudo comparando a primeira das organizações de Pombeiro, em tempos de Covid, com a primeira das corridas do Campo Pequeno. Falei da ‘Lei da Rolha’ e sobretudo insurgi-me com o tratamento ‘estranho’ dado à imprensa e o que fez Pombeiro? Foi evoluindo, melhorando, arquitectando estratégias.

Dou a minha mão à palmatória. Pombeiro não teve tempo para idealizar, para sonhar e ponderar cartéis. Fez o que fez, numa temporada super criticável, mas ainda assim, digna. Repetições a mais? Sim, mas Rui Bento também as fez e com os mesmos motivos.

Que acho cinco estrelas a estrutura de retaguarda de Pombeiro, não! Muitos amadores, que em nada abonam sequer, na imagem que creio ser a ideal para Pombeiro, a Ovação e Palmas e sobretudo para um Campo Pequeno que esteve ferido de morte e que se tenta curar agora.

Meus queridos: urge apoiar o Campo Pequeno!

Acordem! Trata-se da derradeira chamada!

É importante ir, estar lá, preencher as cadeiras, mostrar e provar que o Campo Pequeno é a praça não dos acorrentados que reivindicam direitos para a tauromaquia, mas que é uma praça de touros de prestígio e que tem de existir não só porque os artistas precisam e querem actuar, mas porque os aficionados afinal existem mesmo e que os números de aficionados que a Prótoiro apregoa, são verdadeiros.

Com Covid, sem Covid (atenção: tauródromo seguríssimo e a cumprir escrupulosamente todas as regras da DGS), com mais ou menos capacidades financeiras, vamos ao Campo Pequeno, deixando de parte a virtualidade de intenções.

Pombeiro fez a sua parte, quem faz a parte dos aficionados?

Já agora, depois de uma semana em que o camarote da Prótoiro e seus convidados esteve vazio, seria importante, que a dita Federação marcasse presença na ‘nossa casa’, para que não pensemos o básico e o que temos mesmo legitimidade para pensar, que o seu objecto de existência é… qual?


Editorial - Julho - Que estranha forma de vida

Editorial - Julho - Que estranha forma de vida

  •  2020-07-19
  • Por: Solange Pinto

Escrevo num dia de certa nostalgia, num dia em que S. Cristóvão e São Sebastião saem à rua, brindando os aldeãos da pequena localidade que há cerca de 30 anos, conheceu a primeira corrida de touros em praça portátil e que desde então, nunca havia rompido a tradição...

Escrevo num dia, em que estaríamos em fase de rescaldo da inauguração da temporada nazarena, escrevo num dia, em que a temporada, estaria no seu auge, em que já se perceberiam tendências de triunfos, de cartéis, em que os empresários sonhavam com praças cheias...

Hoje, escrevo num dia embrenhado numa realidade diferente, numa 'nova normalidade', como agora se diz... Estranha normalidade e estranha forma de vida a nossa...

Estranha forma de vida, já dizia Amália Rodrigues há uns bons anos atrás, do alto do seu fado... Hoje, esta frase está mais actual que nunca! Estranha forma de vida a nossa, que a esta altura já teríamos desfilado pelas imediações do Campo Pequeno, toilettes e peles morenas... Estranha forma de vida esta, que nos ausentou das conferências de imprensa na mais importante praça de touros do país, estranha forma de vida, que nos fez deixar de sonhar o cartel de abertura, estranha forma de vida...

Estranha forma de vida, que nos faz agora aceitar actuações medianas como uma benção, só porque sim, estranha forma de vida, que nos fez acreditar, que a existência de uma corrida de touros será um acto heróico, deixando-nos convictos que estamos a ser restituídos de um direito que vá lá saber-se porquê, nos retiraram, ou pelo menos assim parece...

Estranha forma de vida, que nos faz crer, que certas inclusões em certos cartéis, acontecem por mérito ou triunfos almejados no ano transacto, estranha forma de vida, que nos faz agradecer TUDO quanto nos querem dar... 
A merda de uma pandemia, que sim existe e que nos fez mudar o rumo da história, veio agudizar aquilo que já existia, de forma mais camuflada. Mais que a pandemia e seus efeitos, é o dinheiro, abundância ou falta dele quem mais ordena... Estranha forma de vida esta, que deita na valeta, o prestígio que antes, em tempos de fidalguia, era e foi importante.

