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Editorial - Setembro - Sirvam a Festa, tratem-na e aí sim, pavoneiem-se…!

Editorial - Setembro - Sirvam a Festa, tratem-na e aí sim, pavoneiem-se…!

  •  2016-09-12
  • Por: Solange Pinto

Estamos as escassas horas do início de mais uma edição da Feira Taurina da Moita, a Feira, que, definitivamente marca o princípio do fim… o princípio do fim da temporada, claro está…

A Nossa Senhora da Boa Viagem, acompanhou-nos a todos, a uns mais que a outros… falo dos triunfos, das alegrias… e, em absoluto contraste, das partidas, das tragédias… e se este ano as houve!

Assistimos à gigantesca mobilização do mundo taurino em torno da morte de Victor Barrio, em plena arena, aquela onde era suposto, viver a glória e não, nunca ali viver o drama da partida. O mundo taurino tem destas coisas, chega mesmo a ser arrebatadora a capacidade de ‘jogar para trás das costas’ as rivalidades, as desavenças e competição… todos fomos Victor Barrio… Hoje, somos todos Moura Júnior, somos todos Carlos Barreto!

A vida é isto mesmo, solidariedade, união perante a tragédia, perante o inesperado, perante o insólito… Mas tudo isto, transporta-me a outros pensamentos…

O mundo taurino não precisaria de união a todo o instante, a todo o momento e em tantos, tão delicados?

Praças vazias, empresários que montam espectáculos sem o mínimo de condições, sem o mínimo de dignidade… Cachet’s que não se recebem, toureiros que pouco toureiam, curros compostos por ‘restos’ em jeito de limpeza de currais, em suma… pouco interesse…

É preciso pôr o dedo na ferida, em várias feridas… O perigo de contágio e epidemia, é eminente e se as associações não se fizerem ver nestes assuntos, então, digo, em tom de pesar e lamento, que de nada serve a sua existência.

O que é feito da Prótoiro? Existe ainda? Sabem alguma coisa do que ali se passa? Que acções de Defesa da Festa têm protagonizado? Continuamos a beber do silêncio profundo pelo qual sempre se pautaram? Quem é na realidade a Protóiro?

Continuamos a ter que assistir às degradantes manifestações dos ‘desinteressados’ antis à porta do Campo Pequeno? E Noutros pontos do país taurino?

E a APET? O que faz ou fez a Associação de Empresários no caso levantado pelo empresário da moda, Rafael Vilhais, sobre a realização dos festivais fora de época. Há entendimento, sim ou não? Se Rafael não tem razão, então que nos venham esclarecer. O aficionado merece!

E a Associação de Toureiros? Protege os seus toureiros que não recebem os seus honorários no fim dos espectáculos, arcando com as consequências das praças estarem vazias? Poderão eles, o empresários, dizer ‘ai e tal, mas nenhum toureiro fez uma queixa pública’, que não vêm ‘pôr a boca no trombone’, desculpem a expressão… sim, têm razão, porque se falam, não voltam a pisar na arena ‘a’ e ‘b’, geridas pelos mesmos empresários.

E a Associação de Ganadeiros, protege o seu prestígio? Não faz nada para reverter o caminho ‘obsceno’ que as ganadarias portuguesas levam e que castraram todo o interesse de ir ver uma corrida de touros, antes parecendo corridas de caracóis? E admitem, que repetidamente, se anunciem certas divisas, que depois por isto e aquilo, não foram e aparecem na arena, outros ferros?

O toiro manda ou não manda na Festa?

E a Associação de Forcados? Admite que se diga tudo e mais alguma coisa dos forcados cujas formações são também membros da dita associação, sem que salte em sua defesa? Ou só se defende o eventual prestígio singular de quem a representa?

Bem, creio que está mais que na altura, de as uniões não serem motivadas pela tragédia, mas se sim, se esse for o único motor de arranque para a criação de sinergias, então capacitem-se que o momento que se vive é de facto preocupante.

Eu não desconto para nenhuma Associação, mas se o fizesse, questionar-me-ia se valeria mesmo a pena ou se, é apenas a contribuição para a manutenção do estúpido ‘tem que ser…’, porque é muito conveniente, porque… blá, blá, blá…

Acordem enquanto é tempo e sirvam a Festa, tratem-na e aí sim, pavoneiem-se…!


TouroeOuro – Um passo à frente

TouroeOuro – Um passo à frente

  •  2016-08-15
  • Por: Solange Pinto

Eis que chega o mais taurino dia do ano e com ele, multiplicam-se os espectáculos em todo o Portugal taurino…

Caldas da Rainha, Reguengos de Monsaraz, Messejana e Urrós, abrem hoje as portas dos seus tauródromos ou improvisam-nos para que se dê de beber à afición… Mas o taurinismo do mês de Agosto não se fica por aqui, esta semana, por exemplo, há pelo menos uma corrida anunciada em cada dia da mesma, numa maratona que se espera de grandes momentos e sobretudo de praças cheias…

O TouroeOuro une-se à relevância do mês de Agosto para a tauromaquia, ou seja, foi este mês e foi este o dia, que escolhemos para a reviravolta na informação taurina falada em português…

O reestruturado TouroeOuro, é o símbolo visual e funcional daquilo que vimos a marcar há já cinco anos… Mas hoje, podemos garantir, que se marca a grande reviravolta, diria, ventos de mudança…

Estamos cada vez mais fortes, informamos com credibilidade, com profissionalismo, com rigor e com opinião e por isso, lideramos!

