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Editorial Junho (2012) - Um ano depois...

  •  2012-06-01

Passou um ano, sem que nos dessemos conta do quão rápido transcorreram estes 365 dias...
Cada uma dessas 365 jornadas, foram vividas com a intensidade de quem ama o mundo taurino, de quem ama a festa brava mas também de quem é apaixonado pela escrita e fotografia.
Ao longo destes tempos, não fomos melhores que os outros, seguramente não fomos piores, mas uma certeza tenho eu, fomos diferentes.
Fomos também pioneiros. Nem em Portugal, nem em Espanha se fizeram ?crónicas em directo?, publicando texto e fotografias em simultâneo. Fomos nós? Esta rúbrica, podemos assegurar, vale ao TouroeOuro, muitas visitas.
Tivemos ao longo destes 365 dias, reportagens de valor e entrevistas polémicas.
Estivemos onde estão os melhores e com os melhores? Recordo-me da polémica entrevista de João Moura, a pôr a carne no assador. Lembro-me também de uma arrojada entrevista a Francisco Palha e Rui Bento Vasques? Mas estivemos também com os jovens, o futuro da festa?
Num ano, ?inventámos? novas rúbricas que levam o aficionado ao ponto da total informação, criámos o ?espaço? escalafón para que se mantenham ?em cima? do número de actuações dos artistas em terras lusas, enfim, não menos importante, resistimos a pressões diversas que procuravam distrair-nos do nosso principal objectivo - informar?!
Nascemos num Feriado Nacional, Dia de Portugal! Nascemos numa das cidades portuguesas que mais e distinta afición respira. Nascemos na maior praça de touros do país, nascemos perante dois grandes toureiros e uma monumental alternativa.
Nascemos no dia de uma das maiores e mais brilhantes actuações daquele que revolucionou o toureio a cavalo, João Moura.
Também nós nascemos com vontade e ambição para revolucionar o mundo, também nós queremos deixar uma marca, consolidá-la e expandi-la até onde o sonho nos conduzir?
Vamos fazê-lo com a seriedade, o rigor e a perseverança que nos caracteriza.
A todos quantos nos visitam, agradecemos a confiança em nós depositada.
Continuamos a sonhar? porque o sonho comanda a vida!


Editorial Maio (2012) - Uma Questão de Seriedade e Qualidade?

  •  2012-03-01
  • Por: Solange Pinto

De ?Las Ventas? chegam noticias de que em onze corridas integradas no ?gigantesco? ciclo madrileno, as entradas estão já esgotadas.
São boas noticias é um facto, mas que parecem constituir esta temporada, um caso perfeitamente isolado e circunscrito a uma praça de touros, abrangida por umas condições propicias a tal ?fenómeno?.
Há uns meses, imaginaríamos poder integrar neste caso restrito, as praças de Sevilha e Lisboa, por se tratarem também de símbolos da tauromaquia, onde tudo se passa de forma dissemelhante dos demais tauródromos e onde o público converge, vindo dos mais longínquos lugares. Assim não aconteceu. De Sevilha e apesar dos cartéis desta feira serem apelidados de ?os piores dos últimos 30 anos?, esperava-se mais do que meio gás na maioria das corridas?
Lisboa foi também um exemplo a ter em conta. Infelizmente um episódio que em nada nos deixa felizes. Apostei a minha ?opinião? quando disse que o cartel da inauguração de temporada no Campo Pequeno, reunia todas as condições para que se colocasse o cartaz de ?no hay billetes?, mas não? Três quartos de casa e uma decepção sem precedentes.
Nos ?mentideros? atribuem-se culpas ao facto da corrida ser televisionada, mas sejamos francos e honestos, noutras ocasiões também lá estava a televisão e os lugares esgotaram?
Lisboa foi um exemplo fortíssimo, mas a tauromaquia lusa não se limita à capital. Há mais ?petardos? e não vale a pena enterrar a cabeça na areia.
Os tempos são tremendamente difíceis e só com uma organização de espectáculos, concertada e integrada num planeamento conjunto, se poderá contornar os obstáculos por demais evidentes.
Não vale a pena tapar o sol com a peneira. Quando se anunciam, num Alentejo (com poucos quilómetros de distância), semana após semanas, cartéis praticamente iguais, onde a variante é apenas uma das peças (cavaleiros), querem-se milagres?
Quando num dia de sol, o público, ainda que em tímido número, se desloca para ir a uma corrida que, por ter duas poças de água (que se tapariam com algum esforço), e chegam à bilheteira e tudo o que vêem é um ?Aviso? a dizer ?Anulada devido ao mau tempo?? Querem o quê?
É esta a forma de dar seriedade à festa? É esta a forma de prender espectadores e cativar novos públicos? Não!
Se os senhores empresários não forem pára-quedistas e outras coisas terminadas em ?istas?, têm de se concertar e dar nova alma à festa e às organizações de corridas. Se assim não for, correm o risco de matar o que já está moribundo.
A festa precisa de seriedade, mas também de qualidade e claro, toiros com emoção. Vila Franca foi um exemplo a seguir!