Estranha forma de vida, que troca competências, troca voltas e muda o rumo da história sem que ninguém entenda porquê... Estranha forma de vida que previligia o esquema e os negócios de favorecimentos, mesmo e quando é por demais evidente que assim é, perdendo-se o pudor e a vergonha.

Estranha forma de vida que deixa a tauromaquia envolta em interesses politicos, quando a tauromaquia nunca teve, nem nunca poderia ter cor...

Dizia Amália, num fado de Alfredo Marceneiro, que foi por vontade de Deus... Mas será que a tauromaquia, está como está, por vontade de Deus...?

Amália Rodrigues, amante da arte de tourear, amante das touradas e das noitadas... Amália, que hoje se conta que era defensora da tauromaquia... Não! Antes ninguém precisava de defender a tauromaquia, antes bastava amar a tauromaquia, esta arte que ninguém discutia, esta arte quem ninguém ousava questionar e que apaixonava todos os quadrantes políticos...

A estranha forma de vida, é hoje, uma estranha forma de amar... Atropelos e mais atropelos, fazem da Festa Brava e de todos quantos a protagonizam, uma estranha forma de amar...

Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade
Que todos os ais são meus
Que é toda minha a saudade
Foi por vontade de Deus

Que estranha forma de vida
Tem este meu coração
Vive de vida perdida
Quem lhe daria o condão
Que estranha forma de vida

(...)

Que ninguém ouse questionar Amália...
Que ninguém ouse questionar a tauromaquia, que ninguém ouse aproveitar-se dela ou dar-lhe cor política... Que ninguém ouse brincar com as 'suas casas', que ninguém ouse dar-lhe tom menor...
Que estranha forma de vida, mas por mais estranha que seja, a maior defesa, foi, é e será sempre falar dela e abordá-la com paixão... 

 

 

 


Editorial - Aniversário – Nove anos muito felizes, sem correntes…

Editorial - Aniversário – Nove anos muito felizes, sem correntes…

  •  2020-06-10
  • Por: Solange Pinto

Aficionados velhos ou velhos aficionados…

Desisti desta competição (quem viu mais o quê e onde…) e tudo o que poderá vir agregado a cada um dos conceitos da frase anterior, mas, ainda assim, como velha aficionada, nunca pensei viver um ‘Dia de Portugal’ sem corridas, ou, mais grave ainda, sem corridas anunciadas…

Tenho medo, tive ou tenho sei lá… tive medo das tantas perguntas sem respostas marcadas pelo surgimento deste inimigo invisível e desta guerra encapotada. Medo, que depois da guerra, verdadeiros tempos de tempestade, sem precedentes, não surgisse a bonança mas, mais medo tenho, que continuemos a viver uma paz vestida de falsos trapos 'xiques', de roupas com lantejoulas pouco reluzentes, ou ainda, uma paz vestida de roupas de marca contrafeita…

Nada pior, que trocar uma má verdade, por uma piedosa mentira, que mais tarde ou mais cedo, se revelará com todas as suas agravadas consequências…

Tento recordar-me da tauromaquia que vivíamos em 2011…

Já se falava que a tauromaquia poderia acabar? Já, sempre se falou, mas convicta de que se falava do fim da tauromaquia, quase como que do Apocalipse que dizem um dia poder haver…

Hoje, não só se fala, como é um perigo eminente e cada vez mais ‘audível’. Continua a falar-se, mas, a verdade é que os ataques vis que a tauromaquia tem sofrido, apenas agora conseguiram tirar os toureiros de cima das celas, os forcados dos treinos de campo e os espadas, das tentas… numa união que a confirmar-se agora, corrobora a sua não existência anterior!