O TouroeOuro muda de cara, está mais competitivo, mais funcional e até mais bonito, mas os ventos de mudança começaram a soprar há já algum tempo…

As provocações passam-nos literalmente ao lado, as mentiras de ‘outros’ incomodam-nos porque sabemos que são precisamente - mentiras, mas não nos farão responder, estamos mais crescidos, mais maduros, mais focados nos nossos direitos enquanto órgão de comunicação e nos nossos deveres sob a mesma abrangência.

O nosso nível elevadíssimo de visitas, garanto-nos a certeza de que marcamos e as nossas fontes, também… Recordemos apenas um episódio para que percebam quem são os trapalhões ou comandados deste sector da festa… O TouroeOuro avançou no passado dia 31 de Março, que Diego Ventura não viria ao Campo Pequeno. Dissemo-lo porque sabíamos, não porque tínhamos essa convicção ou mesmo não que o toureiro nos tivesse ‘pedido’ o que quer que seja nesse sentido. Sabíamos e ponto final. Um dia depois, um blogue ao serviço do Campo Pequeno e dos seus gestores, diz exactamente assim, numa notícia com o título Site das trapalhadas antecipou dia das mentiras’: Não tem, por isso, qualquer nexo a (pseudo) notícia avançada ontem por um site habitualmente desinformado e que dava como certa a ausência  de Ventura em Lisboa neste ano de 2016’, acrescentando ainda que ‘Pelos vistos, o site das trapalhadas antecipou ontem o Dia das Mentiras... ‘…
Pois bem, quem são os trapalhões, quem são os desinformados e os submissos? Precisam que responda?

Diego Ventura não vem ao Campo Pequeno na temporada 2016 e o próprio gestor de actividades taurinas do Campo Pequeno, acabaria por confirmar isso mesmo, ainda que indirectamente, não tendo já espaço para Diego, nos cartéis apresentados na última insípida e rapidíssima conferência de imprensa no Campo Pequeno.

Se isto não chegar, temos a entrevista que Diego Ventura nos concedeu, onde a dada altura deixa bem claro que não vem porque nunca estiveram reunidas as condições… Quem falou verdade? O TouroeOuro.

Mas vêem como estamos mais crescidos e maduros? Não foi preciso bater o pé e responder que trapalhões são ‘outros’ que andam aí… Esperámos pelo momento certo e esse momento, é hoje mesmo.

Passemos à frente e a um esclarecimento que também Vos queremos fazer, ou melhor, dois…

A Entidade Reguladora da Comunicação Social deu razão ao TouroeOuro no caso do absurdo e infundado veto da empresa Campo Touro, de Joaquim Murteira Grave, ao nosso site, aquando dos festivais de Mourão. Pois é, o processo segue assim ‘bem apoiado’ para o Ministério Público e daqui a uns tempos, esperamos voltar ao assunto e com boas notícias.

O tempo da prepotência e total ausência de regras já lá vai e a opinião, doa a quem doer, pode e deve existir… Obviamente que tem o seu preço… Pagámo-lo em Mourão e lamentavelmente estamos a pagá-lo em Lisboa, onde a opinião que emitimos sobre a temporada passada, teve efeitos castradores. Baixamos os braços? Obviamente que não.

Temos força e usamo-la para informar. Que se lembrem disto!

Sopram ventos de mudança e o renovado TouroeOuro prova isso mesmo, sendo até publicitado no mais lido jornal diário do país, o Correio da Manhã. A tauromaquia deverá de deixar de ser o parente pobre das actividades culturais e nós, fazemos a nossa parte nesse sentido.

Que desfrutem e que confiem em nós… O TouroeOuro é rápido e verdadeiro nos seus conteúdos e acreditem que mais cedo ou mais tarde, a história prova quem tem a razão e quem tem sobretudo a verdadeira notícia…


