A tradição tauromáquica tem raízes profundas na história do Ribatejo, atravessando séculos e culturas. Celtas, romanos, árabes e cristãos mantiveram viva esta expressão cultural ao longo do tempo, consolidando-a como parte da identidade regional.
Os primeiros registos de touradas noturnas em Portugal datam de 1824, com eventos realizados no Pombalinho, no Páteo do Neto, contando com a presença de D. Miguel de Bragança. Estas festividades viriam a moldar a tradição tauromáquica goleganeense.
Carlos Relvas, para além de ser um talentoso fotógrafo, destacou-se como exímio cavaleiro, contribuindo significativamente para a elevação da arte tauromáquica em Portugal. Os seus registos fotográficos oferecem uma viagem visual ao passado, permitindo reviver a identidade ribatejana do século XIX.
A história prosseguiu com figuras como o Mestre Patrício Cecílio, Manoel dos Santos, Manuel Barreto, José Tinoca e Ricardo Chibanga, que perpetuaram a tradição tauromáquica ao longo do século XX até aos dias de hoje.
A exposição “Instantes de Bravura” apresenta-se como uma oportunidade única para conhecer de perto este legado, através das fotografias de Carlos Relvas e dos objetos pessoais de algumas das figuras que marcaram esta arte. Estará patente na Casa-Estúdio Carlos Relvas, entre 4 de abril e 18 de maio.