Caso para dizer, “prémios, para que te quero”… para nada, como é óbvio.
Vejamos que seriedade têm os troféus, prémios e/ou o que se queira chamar.
Portugal é um país de modas, mas modas fugazes, rápidas e que rapidamente dão lugar a outras, igualmente pouco duradouras, mas principalmente, e isso sim, é preocupante, pouco sérias.
“Antes”, eles eram prémios nas e das tertúlias, dos sites, jornais e afins, depois evoluímos para as Galas, com direito a prémios arrestados por alegadas nomeações cinzentas, enfim… Houve este ano e importa dizê-lo, a elegante cerimónia de entrega, em Santarém, do primeiro “Prémio Nacional de Tauromaquia”, com tributo a um homem que mereceu de forma justa e honrada o galardão escolhido. Curiosamente e apesar da sala cheia, não reuniu os trajes de gala dos que gostam de uma festinha, presumindo de presumir de alguma coisa. Enganaram-se ao não marcar presença. Aquilo sim teve uma “natural” categoria. Ponto!
Mas garanto-Vos uma coisa, não faria este artigo se o motivo fosse falar da defunta Gala da Tauromaquia. Para que interessa isso… Condenada à morte desde que nasceu, pelo simples e primeiro facto de que tudo onde se “metem” certas pessoas, tem fim rápido.
O sim me leva a escrever este artigo, é a minha total indignação com os Prémios da Sociedade Moitense de Tauromaquia relativamente a esta temporada da Moita. É certo que a temporada foi em tom “estranha”, empobrecida de qualidade, mas também é certo que a cavalo houve um triunfador… mas e não é que a Sociedade Moitense de Tauromaquia achou que não?
Custa-me horrores dizer isto, porque considero a Moita, a Sociedade e a forma como em tempos idos defendeu a sua praça de touros e afición. Custa-me porque fui sempre magnificamente recebida nas Galas de entrega de troféus. Custa-me por todo o prestígio que esta “organização” sempre encabeçou, mas, não posso estar em mais desacordo com a não atribuição de prémio ao melhor cavaleiro.
E esse melhor cavaleiro, foi Miguel Moura.
Atenção. Miguel Moura não foi apenas melhor que os outros. Miguel Moura foi quiçá aquele que nos últimos anos iria receber o troféu com a maior das justiças, não por ser amigo deste e daquele, mas pelo que fez na arena.
Adoraria que alguém viesse a terreiro explicar a decisão… a estúpida decisão de deixar deserta esta categoria. Caso contrário, serei forçada a achar que me enganei com a Sociedade Moitense e o seu sentido de justiça.
Fica a certeza, de que Miguel Moura foi não só o triunfador na categoria de cavaleiro, mas, principalmente, que foi do que melhor se viu na Moita.