Editorial - Janeiro (2013) - Verdade de La Palice

  •  2013-01-01

   As análises do ano 2012 estão definitivamente feitas e desse ano, aquele em que a crise começou mas não se revelou na totalidade, não mais vale a pena falar.
    O ?ano novo? começou e dez dias depois, são já muitas as novidades que merecem comentário.
    Comecemos pelo ?alto? da importância? Rui Bento Vasques concedeu esta quarta-feira uma entrevista ao blog Diário Taurino. Pois bem, num discurso sem a pompa e circunstância de outras ocasiões, mas sobretudo sem a pimenta habitual, pouco revelou o gestor de actividades taurinas do Campo Pequeno. Bento reafirmou sim aquilo que todos nós constatámos. Os novos deram um salto e estarão no tauródromo lisboeta. Alegra-nos o facto.
    O Campo Pequeno, como praça de touros mais importante do país, precisa hoje e sempre de ter na sua arena, as mais importantes figuras do toureio. O Campo Pequeno precisa de marcar a diferença em relação às demais praças, mas é certo também que tem uma palavra relevante a dizer sobre a ?introdução? de novos valores no panorama taurino luso e quiçá também, catapultar os triunfos dos jovens para o que fica para lá da fronteira.
    Facto de regozijo é também a repetição de verdadeiros acontecimentos para a juventude que toureia a pé, como de resto aconteceu na passada temporada?
    Continuamos no sector empresarial e continuamos sem surpresas até chegarmos a Portalegre.
    Portalegre e Henrique Gil, parecem marcar por diversos motivos a pasmaceira taurina em que estávamos mergulhados neste defeso?
    Gil aparece como que o ?Génio da Lamparina?!
    Há quem tenha rido e bastante com a entrevista do recente empresário à Rádio Portalegre, há quem tenha ficado até um pouco preocupado, há quem nem tenha ligado à conversa do muito aficionado Gil.
    Eu tive o prazer de ouvir a entrevista do casal e confesso que ?consegui? com uma só entrevista, juntar cada um destes estados de espírito atrás relatados.
    Não conheço Gil. Ou melhor, dividi lugar consigo numa barreira de Vila Franca e devo dizer, que o aficionado Gil, usou da sua cordialidade e simpatia, ao insistir para que eu ficasse num lugar que, por acaso era o dele? Fiquei bem impressionada e só!
    Segunda-feira, conheci um pouco mais da personalidade do novo empresário portalegrense e? sorri nalgumas ocasiões em que me pareceu ter Gil um discurso ?inocentemente? cru, fiquei preocupada por sentir que Gil se acha o ?salvador de Portalegre? e não liguei muito, porque são os factos e os acontecimentos pontuais que conduzem a bom ou mau porto os barcos que muitas vezes acreditamos que só têm possibilidades de naufragar.
    Ainda assim, resta-me aconselhar o empresário a consultar as condições de acesso a praças de touros espanholas, para que não se desiluda com a não possibilidade de concorrer a Don Benito ou a qualquer outra praça do país vizinho?
    Quanto ao cartel de Portalegre, não adianta o fulano ?a? ou ?b? dizer que já havia avançado o cartel, dizer que avançou o nome de Rouxinol ou que Tendeiro estava reunido com Gil, foi ele, o próprio Gil quem deixou de forma bem transparente aos microfones da rádio, quem iria a Portalegre. Cedo digo eu?!
    De tudo isto, resta ressalvar uma ?verdade de la Palisse?, Portalegre não é nem tem a mesma expressão que Las Ventas? Portanto, tudo isto vale o que vale? Mas que são preocupantes os ?floriados? do nosso Portugal taurino, isso são!
   


Editorial Novembro (2012) - O país que temos...

  •  2012-11-01

O nosso cantinho à beira-mar plantado não tem tudo mau, graças a Deus, mas está mergulhado numa grande nuvem de más intenções, que, obviamente numa união de maus factos, desestabilizará a paz de que aparentemente usufruímos.
Pois bem, a excelente e pertinente entrevista dada por Luís Rouxinol a Miguel Ortega Cláudio e não a Patrícia Sardinha como por aí li, toca nalguns pontos fulcrais da nossa festa.
Embora as respostas sejam tão audazes quanto as perguntas, há ainda uma clara resignação por parte do extraordinário cavaleiro de Pegões, ?já estou habituado?, disse.
Pergunto eu: não estaria na hora, de uma primeiríssima figura como Luís Rouxinol, dizer quem são os tendenciosos da crítica?
Não estará na hora, de Luís Rouxinol desafiar com grandes parangonas, os toureiros que consigo não querem tourear e fazer chegar o ?recado? a quem de direito?
Não estará na hora, de dizer que está mal pago na sua profissão e dizer em alta voz que o seu estatuto, pode e deve marcar a diferença na hora do pagamento de cachet?
Não estará na hora, de uma vez por todas, dizer, o real porquê de terem sido outros os considerados triunfadores, quando na realidade foi um e só um?
Luís, se me permitem, tem razão e ?posição? confortável no ranking para, com mais dois, três ou quatro colegas seus, mudarem definitivamente o rumo do que na tauromaquia está mal e saírem de um acomodamento que a mim me parece evidente.
Generalizando e deixando o mote dado pela entrevista de Rouxinol, é necessário que haja união na classe dos toureiros, como de resto pareceu ser uma perspectiva para 2012 (frustrada), de forma a espantar o fantasma dos ?descontinhos? pedidos entre barreiras no fim das corridas.
É preciso que as Figuras do Toureio de hoje, se imponham em termos de ?logística?, garantindo o futuro dos artistas de amanhã, muitos deles, sendo mesmo, os seus próprios filhos.
Temos que pôr os pontos nos ?i?s? e começar a chamar os bois pelos nomes, antes que seja tarde demais. Dizer com todas as letras, quem são os ?subornáveis? da tauromaquia, mas sobretudo, quem são os que subornam. Quem são os que compram a crítica, quem são os que compram as corridas onde actuam, quem compram os prémios, etc., etc?.
Vamos lá ter aquilo que os homens dos touros deveriam ter em grandes dimensões, ?traduzido por miúdos?, vamos ter coragem?!
Assim e como estamos, ficaremos sempre resignados e com a célebre frase na boca: ?é o país que temos!?.


