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Balanço da Temporada - Cavaleiros

  • 2019-12-23 23:32


Não creio ter sido uma temporada de êxitos inigualáveis ou de grandes surpresas a nível de triunfos ou ‘petardos’ artísticos dos cavaleiros tauromáquicos, mas e porque estamos na ‘pátria do toureio a cavalo’, importa referir os nomes de quem mais se destacou positivamente, ou de grandes actuações, que importa recordar…

Talvez por saudosismo, não deixarei de citar três casos que me fizeram feliz enquanto aficionada e que, caso houvesse mais imprensa credenciada ou simplesmente, imprensa na verdadeira acepção da palavra, teria havido eco maior, dada a importância dos ditos triunfos: falo das fenomenais actuações de João Salgueiro na Chamusca e de João Moura e Paulo Caetano, em Elvas.

Depois de algum tempo de ausência, João Salgueiro reapareceu na Chamusca, envolto numa aura de triunfo. Todos iam atrás de Morante e outros artistas, mas a verdade e que aquilo que se recorda, foi uma exibição à Salgueiro, num toureio genial, eloquente ou mesmo de grandes pinceladas. João Moura, ‘abriu praça na corrida de homenagem ao malogrado Joaquim Bastinhas, no Coliseu José Rondão de Almeida, em Elvas. Jamais iremos esquecer aquela sorte de gaiola, com o toiro a dar voltas e voltas atrás da montada do Maestro de Monforte, sem que ninguém interrompesse a viagem que marcaria uma actuação ‘à antiga’. No mesmo festejo, Paulo Caetano deu também uma lição de veterania. Bem mas bem, numa prestação ao seu jeito clássico e elegante.

Quando falamos da temporada do ano que ora termina, impossível não falar dos filhos dos três ginetes que atrás referimos.

Sem ordem alguma, apenas a usada atrás, falamos da grande evolução de João Salgueiro da Costa. Não houve uma actuação, houve sim uma série de apontamentos que fazem a diferença e que no conjunto, constituem um passo mais, na sua carreira.

Dos filhos de João Moura, João e Miguel…

João Moura Júnior, foi autor, indiscutivelmente de dois grandes momentos na temporada. Campo Pequeno e Madrid, quiçá, das melhores da sua carreira e Moita, em Setembro, uma das mais desinteressantes. Que houve um antes e um depois da colhida, em Coruche, é uma certeza e que, as Mourinas foram nalguns casos o ‘prato forte’ das suas actuações, também!

Alguns apontam-no como triunfador da temporada, nós aqui, achamos que as Mourinas sim, foram as máximas triunfadoras das suas actuações.

Miguel Moura, apontava viver em 2019, uma grande temporada, Foi até ao seu equador, vindo a menos, na segunda metade.

João Moura Caetano, triunfou em praticamente todas as corridas por onde passou. O não fazer parte do ‘esquema’, valeu-lhe ficar de fora de certos festejos nos quais teria mérito para competir taco-a-taco. As suas exibições com o Campo Pequeno e o Baco, foram na sua maioria de antologia. Os toureiros de qualidade, com as quadras do mesmo nível, deveriam ver-se em palcos de compromisso, com um único objectivo, a visibilidade em maior escala das suas actuações. Porque uma lição de toureio, é no Campo Pequeno, como em Monforte.

Encerronas – A maturidade e a surpresa

Houve duas encerronas este ano e no caso, se tivesse de intitular cada uma delas, seria ‘maturidade’ e ‘surpresa’.

João Telles Júnior vestiu a pele da maturidade na sua encerrona, com palco em Coruche. Boa e variada quadra. Sentido de espectáculo e tauródromo idilicamente pensado. Saldo muito positivo, como de resto algumas das suas passagens pelas praças lusas e muito em especial, pela mais importante praça de touros do mundo, Las Ventas, em Madrid, onde cortou uma orelha ‘de lei’.

Marcos Bastinhas foi a surpresa da temporada e não adianta, dizer que ‘ai e tal só tu é que não tinhas visto que o Marcos era assim…’. Não! Marcos Bastinhas transcendeu-se na sua encerrona, em Elvas e sobretudo, transfigurou-se de forma inacreditável. As suas seis lides, foram de grande nota, sem erros, com emoções à flor da pele, mas muita e muita classe e elegância.

 

Toureio universal, de importância mundial - Pablo Hermoso de Mendoza, Diego Ventura e Rui Fernandes

Pablo Hermoso de Mendoza e Diego Ventura, protagonizaram bons momentos em praças lusas, na presente temporada, de resto, nota dominante das suas passagens sucessivas, em anos transactos. Vários palcos, vários momentos, onde, no caso de Pablo, se juntou a apresentação de seu filho, Guillermo, em dois palcos de relevo, Évora e Lisboa, esta última, de triunfo absoluto.

Rui Fernandes, é sem dúvida e por mim dito há muitos anos, a estrela sucessora de João Moura, falando de toureiros portugueses com ascensão e projecção a nível mundial. Apesar do muito bem posicionada que está Ana Rita e apesar de outras incursões de outros toureiros portugueses em Espanha, a verdade é que este toureiro, congrega e si mesmo, várias características de grande importância. Pouco visto, palcos de importância, com bons cartéis, aquém e além fronteiras. Tudo dito e em todas elas, triunfou forte!

Notas:

Palmas ainda para a regularidade com qualidade, de António Telles, Duarte Pinto e Luís Rouxinol Júnior e esperança, para que Francisco Palha agarre um lugar que na temporada passada, parecia ser seu e que deixou indubitavelmente escapar.

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