Editorial (Março) - ?Vai por vocês, forcados...!?

  •  2012-03-01

Teria eu, uns cinco, seis, sete anos? oito quiçá? recordo-me daquelas transmissões televisivas, noite de corrida no Campo Pequeno, quinta-feira? Pegava o Grupo de Montemor!
Era para todos um momento alto.
O Grupo de Montemor não era um qualquer (sem desprimor a todos os outros), era diferente. É diferente!
Para mim havia um laço que me unia à referida formação, ainda que, sem ser condicionante para que sentisse as prestações deste grupo de maneira distinta.
?Mamã, olha, lá está o primo Vítor a rabejar??! Grupo de rabejadores, de bonitas cernelhas, pegas emotivas pela sua dissemelhante forma até de pegar de caras?
Mais tarde, voltei a ?sofrer? com o Grupo de Montemor. Meu querido Luís Vacas, que vontade tinha de ser forcado? Ainda hoje recordo o brinde de uma pega feita na sua aldeia natal? S. Cristóvão! ?Prima, pela tua afición??, disse?
Pois Luís, digo-te hoje, que a minha paixão e afición pelo mundo dos touros continuam as mesmas, pelo grupo de Montemor também? O Grupo não mudou, o meu coração é que se tornou maior, também mais lúcido e hoje, hoje cabem vários amores.
Tanto amor que lá vou suportando as ofensas de quem escreve de toiros como quem poderia escrever de futebol, política ou qualquer outra coisa. São bons, bons jornalistas de facto, mas não têm por isto o tal romantismo?
Mas tu sabes, sabes bem que o amor que sinto por este carrossel que é o mundo dos touros, me faz enfrentar qualquer ?toiro cruzado pronto a derrotar vezes repetidas?.
Hoje e amanhã, o Campo Pequeno será palco de uma competição, que, como todas as outras competições, têm a importância que lhes vestimos. Ou seja, os forcados, com todo o seu espírito jovem, guerreiro, de luta e paixão, lá estarão envergando um dos maiores símbolos culturais do nosso país.
Esta nossa terra, onde tudo se permite, onde não há rei nem roque, deveria muitas vezes pôr os olhos na essência do forcado amador, na sua entrega, na sua união.
Não adianta virar o bico ao prego, a união das gentes dos toiros, as frases ainda que soltas mas ditas em uníssono, terão de prevalecer.
Quando e se um dia se perder a paixão? tudo acabará!
É por isso, que aguentaremos tudo, mas mesmo tudo. A nossa paixão jamais de esgotará!


