O calor era simplesmente insuportável e talvez esse facto tenha sido a razão de terem ficado a descoberto alguns dos lugares da Praça de Touros do Sobral de Monte Agraço, na sua tradicional corrida da Feira de Setembro.
Cerca de três quartos fortes de lotação preenchida num espectáculo dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico Ricardo Dias, com assessoria a cargo do Médico Veterinário, José Luís Cruz.
O cartel era jovem e impunha-se competição e em alguns casos, geraram-se triunfos, muitos deles em função dos toiros que os ginetes tinham por diante. Lidaram-se reses de Canas Vigouroux e Lopes Branco, sendo que no geral, os de Canas Vigouroux estiveram melhor apresentados e contribuiram de forma mais regular… O último de Lopes Branco, foi voluntarioso e deixou-se lidar sem levantar complicações de maior.
No sector equestre houve três atuações por cima das restantes. As de Miguel Moura, Luís Rouxinol Júnior e Tristão Ribeiro Telles. Desenvoltos, a entender os oponentes e sem que deixassem fugir os seus créditos para mãos alheias.
Miguel Moura esteve em grande como de resto tem sido seu apanágio. Nenhum touro lhe oferece impossibilidades e a sua forma de lidar, adapta-se mais ou menos ao que tem por diante. Esteve bem em ladeios e remates das sortes bem interpretadas. Motivou os primeiros sonoros aplausos do festejo, terminando com uma rosa.
Luís Rouxinol Júnior esteve também num plano de triunfo, também ele a lidar em curto e com boas maneiras. Terminou com um violino deixado a um toiro com escassez de força, mas ao qual retirou todo o sumo que tinha. Esteve em muito bom plano.
Tristão Ribeiro Telles, após brindar a sua mãe pelo aniversário natalício que cumpria, desenvolveu uma atuação de bom tipo, com ritmo e vivacidade, aproveitando o grande poder de comunicação e que facilmente chega às bancadas. Os curtos deixados foram de grande nota.
David Gomes não esteve mal, antes pelo contrário. Esteve bem, entregue à função, ao toiro e ao público. O primeiro comprido em sorte de gaiola e o violino e palmo na mesma sequência, foram os melhores momentos da sua passagem pelo Sobral.
Compunham o elenco os toureiros António Prates e António Ribeiro Telles e sem que estivessem indignos, as suas exibições foram pautadas por alguma irregularidade, passagens em falso e alguns desacertos. Contudo, ambos recuperaram sítio, deixando de boa forma a ferragem da praxe.
As pegas estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Lisboa e Cascais, vindo a ser o Grupo mais antigo aquele que mais se destacou.
Pelos Amadores de Lisboa pegaram ao terceiro intento Miguel Santos e; ao primeiro intento Daniel Batalha e Renato Avelar.
Vestindo a jaqueta de Cascais, estiveram os forcados Francisco Pinto, consumando à primeira tentativa; David Rosa à terceira e Carlos Dias, à primeira.
A fechar nota para Daniel Batalha, que fez no Sobral a sua última pega, dando justificada e merecida volta à arena com o cavaleiro e depois, em solitário.
Fotos: João Dinis





































































