Editorial Junho (2012) - Um ano depois...

  •  2012-06-01

Passou um ano, sem que nos dessemos conta do quão rápido transcorreram estes 365 dias...
Cada uma dessas 365 jornadas, foram vividas com a intensidade de quem ama o mundo taurino, de quem ama a festa brava mas também de quem é apaixonado pela escrita e fotografia.
Ao longo destes tempos, não fomos melhores que os outros, seguramente não fomos piores, mas uma certeza tenho eu, fomos diferentes.
Fomos também pioneiros. Nem em Portugal, nem em Espanha se fizeram ?crónicas em directo?, publicando texto e fotografias em simultâneo. Fomos nós? Esta rúbrica, podemos assegurar, vale ao TouroeOuro, muitas visitas.
Tivemos ao longo destes 365 dias, reportagens de valor e entrevistas polémicas.
Estivemos onde estão os melhores e com os melhores? Recordo-me da polémica entrevista de João Moura, a pôr a carne no assador. Lembro-me também de uma arrojada entrevista a Francisco Palha e Rui Bento Vasques? Mas estivemos também com os jovens, o futuro da festa?
Num ano, ?inventámos? novas rúbricas que levam o aficionado ao ponto da total informação, criámos o ?espaço? escalafón para que se mantenham ?em cima? do número de actuações dos artistas em terras lusas, enfim, não menos importante, resistimos a pressões diversas que procuravam distrair-nos do nosso principal objectivo - informar?!
Nascemos num Feriado Nacional, Dia de Portugal! Nascemos numa das cidades portuguesas que mais e distinta afición respira. Nascemos na maior praça de touros do país, nascemos perante dois grandes toureiros e uma monumental alternativa.
Nascemos no dia de uma das maiores e mais brilhantes actuações daquele que revolucionou o toureio a cavalo, João Moura.
Também nós nascemos com vontade e ambição para revolucionar o mundo, também nós queremos deixar uma marca, consolidá-la e expandi-la até onde o sonho nos conduzir?
Vamos fazê-lo com a seriedade, o rigor e a perseverança que nos caracteriza.
A todos quantos nos visitam, agradecemos a confiança em nós depositada.
Continuamos a sonhar? porque o sonho comanda a vida!


Editorial Maio (2012) - Uma Questão de Seriedade e Qualidade?

  •  2012-03-01
  • Por: Solange Pinto

De ?Las Ventas? chegam noticias de que em onze corridas integradas no ?gigantesco? ciclo madrileno, as entradas estão já esgotadas.
São boas noticias é um facto, mas que parecem constituir esta temporada, um caso perfeitamente isolado e circunscrito a uma praça de touros, abrangida por umas condições propicias a tal ?fenómeno?.
Há uns meses, imaginaríamos poder integrar neste caso restrito, as praças de Sevilha e Lisboa, por se tratarem também de símbolos da tauromaquia, onde tudo se passa de forma dissemelhante dos demais tauródromos e onde o público converge, vindo dos mais longínquos lugares. Assim não aconteceu. De Sevilha e apesar dos cartéis desta feira serem apelidados de ?os piores dos últimos 30 anos?, esperava-se mais do que meio gás na maioria das corridas?
Lisboa foi também um exemplo a ter em conta. Infelizmente um episódio que em nada nos deixa felizes. Apostei a minha ?opinião? quando disse que o cartel da inauguração de temporada no Campo Pequeno, reunia todas as condições para que se colocasse o cartaz de ?no hay billetes?, mas não? Três quartos de casa e uma decepção sem precedentes.
Nos ?mentideros? atribuem-se culpas ao facto da corrida ser televisionada, mas sejamos francos e honestos, noutras ocasiões também lá estava a televisão e os lugares esgotaram?
Lisboa foi um exemplo fortíssimo, mas a tauromaquia lusa não se limita à capital. Há mais ?petardos? e não vale a pena enterrar a cabeça na areia.
Os tempos são tremendamente difíceis e só com uma organização de espectáculos, concertada e integrada num planeamento conjunto, se poderá contornar os obstáculos por demais evidentes.
Não vale a pena tapar o sol com a peneira. Quando se anunciam, num Alentejo (com poucos quilómetros de distância), semana após semanas, cartéis praticamente iguais, onde a variante é apenas uma das peças (cavaleiros), querem-se milagres?
Quando num dia de sol, o público, ainda que em tímido número, se desloca para ir a uma corrida que, por ter duas poças de água (que se tapariam com algum esforço), e chegam à bilheteira e tudo o que vêem é um ?Aviso? a dizer ?Anulada devido ao mau tempo?? Querem o quê?
É esta a forma de dar seriedade à festa? É esta a forma de prender espectadores e cativar novos públicos? Não!
Se os senhores empresários não forem pára-quedistas e outras coisas terminadas em ?istas?, têm de se concertar e dar nova alma à festa e às organizações de corridas. Se assim não for, correm o risco de matar o que já está moribundo.
A festa precisa de seriedade, mas também de qualidade e claro, toiros com emoção. Vila Franca foi um exemplo a seguir!