Editorial- A época taurina começou

  •  2012-01-01

Não há dúvidas que Mourão marcou o início da temporada? Uma temporada que segue amanhã com o tradicional festival da Granja, mas também, com a primeira corrida de touros (formal) do ano 2012, em Vinhais.
Nestas alturas, surgem também os primeiros sinais de uma temporada, definitivamente mais precisa e concisa. Menos espectáculos, mais qualidade, numa tauromaquia cada vez mais sem fronteiras, sem o ?cá ou lá?, tão favorecida por um poder comunicativo cada vez mais abrangente.
O que se passa na América ou mesmo na Europa taurina, deve e pode fazer parte dos nossos interesses. Só a união das mais diversas tauromaquias nos pode tornar a todos mais fortes e blindados contra os ataques dos que não entendem a arte que idolatramos.
A Feira de Olivenza, é um marco. Cada vez mais poderosa, cada vez mais atractiva. Reúnem-se figuras, os ídolos ?top? de um mundo fascinante. De Sevilha chegam também ecos da inclusão de José Tomás? O mais ?taquillero? matador da actualidade, está de regresso à Real Maestranza de Caballería de Sevilla. Dez anos depois? O que nos interessa isto? Muito. A tauromaquia e o poder dos seus triunfos, caminham para a globalidade de um mundo sem barreiras. Onde todos gostam de tudo, todos se exprimem, todos opinam?
Nós, o TouroeOuro, estamos a iniciarmo-nos nas lides globais. Fazemo-lo em consciência? Daremos agora mais que nunca, notícias da pátria do toureio, notícias de uma América cada vez mais exigente e sobretudo, aprofundaremos, a nossa festa com o respeito que as suas diversificadas aficions exigem.
Estamos mais maduros, perfeitamente enquadrados num mundo absolutamente competitivo. Existimos e não desistimos. Fomos atacados e tentámos sempre não procurar a defesa? na defesa está implícito o erro cometido. E nós não errámos?
Erraram os demais em precipitadas acusações que até hoje não fundamentaram. Entendemos. Faz parte da tal competição?
O Fórum Mundial de Tauromaquia, sito, na Terceira ? Açores, foi espelho de um tremendo erro de discursos omissos em argumentação. Já aqui o critiquei. Recebi uma resposta que não publico por respeito ao pedido do seu autor. Resposta elegante. Por isso merecedora do meu respeito. Sempre respeitei os ?Velhos do Restelo?. Continuarei assim? orgulhosamente assim. Mantenho o que disse. Generalizar, não é, boa politica. Nomear é uma virtude ao alcance dos corajosos?
A opinião é uma legitimidade de cada um. Efectivamente a Internet está mergulhada num labrego discurso, lamentavelmente ao alcance de todos. Usa-se e abusa-se de uma linguagem ofensiva, pobre, tão reveladora de uma tauromaquia bacoca de que infelizmente ainda usufruímos.
A Internet abriu veículos, apresentou talentos? nela está a minha génese. Orgulho-me disso. Mas urge que se faça um filtro. Desculpem-me a expressão, mas é ?lixado? ver que há blogs que subsistem de cópias, pese embora a aficion incontestável dos seus autores.
O TouroeOuro estreará nova colaboradora. A passo chegaremos a formar uma grande equipa. Sem pressas? Carlota Melo, fotógrafa de intuição.
Estrearemos também o TouroeOuro-Açores, o TouroeOuro-Espanha, bem como um ?escalafón? actualizado à semana. Espelho das actuações dos cavaleiros lusos em território nacional.
Estamos a crescer? Doa a quem doer!


Editorial (Dezembro) - Os deuses devem estar loucos?

