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Balanço da Temporada - Toureio a Pé

  • 2019-12-12 22:09


Não são tantas como se desejaria, mas, são ainda algumas as praças de toiros, que mantêm nos seus elencos de temporada, corridas com toureio a pé. Mistas na sua maioria, mas, houve ainda, um caso ou outro com cartéis exclusivamente dedicados a esta ‘modalidade’ de toureio…

É por aqui que começamos, num país ainda e quiçá, demasiado pendente do toureio a cavalo e dos forcados. Perder aquilo que nos caracteriza como um povo e cultura com identidade, não é o que se pretende, mas, jamais negar, que em Portugal, há aficion a capotes e muletas e que, não podemos nem devemos abandonar ou deixar morrer aquela que é a verdadeira essência tão-só – do toureio, ponto.

Tauródromos como Campo Pequeno, Moita, Vila Franca, Nazaré, Abiúl e algum ou outro caso pontual, são ainda e foram sem dúvida, bons exemplos do que é ‘arriscar o pêlo’ em prol de uma vertente da Festa, que vive, encare-se, tempos difíceis.

No Campo Pequeno, louva-se a tentativa de puxar à catedral, o toureio a pé ‘falado’ em português… Acredito nas boas intenções dos promotores do evento, mas, sabia-se sem que preciso fosse recorrer a uma bola de cristal, que este festejo, estava demasiado desprotegido e que assim, desta forma, se desprotegeriam também os três diestros lusos anunciados.

Ninguém discutirá o valor dos espadas anunciados, mas, não é segredo para ninguém, a falta de poder ‘taquillero’ e que desapoiados por uma figura espanhola, estariam ali, na mais importante praça de touros portuguesa, meio que à mercê de um público interessado sim, mas mesclado com muitas cadeiras vazias.

Já aqui o dissemos, que, o relançamento dos matadores de toiros portugueses, terá de ser feito em festejos mistos, em cartéis compostos pelos figurões do lado de lá e aí sim, com um nome dos nossos. Só desta forma se dará visibilidade e importância aos nossos toureiros e repercussão ao que de bom possam fazer.

Em Portugal, vivemos dois anos passados (pelo menos), com esperanças mais que fundadas num possível novo ídolo.

João Silva ‘El Juanito’, apontou-se como o mais capaz (dos últimos dez anos), a poder ressuscitar a paixão pelo toureio a pé.

Porfiou, lutou pela aceitação do lado de lá e acreditou-se que seria anunciada a sua alternativa, com pompa e circunstância, na Feira de São João, em Badajoz, sobretudo depois de ter aberto a porta grande da praça de Olivenza, no arranque de temporada.

Tudo deixou a desejar, recebendo uma alternativa não anunciada, entrando pela porta da substituição. Podem-se alvitrar os motivos, mas, sejam eles quais fossem, não era este o postím que se impunha e que seria o pontapé de saída, com o lançamento que merecia.

Do que ainda resta por aqui e de nomes como António João Ferreira, injustamente lesionado com gravidade e de uma boa faena de Manuel Dias Gomes, em Vila Franca, pouco mais há a dizer e que não seja a capacidade de luta de Nuno Casquinha, sobretudo no Peru, onde apesar de tudo, continua, não desistindo mesmo sem pisar os palcos de maior compromisso, no país citado.

Neste balanço, não podemos esquecer a ausência e esta sim, escandalosa, de Pedrito de Portugal, no Campo Pequeno, no ano em que comemorou 25 anos de alternativa e do lamento de que não fosse à ‘sua’ Moita, numa lacuna, colmatada pela soberba actuação de Antonio Ferrera.

Foi sua, de Antonio Ferrera, a melhor actuação da temporada em terras lusas, chegando mesmo a emocionar, numa noite histórica, em que saiu em ombros pela Porta Grande.

Se quisermos falar de futuro no que ao toureio a pé concerne, não se esconde a preocupação com o plano 'novilheiro', débil na nossa opinião, mas com vários alunos inscritos em escolas de toureio, o que faz com que se renove a esperança pese embora, saibamos o quão difícil é vingar neste mundo...
Diogo Peseiro surge como o mais experiente, mas... há outros que merecerão a nossa atenção, acompanhando-se os próximos 'episódios', a bem de uma vertente do toureio que não queremos que se dissipe...

Este balanço, jamais se poderia concluir, sem que antes, houvesse referência aos detalhes de bom gosto, da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, ao homenagear dois dos seus matadores de toiros, José Júlio e Mário Coelho, perpetuando as suas ‘imagens’ com estátuas nas ruas da cidade.

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