Editorial (Março) - ?Vai por vocês, forcados...!?

  •  2012-03-01

Teria eu, uns cinco, seis, sete anos? oito quiçá? recordo-me daquelas transmissões televisivas, noite de corrida no Campo Pequeno, quinta-feira? Pegava o Grupo de Montemor!
Era para todos um momento alto.
O Grupo de Montemor não era um qualquer (sem desprimor a todos os outros), era diferente. É diferente!
Para mim havia um laço que me unia à referida formação, ainda que, sem ser condicionante para que sentisse as prestações deste grupo de maneira distinta.
?Mamã, olha, lá está o primo Vítor a rabejar??! Grupo de rabejadores, de bonitas cernelhas, pegas emotivas pela sua dissemelhante forma até de pegar de caras?
Mais tarde, voltei a ?sofrer? com o Grupo de Montemor. Meu querido Luís Vacas, que vontade tinha de ser forcado? Ainda hoje recordo o brinde de uma pega feita na sua aldeia natal? S. Cristóvão! ?Prima, pela tua afición??, disse?
Pois Luís, digo-te hoje, que a minha paixão e afición pelo mundo dos touros continuam as mesmas, pelo grupo de Montemor também? O Grupo não mudou, o meu coração é que se tornou maior, também mais lúcido e hoje, hoje cabem vários amores.
Tanto amor que lá vou suportando as ofensas de quem escreve de toiros como quem poderia escrever de futebol, política ou qualquer outra coisa. São bons, bons jornalistas de facto, mas não têm por isto o tal romantismo?
Mas tu sabes, sabes bem que o amor que sinto por este carrossel que é o mundo dos touros, me faz enfrentar qualquer ?toiro cruzado pronto a derrotar vezes repetidas?.
Hoje e amanhã, o Campo Pequeno será palco de uma competição, que, como todas as outras competições, têm a importância que lhes vestimos. Ou seja, os forcados, com todo o seu espírito jovem, guerreiro, de luta e paixão, lá estarão envergando um dos maiores símbolos culturais do nosso país.
Esta nossa terra, onde tudo se permite, onde não há rei nem roque, deveria muitas vezes pôr os olhos na essência do forcado amador, na sua entrega, na sua união.
Não adianta virar o bico ao prego, a união das gentes dos toiros, as frases ainda que soltas mas ditas em uníssono, terão de prevalecer.
Quando e se um dia se perder a paixão? tudo acabará!
É por isso, que aguentaremos tudo, mas mesmo tudo. A nossa paixão jamais de esgotará!