  •  2011-12-01

Muitas vezes entrei ou permitam-me a frontalidade, provoquei mesmo guerrilhas entre órgãos de comunicação, assumindo um papel muito activista, porque a passividade a mim sempre me incomodou.
A uns apelidei de ?pastel de nata?, a outros de ?petingas? e ainda a outros de ?ladroistas?. Dizem que só nos devemos arrepender daquilo que não fazemos. Pois bem, concordo absolutamente e do que atrás referi, erro ou não, de nada me arrependo.
Fiz o que os meus princípios me aconselharam. Choquei-me com o facto do dito pastel de nata, ter apelidado uma figura como João Moura, de, ?o génio do destoureio?. Revoltei-me, disse-o publicamente e a má da fita fui eu.
Mas é assim, são riscos que cometemos quando se escreve e quando se tem, por mínima que seja, alguma exposição no meio onde nos movemos.
Quando se critica, pode bem ser-se alvo de critica. Ok! Assumo, aceito e repito, de nada me arrependo.
Fi-lo, de forma inflamada mas consciente e acreditem, fi-lo de forma orgulhosa e sem qualquer tipo de receio de eventuais consequências. Houve. Houve consequências. É o preço a pagar, quando damos a cara, pronta a ser reconhecida.
Com tudo isto quero dizer, que, com os anónimos da vida, jamais poderia compactuar.
Todos aqueles que emitem opiniões usando esta ferramenta tão fantástica quanto perigosa que é a Internet, apenas posso repudiar e desejar que se ?esfumem? tão depressa quanto possível.
O meu querido Hugo Calado, cometeu um erro. Mas por aí não vem mal ao mundo. Deu uma entrevista para um qualquer fantasma! Fantasmas, há muitos? Este foi o seu ?disparate? maior. Tudo o resto, é a sua opinião, dada com coragem e cara destapada.
Aos Deuses que devem estar loucos e que mais não fazem que dormir mal, desafio, mas desafio com todas as minhas forças e convicções, a descobrirem de quem é o tal blogue? Aquele tal que tanto incomoda e que elogia a entrevista feita a Ventura.
Elogia, porque é boa e o resto é conversa! Ups, este amor próprio exagerado, foi herança dos Deuses que agora estão loucos!
De resto, quanto à vida dos outros nada tenho que ver com isso. Eu sei da minha chafarica (chafarica dizem os Deuses, fazendo relembrar aquela velha história que diz que uma mentira contada muitas vezes passará a ser verdade) e nela estou concentradíssima (como diria o Paulo Futre) e de outras loucuras não reza a minha história. A dita cuja, história, será escrita quando os tais loucos Deuses, conseguirem admitir que nem eles acreditam nas loucuras que dizem?
Sabem que mais, os Deuses estão loucos, mas deles não façam pouco?!


