O mundo está diferente. De quando em vez o mundo reorganiza-se, ajeita-se, mistura-se, baralha e dá de novo como uma espécie de placas tectónicas que, abanão daqui e dali, vai colocando no sítio (seja ele qual for) e transforma o território tal e como o conhecemos hoje. O que resta saber e infelizmente não é difícil adivinhar, é quando se dará o terramoto e qual a sua magnitude…
Temos a sorte ou o azar, de viver neste tempo de reorganização geopolítica. Tivemos a sorte de conhecer a paz e a calmaria, para agora, assistir a uma reorganização feita com métodos estranhos, ausência total daquilo que são as regras e leis do direito internacional e o borrifar na alma de todas as convenções.
Nunca esquecer que os maus serão sempre os maus e os bons, sempre os bons, mas, atenção aos ditadores, que podem vestir várias roupas, ter cabelo escuro ou loiro, pele morena ou apenas bronzeada… Os ditadores, podem ser mais ou menos simpáticos, mais ou menos prepotentes, mais ou menos poderosos, mas serão sempre – ditadores!
Além da Rússia versus Ucrânia; de Israel versus Gaza; surge agora a Venezuela num papel de meio vítima e meio salva; meio feliz e meio triste; mas roubada e isso é mais que certo.
Veremos o que se passará com a Gronelândia, com as Lages e por aí vamos… Mas voltemos à Venezuela e ao país taurino que é. Que orgulhosamente, é!
Pode a Venezuela sofrer com a mudança de gestão? Ah pois claro que pode e não me parece que seja por agora, por isso cuidado ao cantar-se vitória.
Mas as mudanças geotaurinas acontecem sobretudo em Espanha, sendo a maior delas, a de Sevilha. Quer se queira quer não, a mudança depois de mais de 90 anos de gestão, a cargo da família Canorea, assusta ou, sendo mais brandos, deixa tudo e todos apreensivos. A isto junta-se a dúvida sobre se vai ou não Morante marcar presença. Cá para mim, que gosto de alvitrar coisas, a ida depende sobretudo do afastamento de outros e por aqui me fico…
Por cá, é Charraz ao poder. Podem embebedar-se pelos bonitos blazers de Rui Bento agora com Salgueiro, mas é José Maria Charraz que manda nisto tudo. Verdade?
Não termino o capítulo das mudanças, com o terrível presságio para um ano que começa mal, com o falecimento abrupto e inesperado do patriarca dos Levesinhos. Abanão forte para esta família que foi tão-só, o grande “pilarete” dos últimos anos na tauromaquia, com as suas simpatias, elegâncias e saber-estar. O resto que por aí dizem, é tão pouco face aos antagónicos valores que agora imperam nos “eleitos” triunfadores.
Que as mudanças venham por bem, sem ditaduras, sem totalitarismos e sem “importâncias” bacocas.