Editorial- A época taurina começou

  •  2012-01-01

Não há dúvidas que Mourão marcou o início da temporada? Uma temporada que segue amanhã com o tradicional festival da Granja, mas também, com a primeira corrida de touros (formal) do ano 2012, em Vinhais.
Nestas alturas, surgem também os primeiros sinais de uma temporada, definitivamente mais precisa e concisa. Menos espectáculos, mais qualidade, numa tauromaquia cada vez mais sem fronteiras, sem o ?cá ou lá?, tão favorecida por um poder comunicativo cada vez mais abrangente.
O que se passa na América ou mesmo na Europa taurina, deve e pode fazer parte dos nossos interesses. Só a união das mais diversas tauromaquias nos pode tornar a todos mais fortes e blindados contra os ataques dos que não entendem a arte que idolatramos.
A Feira de Olivenza, é um marco. Cada vez mais poderosa, cada vez mais atractiva. Reúnem-se figuras, os ídolos ?top? de um mundo fascinante. De Sevilha chegam também ecos da inclusão de José Tomás? O mais ?taquillero? matador da actualidade, está de regresso à Real Maestranza de Caballería de Sevilla. Dez anos depois? O que nos interessa isto? Muito. A tauromaquia e o poder dos seus triunfos, caminham para a globalidade de um mundo sem barreiras. Onde todos gostam de tudo, todos se exprimem, todos opinam?
Nós, o TouroeOuro, estamos a iniciarmo-nos nas lides globais. Fazemo-lo em consciência? Daremos agora mais que nunca, notícias da pátria do toureio, notícias de uma América cada vez mais exigente e sobretudo, aprofundaremos, a nossa festa com o respeito que as suas diversificadas aficions exigem.
Estamos mais maduros, perfeitamente enquadrados num mundo absolutamente competitivo. Existimos e não desistimos. Fomos atacados e tentámos sempre não procurar a defesa? na defesa está implícito o erro cometido. E nós não errámos?
Erraram os demais em precipitadas acusações que até hoje não fundamentaram. Entendemos. Faz parte da tal competição?
O Fórum Mundial de Tauromaquia, sito, na Terceira ? Açores, foi espelho de um tremendo erro de discursos omissos em argumentação. Já aqui o critiquei. Recebi uma resposta que não publico por respeito ao pedido do seu autor. Resposta elegante. Por isso merecedora do meu respeito. Sempre respeitei os ?Velhos do Restelo?. Continuarei assim? orgulhosamente assim. Mantenho o que disse. Generalizar, não é, boa politica. Nomear é uma virtude ao alcance dos corajosos?
A opinião é uma legitimidade de cada um. Efectivamente a Internet está mergulhada num labrego discurso, lamentavelmente ao alcance de todos. Usa-se e abusa-se de uma linguagem ofensiva, pobre, tão reveladora de uma tauromaquia bacoca de que infelizmente ainda usufruímos.
A Internet abriu veículos, apresentou talentos? nela está a minha génese. Orgulho-me disso. Mas urge que se faça um filtro. Desculpem-me a expressão, mas é ?lixado? ver que há blogs que subsistem de cópias, pese embora a aficion incontestável dos seus autores.
O TouroeOuro estreará nova colaboradora. A passo chegaremos a formar uma grande equipa. Sem pressas? Carlota Melo, fotógrafa de intuição.
Estrearemos também o TouroeOuro-Açores, o TouroeOuro-Espanha, bem como um ?escalafón? actualizado à semana. Espelho das actuações dos cavaleiros lusos em território nacional.
Estamos a crescer? Doa a quem doer!


Editorial (Dezembro) - Os deuses devem estar loucos?

  •  2011-12-01

Muitas vezes entrei ou permitam-me a frontalidade, provoquei mesmo guerrilhas entre órgãos de comunicação, assumindo um papel muito activista, porque a passividade a mim sempre me incomodou.
A uns apelidei de ?pastel de nata?, a outros de ?petingas? e ainda a outros de ?ladroistas?. Dizem que só nos devemos arrepender daquilo que não fazemos. Pois bem, concordo absolutamente e do que atrás referi, erro ou não, de nada me arrependo.
Fiz o que os meus princípios me aconselharam. Choquei-me com o facto do dito pastel de nata, ter apelidado uma figura como João Moura, de, ?o génio do destoureio?. Revoltei-me, disse-o publicamente e a má da fita fui eu.
Mas é assim, são riscos que cometemos quando se escreve e quando se tem, por mínima que seja, alguma exposição no meio onde nos movemos.
Quando se critica, pode bem ser-se alvo de critica. Ok! Assumo, aceito e repito, de nada me arrependo.
Fi-lo, de forma inflamada mas consciente e acreditem, fi-lo de forma orgulhosa e sem qualquer tipo de receio de eventuais consequências. Houve. Houve consequências. É o preço a pagar, quando damos a cara, pronta a ser reconhecida.
Com tudo isto quero dizer, que, com os anónimos da vida, jamais poderia compactuar.
Todos aqueles que emitem opiniões usando esta ferramenta tão fantástica quanto perigosa que é a Internet, apenas posso repudiar e desejar que se ?esfumem? tão depressa quanto possível.
O meu querido Hugo Calado, cometeu um erro. Mas por aí não vem mal ao mundo. Deu uma entrevista para um qualquer fantasma! Fantasmas, há muitos? Este foi o seu ?disparate? maior. Tudo o resto, é a sua opinião, dada com coragem e cara destapada.
Aos Deuses que devem estar loucos e que mais não fazem que dormir mal, desafio, mas desafio com todas as minhas forças e convicções, a descobrirem de quem é o tal blogue? Aquele tal que tanto incomoda e que elogia a entrevista feita a Ventura.
Elogia, porque é boa e o resto é conversa! Ups, este amor próprio exagerado, foi herança dos Deuses que agora estão loucos!
De resto, quanto à vida dos outros nada tenho que ver com isso. Eu sei da minha chafarica (chafarica dizem os Deuses, fazendo relembrar aquela velha história que diz que uma mentira contada muitas vezes passará a ser verdade) e nela estou concentradíssima (como diria o Paulo Futre) e de outras loucuras não reza a minha história. A dita cuja, história, será escrita quando os tais loucos Deuses, conseguirem admitir que nem eles acreditam nas loucuras que dizem?
Sabem que mais, os Deuses estão loucos, mas deles não façam pouco?!