Editorial (Novembro) - Miscelâneas

  •  2011-11-01

Há coisas que nunca mudarão? e não é mau de todo que assim seja. O defeso atinge o seu age com a mais prestigiada feira do cavalo, a Feira da Golegã, apelidada por muitos, como a ?feira das vaidades?.
A verdade, é que na Golegã se concentram uma abastada quantidade de ?taurinos?, que, juntos proporcionam uma também avultada porção de ?ditos? que na sua maioria constituem uma fumaça do que será o ?fogo? da próxima temporada. Copos, mentes soltas e um pouco de arrojo, fazem destes dias, autênticas jornadas de divertidas miscelâneas de comportamentos.
Nisto nada de novo. As miscelâneas de comportamentos não são um exclusivo desta sociedade de interesses e conveniências, muitas vezes não tão camufláveis como os ?boatos? da Golegã.
Estamos em época de prémios e festas, e até aqui, as miscelâneas de comportamentos são bem visíveis, o que por si só não pode constituir admiração. A arte de tourear, foi sempre e sempre será de contemplação e análise subjectiva, sendo compreensível portanto, a enorme variação na atribuição de galardões aos artistas que, na óptica de cada um, dominaram a temporada. Menos perceptível será, que, a análise de factos e funções mais objectivas, comprováveis e prováveis, sejam tão díspares e cheguem mesmo a roçar o ridículo. Será normal, que sejam atribuídos prémios a apoderados, cujos artistas da sua ?carteira? reduziram de forma abrupta o número de espectáculos feitos? Será possível, que se atribuam prémios a ?melhores aficionados?, que nunca pagaram um bilhete na vida, só porque são figuras públicas? E os que pagam? Não se sentiram por ventura ofendidos?
Será normal, que se anunciem prémios que mais parecem um leilão? Anunciam-se que existem, vão a leilão e quem der mais, leva a taça? Pois é. Diz quem atribui os prémios, dir-te-ei quem ganha?
Louvável e bem mais credível, foi a iniciativa levada a cabo pelo meu querido amigo Hugo Teixeira. Votação popular no ?Facebook?. Quem paga manda, quem vota escolhe. Estes resultados sim, merecem análise e merecem ser confrontados com aqueles outros (todos) de que falei?
Miscelâneas de notícias à parte, a verdade é, que, o TouroeOuro.com, em cinco meses de vida, deu que falar, publicando duas entrevistas bombásticas. A primeira, de Moura, o número um, ainda e sempre, do toureio a cavalo em Portugal. Agora, Ventura!
Ambos usaram de poder na hora de falar, de ousadia e alguma controvérsia. Ventura, não tem papas na língua, acusou os jornalistas lusos de serem uns corruptos.
Houve prontas reacções a estas declarações do rejoneador, mas, sejamos realistas, terá Ventura assim tanto receio de fundamentar as suas declarações, ou mesmo chamar os bois pelos nomes? A mim parece-me que não, mas gostaria também que o fizesse e acabava-se de uma vez com especulações?
Miscelâneas da nossa festa?!


Editorial - Beja Brava - Outubro

  •  2011-10-01

O certame Beja Brava, como qualquer acontecimento que se pretende ?de estalo?, merece uma reflexão e que se tirem conclusões e ilações.
Antes de qualquer outra coisa, impõe-se dar duas palavras aos organizadores em geral e a Nelson Lampreia e Vítor Besugo em particular. Dar-lhes os parabéns pela coragem de ?inventar? uma exposição de temática taurina e sobretudo agradecer-lhes pelo esforço e empenho dedicados a este evento.
Em meu nome pessoal, em nome do TouroeOuro.com e sobretudo enquanto aficionada, resta-me elogiar todos quantos participaram nesta feira, todos que a ela se ?entregaram?, deixando para trás os seus afazeres pessoais.
A exposição propriamente dita, teve os seus infortúnios, as suas lacunas e os seus melhoramentos a repensar e reinventar em anos vindouros, mas, no cômputo geral, tudo correu da melhor forma, ou melhor, ?formula?? Sim, porque a formula usada não pretendia imitar ninguém, pretendia ser original, singular, modesta e em simultâneo ousada dentro dos orçamentos limitados de que dispunha. E foi isso e muito mais?
Houve animação promovida pelos próprios ?expositores? que entre si trocaram experiências, conversas, discussões taurinas? Houve colóquios, demonstrações de toureio, aulas práticas, apresentações de livros, exposições de fotografia, etc..
No topo das mais ternas recordações, guardamos a apresentação em público do mais novo Brito Paes. Joaquim fez as delícias do público, na sua primeira actuação fora de casa. Deu que falar? Do ?mural? recordatório, fará também parte o aniversário do director do Toureio.com, e da festa improvisada que todos proporcionámos a Hugo Calado. A crítica pode bem ser unida, a causa que nos move, é e será sempre a mesma! A festa Brava.
A Beja Brava, teve muito de bom, mas teve pontos e arestas a limar? Se assim não fosse não fariam falta estes balanços!
Faltaram expositores, gente que marcou pela ausência? é feio, quiçá ronde mesmo a deselegância. Grandes famílias toureiras, que vivem de e para a festa, e que em Beja não pisaram.
Faltaram instituições que dizem defender a festa, faltaram ganadeiros, artistas e demais intervenientes directos do mundo do toiro. Depois queixam-se, mas o seu grão de areia, fica sempre guardado na gaveta à espera de exposições mais mediáticas?
Mas nós estamos cá para, apontar o dedo a quem faltou, ou melhor, será talvez mais fácil dizer quem por lá esteve, o nome de todos os que por lá passaram, esses merecem ser escritos com letras douradas. Teremos a coragem de o fazer noutros capítulos.
Hoje, porque o escrito já vai longo, dizemos apenas, que o saldo foi apesar de tudo muito positivo, e que no próximo ano, podem bem contar connosco.
O TouroeOuro.com está com a festa!