Havia figuras do Toureio? Sim, havia e prova disso, uma corrida realizada neste mesmo dia, com dois figurões do toureio, competição, uma praça cheia e imagine-se, uma alternativa… Celestino Graça, a maior cá do ‘burgo’ e não falamos de pouca coisa, falamos de cerca de 14 mil pessoas, felizes… Sim, Santarém já existia, com força e um ‘ESGOTADO’.

Hoje, não há corrida em Santarém, mas, e alheando-nos da crise pandémica, a verdade é que com a repetição de alguns dos mesmos nomes, na mesma praça, Santarém não esgotou; alternativas cada vez há menos e competição, é quase uma utopia num toureio igualado e sem cunho, excluindo-se alguns predestinados...

Havia políticos virados de para a tauromaquia? Sim, houve… Os que gostavam, os que não gostavam mas não incomodavam, mas que, em simultâneo, não eram atacados de forma a espevitar o que de pior se pode sentir contra uma actividade cultural controversa…

Hoje, há uma Ministra da Cultura que simplesmente odeia a tauromaquia, mas que, as gentes da Festa não conseguiram cativar em nenhum dos momentos. Houve sim, outros ministros da força política vigente, a frequentar praças de touros e a ser vaiados de forma incrivelmente mal educada e pouco inteligente.

Havia plataformas de defesa da Festa? Sim, havia a Prótoiro, há cerca de um ano, com três rostos muito visíveis. Diogo Costa Monteiro, José Carmo Reis e Hélder Milheiro.

Hoje, o primeiro nome não existe na Prótoiro, nem existe numa qualquer praça de toiros, outro foi ‘convidado a sair’, não se sabe bem porquê e continua um, com fluência de discurso, mas…

Havia lobbies políticos? Não, não havia.

A tauromaquia era ao tempo apartidária, hoje, tem partidos, curiosamente os que não ‘espetam nada’ na bancada parlamentar… Agora é tarde… Começaram as corridas do CDS e a devoção a André Ventura… Tábuas de salvação em modo ‘frágil jangada’.

Havia PAN? Havia… há menos de dois anos.

Havia, mas numa fase muito embrionária e que apesar de usar a abolição da tauromaquia como bandeira, pregava sozinha porque não tinha opositores. Quando os teve, originou-se debate e sobretudo, necessidade de provar a existência de uma plataforma de defesa da Festa.

Havia Campo Pequeno? Havia, lindo e glamouroso.

Hoje, vive periclitante e à mercê de ‘tempo’ para a realização de seis corridinhas… Vendido. Bem ou mal? Não importa, foi apenas e só, vendido sem a cautela da Administração anterior, apregoada pelos vendidos, de ‘administração aficionada’, de que a tauromaquia estaria acima de qualquer outro interesse, quiçá de origem política…

Havia imprensa de especialidade taurina ‘em papel’? Sim, havia o Novo Burladero, o Olé e o Farpas…

Havia. Hoje, temos o eterno ‘Novo Burladero’, o ‘Olé’, enaltecível pela persistência pouco espevitada e um extinto Farpas, agora em versão blog caseiro, onde se publicitam feijoadas e onde se colocam e retiram notícias, se fazem emendas sem o mínimo rigor jornalístico.

Havia TouroeOuro? Sim, nasceu num dia como hoje, 10 de Junho, mas deste ano que agora recordo e comparo - 2011…! Nasceu a liderar, inovando com os seus conteúdos como os DIRECTOS com textos e fotos em tempo real, crónicas rápidas e à velocidade que a Internet pedia e pede cada vez mais, bem como, linha recta no que a linha editorial concerne.

O que mudou hoje? Nada. Continua a liderar, a incomodar por denunciar o que está mal, por desinstalar os que se achavam erroneamente acomodados, por contar a verdade, doa a quem doer, por estar sempre no sítio certo, onde mora a noticia, por ser o mais internacional dos órgãos lusos, por se enfrentar orgulhosamente com os grandes, defendendo a sua linha editorial e não murchando as orelhas, face aos tantos ataques dos tais incomodados.

Mas hoje, como há exactamente nove anos atrás, temos a certeza de três coisas: Contamos-lhe a verdade sem manipulações, não estamos acorrentados e felizes por isso e estamos orgulhosos, por liderar e perceber que isso só acontece, porque os nossos visitantes nos são fiéis, nome anos depois do feliz primeiro dia!

