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Balanço da Temporada - Empresas

  • 2019-12-19 21:50


Quando pensamos em tauromaquia, obviamente que pensamos de imediato no binómio constituído pelos artistas e pelo toiro, de forma completamente aleatória.

Se certo é que a tauromaquia existe com o mote dado pelo toiro, o Rei da Festa, como na gíria costumamos dizer, certo é também, que necessitamos de quem o toureie e em Portugal, de quem o pegue, fazendo jus à nossa identidade cultural.

Contudo, existe uma análise ou balanço a ser feito, de não menos importância que analisar o ‘toiro’, o ‘artista’ ou o ‘forcado’. Ponderar sobre a actividade empresarial é mais que necessário, sendo de facto esta, a máquina empresarial, a fazer girar tudo o que envolve o ‘mundo do toiro’, ou seja, a proporcionar triunfos, fracassos e até e principalmente, a gerar negócio numa área que se pretende, obviamente, rentável…

Primeiro que tudo, é importante não esquecer, que esta actividade, depende além do sucesso do espectáculo, da premissa imediatamente anterior, ou seja, do aliciante do cartel exibido e da quantidade de espectadores que esse elenco consegue ou não levar a uma praça.

A rotatividade de nomes exibidos em cartazes portugueses, está cada vez em circuito mais fechado, porque, ora mais que em qualquer outra altura, um apoderado é empresário e vice-versa, o que proporciona o tal circuito fechado. Infelizmente fechado!

A cartelaria do ano, variou muito pouco e a repetição, foi uma constante difícil de gramar…

Fácil entender, que nomes como Luís Rouxinol (pai e filho), João Moura, João Moura Júnior, António Telles, Francisco Palha e João Ribeiro Telles, foram dos nomes mais repetidos e não custa entender o porquê… À excepção de António Telles, todos os outros têm apoderados que são também gestores de tauródromos e assim foi a coisa…

Com base no que atrás referi, ouso dizer, que deste mal sofreu a mais importante praça de touros do país, onde, o gestor de actividades taurinas, leva a carreira de três toureiros… curiosamente ou não, três dos que mais se viram no Campo Pequeno. Quiçá uma coincidência, como, coincidência terá sido também, o facto de ali vermos repetidamente, os outros que não apodera, também repetidas vezes pelas bandas da capital, bem como pelas bandas da Nazaré, bem como pelas bandas de Almeirim e por aí fora…

Mas deixemos Rui Bento, o elo comum a tudo isto e voltemos ao que realmente importa. O Campo Pequeno!

Todos sabemos que não foi a temporada ‘top’ do Campo Pequeno. Repetições e mais repetições, cartéis banais e tiros ao alvo, não acertando no mesmo, como corridas de matadores unicamente portugueses, sem apoio de figurões espanhóis. Uma bilheteira moribunda, como se previa, numa única corrida esgotada, a de Gala à Antiga Portuguesa.

Houve novamente ausências incompreensíveis. Diego Ventura não veio (pelo terceiro ano consecutivo) e Pedrito de Portugal, numa soma de ausências cuja conta já se perdeu.

Rui Bento, ali gestor há cerca de 13 anos, está ‘gasto’ em ideias, em fórmulas de sucesso, constituindo mais do mesmo naquela praça, refém de devoções e obrigações.

Palavra de apreço a Ricardo Levesinho, não pelo costumeiro e sério trabalho levado a efeito em Vila Franca, mas sobretudo, pelo ‘ar fresco’ na Moita, tornando a feira sobriamente mais comedida, mas com melhores resultados. A sorte esteve do seu lado, com o clima a ajudar e o labor de Ferrera também, marcando a sua primeira passagem pela Daniel do Nascimento, como muito positiva.

Palavra de apreço pelo bom trabalho (como sempre), desenvolvido pela Junta de Freguesia da Abiul, mostrando sempre ao que esteve, mas este ano vindouro, ao que vai…

Como momentos positivos, regista-se a coragem de devolver à Barquinha, um toureiro de genialidade, fazendo reaparecer Salgueiro, por parte de José Gonçalves e a grande Feira de São Mateus, no Coliseu Comendador José Rondão de Almeida, por parte de Luís Pires dos Santos, com uma soberba homenagem póstuma a Joaquim Bastinhas.

A Celestino Graça reviveu em público, embora longe dos Figurões levados anteriormente a uma praça que sempre foi maior que as demais…

Praças esgotadas, foram infelizmente poucas… A saber, Elvas, numa das tais que referi lá atrás, onde actuaram figuras como João Moura, Paulo Caetano e Diego Ventura, entre outros; Évora, com a singular presença de Pablo Hermoso de Mendoza; Caldas da Rainha, na tradicional e sempre boa data de 15 de Agosto e, Campo Pequeno, na corrida também ela muito apreciada, que é a de Gala à Antiga Portuguesa.

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