Fecho de contas do trimestre!

  •  2011-08-01

O dia ?oficial? para fecho de contas era no sábado, dia em que cumpríamos três meses de existência? Mas, contrariando aqueles que não nos tomam em linha de conta nas suas apreciações no que ao mundo da informação concerne, dizemos, da forma mais directa possível, que existimos, gozamos de saúde plena, e devemos sim, ser tomados em linha de conta? O atraso no ?balanço? deve-se ao facto de estarmos em plena época taurina e sobretudo de estarmos no terreno, dia após dia, buscando repito, no terreno, aquilo que importa contar?


Fizemos até ao momento, cerca de oitenta corridas, milhares de quilómetros, estivemos lá, não nos limitámos a fazer telefonemas, não nos limitámos a angariar fotografias de outros autores, não nos contentámos com pouco, ne estivemos no conforto do lar à espera de qualquer coisa? Dizem esses empresários, que não existimos, mas mentem, existimos e a prova de que mentem, é que alguns dos intervenientes da festa, se sentiram ao longo destes três meses, incomodados com aquilo que aqui escrevemos, com aquilo que aqui contámos? Para esses, digo, vão ter que nos gramar por muitos e bons anos! Já nós convosco, será?


Para esses empresários, basta dizer, estamos aqui, e não calaremos?!


Aos toureiros descontentes, dizemos, temos pena?!


Com toda a legitimidade que sabemos ter, porque em oitenta corridas, vimos muitas coisas, tomamos notas, tecemos considerações diversas, temos, repito, legitimidade para fazer balanços? balanços das actuações dos artistas, cujos sucessos ninguém nos contou, vimos, ao vivo e a cores, sentimos, sim, porque isto do toureio há que sentir?


Ao longo destes meses, rascunhei, atribui notas, fiz contas e a descrição, doa a quem doer, não é assim tão longa? infelizmente, os triunfadores da temporada são escassos, mas merecem distinção pela sua categoria.
Doa a quem doer, são três e apenas três, aqueles que deram que falar? São três e apenas três aqueles cujo trabalho na arena, deu que falar por mais que as horas que precedem o jantar a seguir à corrida? São três e apenas três, a quem se devem atribuir galardões e os lugares mais altos de uma ?escalera del êxito? que sabemos adulterada pelas mais diversas conveniências?


Arriscada que estou a ouvir críticas, direi sem reservas, quem são os três eleitos desta temporada e os porquês, tão comprováveis por todos os que os viram tourear, por todos os que os viram triunfar!


Triunfador absoluto de uma temporada brilhante, triunfador máximo diria eu, esse, chama-se Rui Fernandes! Houve mais, todas talvez, mas a corrida da Nazaré, bem aos olhos dos espectadores caseiros, não deixou dúvidas. O loirinho cavaleiro, aquele que imprimiu regularidade, espectacularidade e variedade às suas actuações, tem este ano de ser reconhecido como o cavaleiro do momento, o que mais ordena, o que marcará esta geração.


Luís Rouxinol, saiu em ombros no Campo Pequeno? Vinte e tantos anos de alternativa depois, continua a não defraudar, continua a querer mais, continua a ser honesto com o público que o vê seja lá em que palco for? O cavaleiro de Pegões, terá de ser visto, como um marco dos que não sabem estar mal, este é o homem que oferece garantias a quem o vê.


