E pronto, a temporada está a ponto de terminar, não sem antes “fecharmos portas” nas tradicionais corridas do fim de Outubro e primeiro dia de Novembro.
Sobre isto, tenho algo a dizer… muito mais que uma publicidade não vendida, importam-me hoje outros valores e por esse motivo, tenho que falar na corrida de Évora do próximo dia 31 de Outubro, às 17 horas. É preciso ir. É preciso ir pelos toureiros, pelos forcados, pelos touros, mas muito mais que pela tauromaquia, por aqueles que amam a vida e passam maus momentos, querendo uma única coisa, uma oportunidade… Oportunidade para ultrapassar uma provação e dela sair vitorioso. Temos, sim, temos de ajudar o Tiago Laranginha e se a solução for ir a Évora, pois que seja e que se esgote o tauródromo alentejano. A iniciativa é meritória por parte da empresa e nós, temos que dar o exemplo. O Tiago tem cancro. “Ontem” perdi o meu Pai para esta doença horrível, amanhã posso ser eu…
Posto isto e feito o apelo que não poderia deixar de fazer, regressemos ao outro lado da tauromaquia. Aquele lado chato e que percorre uma ladeira inclinada… Se por um lado temos uma Golegã vitoriosa, consagrando a sua Festa da forma que merecia, temos uma iniciativa que, merece ser apoiada por todos aqueles que gostam de festejos tauromáquicos e que não vivem sem eles. Faz parte da responsabilidade de todos os nós, tentar, participar, fazer a nossa parte e hoje, prometo que não vos peço mais nada. Porque haveria mais… poderíamos pedir mais preocupação com o futuro de Alcácer do Sal. Até quando se vão “esquecer” as obras “afundadas” pelas cheias? Até quando poderá o tauródromo estar aberto? Parece fixe que se faça mais uma corrida. E outra… mas, e o “the day after” o que trará?
Esse dia chegou a Moura. Fecha. E agora. O que se segue e sobretudo, por quanto tempo? Vejam o caso de Setúbal. Todos caladinhos e creio que já será para todo o sempre e juro, que embora possa parecer, não sou pessimista, creio que sim, realista.
Chegamos a Lisboa, o perigo maior e aqui, temos novidades. A sério e sem ironias… grandes novidades. Dizem que ali atuará em 2027 Pedrito de Portugal. Juram que é novidade? Porque raio teria Pedrito ido a Idanha-a-Nova se não fosse “pagar antecipadamente” o compromisso de ir a Lisboa? A grande novidade no que concerne a Lisboa, promete não ser esta, mas sim, quem será o “novo” parceiro do aficionado Luís Miguel Pombeiro.
E a Moita? Alguém se preocupa em falar no futuro de uma das mais emblemáticas praças do país? Dizem que o “tal senhor” benemérito, novo amigo de Ricardo Levesinho e muito amigo de Pedro Penedo se enjoou (entenda-se, não lhe sorriu a sorte) e, que a Moita pode estar a caminho das mãos de Rui Bento. Pois que seja, sendo que o que realmente importa, é que se cuide desta praça e se recupere o prestígio perdido e sobretudo, que se ultrapassem as desertificações a que foi sujeita: público, prémios e cartéis de arromba.
Aguardamos novidades, tempos felizes e sobretudo notícias menos óbvias do que as que se vão dando por aí.