Obrigado a todos!


Editorial - Maio – Coisa Nenhuma…!

Editorial - Maio – Coisa Nenhuma…!

  •  2020-05-10
  • Por: Solange Pinto

O ‘mundo está virado do avesso’ e o resto são cantigas…

Em vez de estarmos numa corrida de touros, nesta ‘nublada tarde de sol entremeada com períodos de chuva’, estamos embrenhados nas terríveis notícias que nos dão conta do brutal assassinato de Valentina, onde, mais que a razão, imperou o coração, fazendo com que inúmeros populares a procurassem…

Terríveis notícias, resultantes de mais um crime hediondo e que confirma a malignidade que a mente humana pode atingir.

São estes os factos que agora nos marcam e que nos afastam os pensamentos, das saudades, muitas, das arenas, das grandes actuações e da cultura, sim, cultura que tanto amamos.

A tauromaquia, a par com tantas outras actividades culturais, foi ferida de morte, pela ‘espada do Coronavírus’… Até aqui, a Festa, ia sobrevivendo às tentativas de aniquilamento, mas, chegou a este ponto, em que agora sim, está a passar mal…

Passam mal os seus agentes directos, os indirectos e os aficionados, que neste momento, já levariam uma vintena de corridinhas no ‘bucho’.

Os meses passaram, mas, lá pelo meio, surgiram questões que mais não foram que um tapar de olhos e um conjunto de fait divers, que creio agora como antes, mais não foram que manobras de diversão e distracção, dos tontos que acham que muito está a ser feito por quem de direito…

A arrogância tomou conta dos visados, a prepotência e falsa ideologia de união de classes, mas, a verdade é a de sempre, infelizmente, prevalece a inércia, o jogo escondido, a penumbra…

Primeiro o apoio ou não aos toureiros, depois o cancelamento dos seguros para treinos, depois as corridas à porta fechada e consequente transmissão, depois os pedidos de reunião com o governo, depois… coisa nenhuma!

Celeuma fruto do destapar de intenções, entrevistas elucidativas mas pouco e recuos de intenções, por escassez de unanimidade…

Queixam-se os intervenientes, mas na surdina e no boca a boca, descobrem-se as ‘carecas’ no que respeita aos palcos onde seriam as transmissões e no inequívoco ‘jogo de interesse’ que se preparava e sobretudo… coisa nenhuma!

Coisa nenhuma é o que de resto, as associações andam a fazer e cuja bondade das intenções, nem sequer ouso duvidar… Mas bondade de intenções, é pouco, é coisa nenhuma.

Não seria hora, de admitir que este ano, não há a mínima possibilidade de coisa nenhuma?

Não seria hora, de reconhecer com humildade, que tudo está a sair gorado?

Não seria hora, de explicar aos aficionados o que estão a fazer?

Para haver touros, toureiros e tudo o que envolve um espectáculo taurino, tem que se rentabilizar com o público que compra o seu bilhete?

Ou acham que a tauromaquia vive de patrocínios que ninguém antes já queria fazer e que de ora em diante, muito menos?

Não será hora de reconhecerem que precisam de apoios até da imprensa, para fazer chegar ao publico os afazeres de quem defende a Festa, supondo que a defende?

E os toureiros, os forcados, os empresários, os ganadeiros? Não têm nada a dizer ao ‘zé povinho’ que apenas é chamado a comprar o seu ticket para a sobrevivência de todos?

Entendem que a estratégia da surdina, da penumbra já não funciona, ou melhor, que funciona como um insulto a todos quantos habitualmente vão às praças de touros?

Que futuro tem a tauromaquia? Que apoios espera o sector? Quais as possibilidades para se iniciar a actividade e quando?

Não façam à tauromaquia, o mesmo que fizeram à praça de touros de Póvoa de Varzim, chorar depois do leite derramado, é coisa nenhuma.

Não tenham dúvidas, que se não fizerem alguma coisa rapidamente, pode vir a ser tarde demais e ficar tudo, em coisa nenhuma.


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