O terceiro, mas não o último, e embora não seja o triunfador da temporada, foi autor, da mais profunda ´faena? de que tenho memoria este ano? Por momentos esqueci-me que via tourear a cavalo, aquilo mais parecia uma faena de muleta e de indulto, pronta a ser premiada com os máximos troféus. Moura em Santarém, recital poético, quadro pintado com as mais belas aguarelas? Isto jamais se pode esquecer.


Estes são os homens do ano na tauromaquia e tudo o resto são cantigas de embalar, ou melhor, cantigas de ?contar?? Fernandes, Rouxinol e Moura, são eles e só eles!


Está fechado o trimestre, mas ainda há muito que viver e muita coisa pode acontecer?Preparem-se?


TouroeOuro.com, um mês!

  •  2011-07-01

    Ao  ritmo frenético em que andamos, podíamos bem não ter reparado que já passou um mês? O TouroeOuro.com, cumpre hoje um mês de vida! De intensa vida!
    Como bem saberão, este nosso, vosso site, nasceu em Santarém.
Não poderia ter nascido em sítio melhor, ou em mais conveniente data. O TouroeOuro.com, foi dado à luz no dia de Portugal, mas mais que isso, nasceu num dia de exaltação ao toureio falado em português. Aqui, neste espaço onde se contam histórias taurinas, fomos os primeiros a descrever aquela grande actuação do Maestro Moura na arena onde há trinta e três anos se tornou cavaleiro de alternativa. O dia 10 de Junho, deste ano de crises e desânimos, ficará para nós marcado, da mesma maneira que registado ficará nos anais da tauromaquia. Moura esteve enorme!
    Ao texto escrito de palavras de ouro, acrescentámos mais um diamante, ainda por lapidar mas com forma mais que suficiente para que garantias haja de um futuro reluzente? Tomás Pinto brilhará, como brilhou neste mesmo dia, o dia em que se doutorou em tauromaquia!
    Tudo isto, e mergulhada num positivismo que me domina, acredito, ser um bom presságio na vida ainda recente do TouroeOuro.com.
    Durante este mês, foram muitas as notícias que avançámos em primeira mão, foram muitas as feridas nas quais pusemos o nosso humilde dedo, foram muitos os triunfos que contámos, mas sobretudo que debatemos?
    Nestes cerca de trinta dias, enaltecemos os triunfos de Ventura e Palha em Lisboa, de Fernandes em Alcácer e Vila Franca, de Casquinha na sua terra natal, de Rouxinol no Campo Pequeno, de Jacobo Botero na sardinha assada, dos Mouras em Arronches na homenagem a Francisco Romão Tenório? Estivemos onde esteve o triunfo, onde outros não estiveram? Do nosso cardápio fazem também parte praças instaladas no mais profundo Alentejo? À nossa ?ementa? chegarão corridas de norte a sul do país. A tauromaquia não é regional, é nacional e é isso que defenderemos aqui? Longe das comodidades de outras imprensas?
    O TouroeOuro.com defendeu as suas funcionalidades com unhas e dentes, tentamos evitar erros proeminentes noutros sítios, tentamos ser arrojados, frontais mas, sobretudo fiéis aos nossos princípios, doa a quem doer?
    Não fugimos dos problemas, se necessário for e se isso constituir noticia, criaremos celeuma? Doa a quem doer! Seremos verdadeiros e a nossa isenção, basear-se-á nos nossos sentimentos?
    Um mês depois, criámos já atritos com colegas da imprensa. ?Os doutores da tauromaquia?, abanou mentalidades, agitou as águas, mas pôs os pontos nos i?s, num dos mais visitados artigos publicados neste espaço.
    O trabalho continua, as novidades acontecerão? Mas no epílogo deste editorial, não poderia deixar de agradecer aos milhares de visitantes, que fizeram deste sitio, líder nesta especialidade.
    Porque falo de agradecimentos, falo de artistas, empresas e demais intervenientes que em nós confiaram, uns ?às cegas?, outros depois de trabalho feito.
    O último ?obrigado? mas com toda a certeza o mais significativo, vai para o nosso anjo da guarda? Os anjos não têm cor, não têm nome nem rosto? Mas têm alma!
    TouroeOuro.com, a mais preciosa informação taurina, continuará aqui!


