A Moita e a sua Daniel do Nascimento voltaram a abrir portas na noite deste Sábado, para receber a terceira e última corrida de touros da Feira Taurina 2026.
Noite quente, típica de um Verão que vive os seus derradeiros dias, mas que este ano emprestaram à Moita, uns dos predicados mais importantes para a tauromaquia, o bom e convidativo clima. Ainda assim, as bancadas do tauródromo não registaram mais do que dois terços fortes de entrada, para ver uma corrida com seis nomes, seis distintos conceitos e dois Grupos de Forcados.
A nota negativa do festejo, vai para os 23 minutos de atraso no início das cortesias devido à exaustiva mostra de atrelagens e charretes. A tauromaquia pode e deve ser plural e inclusiva, mas não pode maçar os presentes com largas horas sentados no cimento. Os espetáculos devem ser ritmados e sem tempos mortos ou inadequados.
É de referir que, depois de um toiro devolvido, uma cernelha demorada com três entradas ao toiro e uma volta justificada de cavaleiro e forcados, optou a organização por voltar a alisar a arena. O equador da corrida chegou à meia noite e trinta minutos… Tudo dito e assim não iremos “longe”.
O primeiro a atuar foi Manuel Telles Bastos. Lide agradável mas sem contornos triunfais. Correto nos três compridos e curtos, dentro do seu corte clássico.
Em oposição no que ao estilo concerne, exibiu-se em segundo lugar perante o público da Moita, Emiliano Gamero. Vivacidade e ritmo não faltaram, mas alguns desacertos particularmente com um violino que só ficou à terceira tentativa. No computo geral, Gamero agradou, pela sua simpatia, mas por ser diferente, “coisa” que a Festa também necessita.
Luís Rouxinol Júnior lidou um touro sem possibilidade alguma de triunfo ou até mesmo de lide, deixando a ferragem da ordem, sem história. Ainda assim e por insistência do público, principalmente com os forcados depois de uma ‘impactante faena’, optou por dar volta, diga-se, completamente injustificada.
Sem muitas opções no que ao touro que teve por diante, mas claramente desacertado e desinspirado andou Andrés Romero frente ao sobrero. Muitos toques consentidos e ferros que não ficaram “desfiguraram” a sua passagem pela Daniel do Nascimento. Lide sem música e sem volta atribuída.
António Prates foi o ar fresco da corrida, longa corrida. Bem nos compridos e curtos, nas abordagens, na brega e na segurança exibida. Rematou as sortes e teve “vontade” de aproveitar o que o oponente tinha para “oferecer”.
Por último e com o público já saturado pelas muitas horas de espectáculo, entrou na arena, António Telles filho. Boa atuação, principalmente com as curtas, deixadas com classicismo em sortes bem desenhadas, numa ‘faena’ em tom crescente.
As pegas foram asseguradas pelos Grupos de Forcados Amadores da Moita e Coruche.
Para a cara dos toiros vestindo a jaqueta dos Amadores da Moita, foram: João César, ao terceiro intento; João Pombinho, ao primeiro e; Luís Chatinho, também ao primeiro intento.
Na linha da frente pelos Amadores de Coruche, estiveram: Luís Rosado, à segunda tentativa; João Prates e Luís Gonçalves, de cernelha, à terceira entrada e; António Tomás, à segunda tentativa.
O festejo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico Rúben Fragoso, assessorado pelo Médico Veterinário, José Luís Cruz. Nota ainda pelo facto do espectáculo ter sido antecedido por uma mostra de atrelagens e charretes, tendo sido homenageado a título póstumo, José Valério Tavares da Silva Guerreiro.
Fotos: João Dinis



















































































