Évora e a sua coberta são o espaço ideal para a realização de uma corrida de touros no Outono… contudo e nesta corrida do último dia do mês de Outubro, o espectáculo em nada dependia da cobertura do tauródromo, pelo clima completamente atípico que se viveu durante a tarde numa das capitais do bonito Alentejo.
Ambiente fora e dentro da praça. Lá dentro, escassas cadeiras vazias e até o segundo “anel” praticamente cheio.
Soube bem ir a Évora. Pela diversidade de conceitos e estilos e pelo entretenimento no geral, mas também e principalmente, pelo fato de ali, em Évora, se ter aportado um “granito de arena” ao tratamento do jovem Tiago Laranjinha. Três mil euros e os cachets dos Grupos de Forcados doados na íntegra. Se devolvermos a alguém a capacidade de sonhar, pois então, valeu a pena.
Abriu praça com uma elegante casaca verde garrafa, em veludo e prata, Manuel Telles Bastos e uma exibição simpática em crescendo na reta final.
Miguel Moura corroborou e confirmou em Évora o excelente momento que atravessa, não só de maturidade, mas sobretudo de clarividência na leitura dos oponentes e na escolha de ações e caminhos a tomar com a matéria-prima que tem por diante. Bem nos compridos e curtos, mas sobretudo nos dois palmitos geniais com que encerrou a sua prestação, com remates vistosos e ovação cerrada.
João Salgueiro da Costa tem em Évora uma aura de êxito, sendo que quase sempre que vai à Arena, triunfa ou está pelo menos muito bem. Esta tarde não foi diferente e Salgueiro andou bem desde o primeiro momento, destacando-se nos curtos, com uma brega sempre muito ligada. Deu vantagem ao oponente, cravando depois de reunir com precisão.
Luís Pimenta foi o ar fresco do festejo. Dinâmico, alegre, com ritmo e poderio, levou a efeito uma exibição sem erros e se os houve, foi porque quis dar nas vistas e isso, é o que pedimos, todos aqueles que nos sentamos numa bancada. Depois dos compridos, curtos de boa nota, com ladeios impactantes e, a terminar, duas bandarilhas com pronunciada batida ao piton contrário.
A quinta atuação da ordem, esteve por conta de Francisco M. Cortes. O dinástico toureiro andou bem, tanto em compridas, como em curtas, cumprindo com muito equilíbrio toda a sua papeleta. A última curta foi a mais destacada da sua passagem por Évora, momento em que colocou maior emoção.
Vasco Veiga colocou ponto final à tarde, com a sua boa atuação. Bem nos compridos, mas tremendamente melhor nos curtos, deixou um compêndio de boas sortes, com ligeiras batidas ao pitón contrário…
As pegas estiveram por conta de dois Grupos de Forcados: Amadores de Évora e Aposento da Moita.
Vestindo a jaqueta alentejana de Évora, estiveram na linha da frente os forcados João Cristóvão, efetivando ao segundo intento; Manuel Rosa, ao primeiro e; António Braga, à segunda tentativa.
Representando o Aposento da Moita, pegaram de caras: Rodrigo Aranha, André Silva, à primeira tentativa e o cabo, Luís Canto Moniz, ao primeiro bom intento.
Lidou-se um curro de touros da ganadaria de Santa Maria, com apresentação adequada ao tauródromo em causa e que, não complicaram em demasia a vida aos toureiros.
O espectáculo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico António Santos, assessorado pela Médica Veterinária, Ana Gomes, cumprindo-se um minuto de silêncio em memória de José Alberto Bartissol, bem como os dois forcados da formação eborense, falecidos recentemente.














































