Nasceu o touroeouro.com!

  •  2011-06-01

        Nasceu fruto de um grande amor entre o jornalismo e a tauromaquia, nasceu de forma a preencher uma lacuna, nasceu para ser mimado, para crescer a passo e evoluir seguindo o caminho que entender ser o seu...
    Nasceu para respeitar a festa, os seus princípios e desígnios, nasceu para falar dos seus intervenientes, das suas actuações, triunfos e anseios, mas nasceu também para informar em tempo recorde, ou não fosse a Internet a máquina que faz com que o relógio ande a uma velocidade inimaginável... 
    Nasceu hoje, dia 10 de Junho. Dia de um Portugal taurino fragilizado com a crise económica que nos afecta a todos, mas que nos faz ter vontade de lutar, de sermos como os melhores, os mais competitivos? Nasceu hoje com a capacidade de sonhar em tons dourados, ou não fosse este um mundo bordado a ouro!
    Nasceu hoje como que recordando alternativas de génios toureiros, nasceu hoje, data em que a pátria do toureio dá à luz mais um cavaleiro profissional. Nasce em Santarém, tendo como fundo o palco que uniu mais de cem mil pessoas em torno de uma causa apaixonada, a nossa tauromaquia!
    O touroeouro.com quer trazer consigo o arrojo, a juventude e a capacidade de inovar, com personalidade, sentimento, mas sobretudo com o despojo de quem não terá reservas na hora de contar a verdade. A emoção da festa mescla-se com a eventualidade da eminente colhida. Aqui seguiremos o mesmo fio condutor. Os 'Segredos d'Ouro', também aqui serão contados...
    O touroeouro.com quer trazer consigo, rostos, com força pública, 'Jet'Ouro', e pareceres com afectos mas isentos de favoritismos tão próprios do meio. O touroeouro.com, quer ser diferente...
    Neste espaço virtual teremos de quando em vez, artigos e opiniões, sem 'burcas', sem véus... como que uma 'Opinião d'Ouro'!
    Sem mais delongas, o touroeouro.com, planta-se à porta dos curros e começa a sua actuação, agora!
   


Festival solidário a 3 de Setembro no Carregado

Festival solidário a 3 de Setembro no Carregado

Dia 3 de Setembro, pelas 18 horas, a localidade do Carregado, recebe um festival taurino solidário, a favor da Paróquia do Carregado.
Para lidar novilhos/toiros da ganadarias, Pinto Barreiros, São Torcato, Santa Maria, Romão Tenório e Falé Filipe vão estar em praça os cavaleiros, Ana Batista, Manuel Telles Bastos e Marcelo Mendes e os espadas, Vitor Mendes, António João Ferreira e Joaquim Ribeiro 'Cuqui'.
As pegas vão estar a cargo dos Forcados Amadores do Ribatejo.


Corrida de Ventura na Moita é às 18.00 horas

Corrida de Ventura na Moita é às 18.00 horas

A corrida inaugural da Feira da Moita 2016, a 13 de Setembro, terá início pelas 18 horas, informa-nos a empresa Aplaudir.
Tal esclarecimento surge depois de erradamente, na publicidade que ainda está a ser distribuída, a corrida vir anunciada para as 22 horas, mas como manda a tradição, a Corrida do Município da Moita terá lugar à tarde, com início marcado para as seis da tarde.
Frente a touros de D. Maria Guiomar Cortes Moura vão estar em praça os cavaleiros, Luís Rouxinol, Diego Ventura e João Moura Caetano, estando as pegas a cargo dos Forcados do Aposento da Moita, em solitário.