Editorial (Novembro) - Miscelâneas

  •  2011-11-01

Há coisas que nunca mudarão? e não é mau de todo que assim seja. O defeso atinge o seu age com a mais prestigiada feira do cavalo, a Feira da Golegã, apelidada por muitos, como a ?feira das vaidades?.
A verdade, é que na Golegã se concentram uma abastada quantidade de ?taurinos?, que, juntos proporcionam uma também avultada porção de ?ditos? que na sua maioria constituem uma fumaça do que será o ?fogo? da próxima temporada. Copos, mentes soltas e um pouco de arrojo, fazem destes dias, autênticas jornadas de divertidas miscelâneas de comportamentos.
Nisto nada de novo. As miscelâneas de comportamentos não são um exclusivo desta sociedade de interesses e conveniências, muitas vezes não tão camufláveis como os ?boatos? da Golegã.
Estamos em época de prémios e festas, e até aqui, as miscelâneas de comportamentos são bem visíveis, o que por si só não pode constituir admiração. A arte de tourear, foi sempre e sempre será de contemplação e análise subjectiva, sendo compreensível portanto, a enorme variação na atribuição de galardões aos artistas que, na óptica de cada um, dominaram a temporada. Menos perceptível será, que, a análise de factos e funções mais objectivas, comprováveis e prováveis, sejam tão díspares e cheguem mesmo a roçar o ridículo. Será normal, que sejam atribuídos prémios a apoderados, cujos artistas da sua ?carteira? reduziram de forma abrupta o número de espectáculos feitos? Será possível, que se atribuam prémios a ?melhores aficionados?, que nunca pagaram um bilhete na vida, só porque são figuras públicas? E os que pagam? Não se sentiram por ventura ofendidos?
Será normal, que se anunciem prémios que mais parecem um leilão? Anunciam-se que existem, vão a leilão e quem der mais, leva a taça? Pois é. Diz quem atribui os prémios, dir-te-ei quem ganha?
Louvável e bem mais credível, foi a iniciativa levada a cabo pelo meu querido amigo Hugo Teixeira. Votação popular no ?Facebook?. Quem paga manda, quem vota escolhe. Estes resultados sim, merecem análise e merecem ser confrontados com aqueles outros (todos) de que falei?
Miscelâneas de notícias à parte, a verdade é, que, o TouroeOuro.com, em cinco meses de vida, deu que falar, publicando duas entrevistas bombásticas. A primeira, de Moura, o número um, ainda e sempre, do toureio a cavalo em Portugal. Agora, Ventura!
Ambos usaram de poder na hora de falar, de ousadia e alguma controvérsia. Ventura, não tem papas na língua, acusou os jornalistas lusos de serem uns corruptos.
Houve prontas reacções a estas declarações do rejoneador, mas, sejamos realistas, terá Ventura assim tanto receio de fundamentar as suas declarações, ou mesmo chamar os bois pelos nomes? A mim parece-me que não, mas gostaria também que o fizesse e acabava-se de uma vez com especulações?
Miscelâneas da nossa festa?!


Editorial - Beja Brava - Outubro

  •  2011-10-01

O certame Beja Brava, como qualquer acontecimento que se pretende ?de estalo?, merece uma reflexão e que se tirem conclusões e ilações.
Antes de qualquer outra coisa, impõe-se dar duas palavras aos organizadores em geral e a Nelson Lampreia e Vítor Besugo em particular. Dar-lhes os parabéns pela coragem de ?inventar? uma exposição de temática taurina e sobretudo agradecer-lhes pelo esforço e empenho dedicados a este evento.
Em meu nome pessoal, em nome do TouroeOuro.com e sobretudo enquanto aficionada, resta-me elogiar todos quantos participaram nesta feira, todos que a ela se ?entregaram?, deixando para trás os seus afazeres pessoais.
A exposição propriamente dita, teve os seus infortúnios, as suas lacunas e os seus melhoramentos a repensar e reinventar em anos vindouros, mas, no cômputo geral, tudo correu da melhor forma, ou melhor, ?formula?? Sim, porque a formula usada não pretendia imitar ninguém, pretendia ser original, singular, modesta e em simultâneo ousada dentro dos orçamentos limitados de que dispunha. E foi isso e muito mais?
Houve animação promovida pelos próprios ?expositores? que entre si trocaram experiências, conversas, discussões taurinas? Houve colóquios, demonstrações de toureio, aulas práticas, apresentações de livros, exposições de fotografia, etc..
No topo das mais ternas recordações, guardamos a apresentação em público do mais novo Brito Paes. Joaquim fez as delícias do público, na sua primeira actuação fora de casa. Deu que falar? Do ?mural? recordatório, fará também parte o aniversário do director do Toureio.com, e da festa improvisada que todos proporcionámos a Hugo Calado. A crítica pode bem ser unida, a causa que nos move, é e será sempre a mesma! A festa Brava.
A Beja Brava, teve muito de bom, mas teve pontos e arestas a limar? Se assim não fosse não fariam falta estes balanços!
Faltaram expositores, gente que marcou pela ausência? é feio, quiçá ronde mesmo a deselegância. Grandes famílias toureiras, que vivem de e para a festa, e que em Beja não pisaram.
Faltaram instituições que dizem defender a festa, faltaram ganadeiros, artistas e demais intervenientes directos do mundo do toiro. Depois queixam-se, mas o seu grão de areia, fica sempre guardado na gaveta à espera de exposições mais mediáticas?
Mas nós estamos cá para, apontar o dedo a quem faltou, ou melhor, será talvez mais fácil dizer quem por lá esteve, o nome de todos os que por lá passaram, esses merecem ser escritos com letras douradas. Teremos a coragem de o fazer noutros capítulos.
Hoje, porque o escrito já vai longo, dizemos apenas, que o saldo foi apesar de tudo muito positivo, e que no próximo ano, podem bem contar connosco.
O TouroeOuro.com está com a festa!


