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Balanço da Temporada - Apoderados

  • 2019-11-27 22:15


Desde que o TouroeOuro existe e nomeadamente neste período de reflecções, que insistimos na ideia de que não existem, em Portugal, apoderados na verdadeira aceção da palavra.

Cremos de forma convicta, que existem sim, representantes de toureiros, ou seja, se quisermos contratar o artista 'a' ou 'b', teremos que ligar ao seu representante, que é o 'x' ou o 'y'. E mais, quase sempre conseguiremos contratá-los, independentemente de termos de acordar valores, o que facilmente também acontece.

Em Portugal, existe muito pouco ainda, a 'recusa' de uma proposta, como reforço de uma estratégia. O número abastado de corridas toureadas, parece ser ainda e cada vez mais, a única estratégia seguida, ou, falta dela...

O manager que mais se aproxima de tudo isto e que representa um toureiro luso, chama-se Andrés Caballero. Pode até verificar-se na capacidade de selecção de festejos feita pela dupla Fernandes/ Caballero e que se traduz em compromissos cirúrgicos, em praças de importância. Não nos cansámos de ver Rui Fernandes, porque vimos em raras ocasiões (cinco compromissos em terras lusas), sendo que inevitavelmente e por este motivo, cresce o interesse.

Por outro lado, e este sim, importa descortinar, há as trocas e baldrocas e os 'apoderados' com praças de touros. Estes parecem ser os mais apetecíveis, porque além dos tauródromos com gestão a seu cargo, têm ainda as praças dos amigos ou sócios, com quem se vai criando o labirinto de actuações, em circuito absolutamente fechado, criando uma profunda relação entre o 'deve e o haver', chegando-se mesmo ao surreal, que é organizar festejos no intuíto de pagar 'favores', ou seja, dar a corrida ao 'a', porque esse mesmo, ainda tem uma corrida em falta na praça do 'x'.

'Tu toureias na minha, eu toureio na tua...'. O método ´é de facto diferente das famosas exclusivas do ano 2013, tão criticadas ao tempo, por Rui Bento, mas, o resultado exactamente igual ao que antes a 'Campo e Praça' fez com pompa, com seriedade e dando a cara… Hoje, curiosamente, é Rui Bento aquele em que mais se notam os poderes empresariais e por consequência, a excessiva colocação dos seus três toureiros nos espectáculos de norte a sul do país. 

Se falássemos em quantidade, seria para Rui Bento o maior louvor no que concerne a apoderados.

Tudo igual ao que sempre foi, com destaque e mensão honrosa a Ricardo Levesinho, pelo maior fulgor e ar fresco que deu à carreira de João Ribeiro Telles, sendo durante o seu 'reinado', a realização de uma encerrona, sendo um momento sempre marcante na carreira de um toureiro.

 

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