Fecho de contas do trimestre!

  •  2011-08-01

O dia ?oficial? para fecho de contas era no sábado, dia em que cumpríamos três meses de existência? Mas, contrariando aqueles que não nos tomam em linha de conta nas suas apreciações no que ao mundo da informação concerne, dizemos, da forma mais directa possível, que existimos, gozamos de saúde plena, e devemos sim, ser tomados em linha de conta? O atraso no ?balanço? deve-se ao facto de estarmos em plena época taurina e sobretudo de estarmos no terreno, dia após dia, buscando repito, no terreno, aquilo que importa contar?


Fizemos até ao momento, cerca de oitenta corridas, milhares de quilómetros, estivemos lá, não nos limitámos a fazer telefonemas, não nos limitámos a angariar fotografias de outros autores, não nos contentámos com pouco, ne estivemos no conforto do lar à espera de qualquer coisa? Dizem esses empresários, que não existimos, mas mentem, existimos e a prova de que mentem, é que alguns dos intervenientes da festa, se sentiram ao longo destes três meses, incomodados com aquilo que aqui escrevemos, com aquilo que aqui contámos? Para esses, digo, vão ter que nos gramar por muitos e bons anos! Já nós convosco, será?


Para esses empresários, basta dizer, estamos aqui, e não calaremos?!


Aos toureiros descontentes, dizemos, temos pena?!


Com toda a legitimidade que sabemos ter, porque em oitenta corridas, vimos muitas coisas, tomamos notas, tecemos considerações diversas, temos, repito, legitimidade para fazer balanços? balanços das actuações dos artistas, cujos sucessos ninguém nos contou, vimos, ao vivo e a cores, sentimos, sim, porque isto do toureio há que sentir?


Ao longo destes meses, rascunhei, atribui notas, fiz contas e a descrição, doa a quem doer, não é assim tão longa? infelizmente, os triunfadores da temporada são escassos, mas merecem distinção pela sua categoria.
Doa a quem doer, são três e apenas três, aqueles que deram que falar? São três e apenas três aqueles cujo trabalho na arena, deu que falar por mais que as horas que precedem o jantar a seguir à corrida? São três e apenas três, a quem se devem atribuir galardões e os lugares mais altos de uma ?escalera del êxito? que sabemos adulterada pelas mais diversas conveniências?


Arriscada que estou a ouvir críticas, direi sem reservas, quem são os três eleitos desta temporada e os porquês, tão comprováveis por todos os que os viram tourear, por todos os que os viram triunfar!


Triunfador absoluto de uma temporada brilhante, triunfador máximo diria eu, esse, chama-se Rui Fernandes! Houve mais, todas talvez, mas a corrida da Nazaré, bem aos olhos dos espectadores caseiros, não deixou dúvidas. O loirinho cavaleiro, aquele que imprimiu regularidade, espectacularidade e variedade às suas actuações, tem este ano de ser reconhecido como o cavaleiro do momento, o que mais ordena, o que marcará esta geração.


Luís Rouxinol, saiu em ombros no Campo Pequeno? Vinte e tantos anos de alternativa depois, continua a não defraudar, continua a querer mais, continua a ser honesto com o público que o vê seja lá em que palco for? O cavaleiro de Pegões, terá de ser visto, como um marco dos que não sabem estar mal, este é o homem que oferece garantias a quem o vê.


O terceiro, mas não o último, e embora não seja o triunfador da temporada, foi autor, da mais profunda ´faena? de que tenho memoria este ano? Por momentos esqueci-me que via tourear a cavalo, aquilo mais parecia uma faena de muleta e de indulto, pronta a ser premiada com os máximos troféus. Moura em Santarém, recital poético, quadro pintado com as mais belas aguarelas? Isto jamais se pode esquecer.


Estes são os homens do ano na tauromaquia e tudo o resto são cantigas de embalar, ou melhor, cantigas de ?contar?? Fernandes, Rouxinol e Moura, são eles e só eles!


Está fechado o trimestre, mas ainda há muito que viver e muita coisa pode acontecer?Preparem-se?