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Segunda da Moita – Pouca ou nenhuma história…

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By Solange Pinto on 18 de Setembro, 2026 Crónicas, Destaques
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A Moita vive na sua quinta-feira e isto não mudou, um dos seus dias mais importantes da sua feira taurina.
Tradicionalmente, na “quinta-feira da Moita” actuavam os mais destacados da temporada, mas, fruto da mudança dos tempos e dos critérios, a confeção dos cartéis não espera resultados e avança com os nomes que melhor trabalham os bastidores.
O festejo que assinalou o 75º Aniversário do Restaurante “Casa das Enguias” com brindes diversos ao proprietário do Restaurante, António Manuel Barata Gomes, teve em cartel os cavaleiros Gilberto Filipe, João Ribeiro Telles e Tristão Ribeiro Telles, com um duelo ibérico no que a ganadarias concerne: Fuente Ymbro (dois) e Conde de Murça (quatro). As pegas estiveram a cargo do Grupo de Forcados do Aposento da Moita.

Em jeito de resumo, esta corrida deixou pouca, ou mesmo, nenhuma história…

Gilberto Filipe tinha como primeiro toiro, um astado da ganadaria Conde de Murça, sendo a sua estadia na arena, curta pelo facto de se encontrar diminuído fisicamente. Gilberto, homenageado no início do festejo pela obtenção de mais um título de Campeão de Equitação de Trabalho, teve por diante, o segundo do seu lote, de Fuente Ymbro, sendo a literal “rolha”. Manso sem recursos, apenas permitiu que lhe fosse cravada a ferragem da praxe. Sem música e sem volta, foi o resultado de uma lide sem história. Frente ao segundo, a “história” viria a ser outra, com Gilberto a interpretar um toureio de timbre alegre e comunicativo frente a um sobrero de Palha que se viria a revelar muito voluntarioso e a contribuir para uma boa função do toureiro da Atalaia, na qual não faltou um violino e uma curta sem que a montada exibisse cabeçada.

O primeiro toiro do lote de João Ribeiro Telles foi da ganadaria de Fuente Ymbro, embora sem deslumbrar em comportamento, acabaria por servir, deixando que Telles cumprisse de boa forma na sua primeira passagem pela arena da Daniel do Nascimento. Ladeios, boas cravagens e bom conceito de lide formaram uma atuação de timbre agradável. O segundo toiro do lote de João Telles, pedia ofício e experiência na hora de ler as suas características e de contornar as dificuldades impostas. Telles esteve em plano lidador, quiçá numa função que não tenha chegado tanto ao público como outras, mas que teve mérito em todas as sortes resultantes de reuniões exímias, com um toiro de Conde de Murça.

Tristão Ribeiro Telles teve por diante, a abrir a sua estadia na Moita, um primeiro toiro de Conde de Murça, bem apresentado, com mobilidade e que viria a cumprir perfeitamente e a servir à lide ritmada do jovem ginete.
O primeiro comprido em sorte de gaiola foi o pronúncio para uma atuação com bons curtos e remates das sortes. Frente ao segundo a si destinado, da mesma ganadaria, Tristão não teve grandes opções pela escassez de potabilidade do oponente. Deixou as bandarilhas sem história, sem música e sem volta à arena.

Como sempre acontece à quinta-feira, o festejo teve as seis pegas a cargo dos forcados do Aposento da Moita.
Para a cara dos toiros, foram por esta ordem: o cabo Luís Canto Moniz, consumando ao quarto intento; Rodrigo Ribeiro e Tiago Nobre, ao terceiro; André Silva, à segunda tentativa e; Rodrigo Areia, à terceira tentativa.
Para último, resta falar da quarta pega, ao primeiro intento, com o selo de Martim Cosme Lopes, um dos pilares do Aposento da Moita, que esta noite se despediu das arenas, saudando o público por duas vezes, muito justamente.

O espectáculo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico Ricardo Dias, coadjuvado pelo Médica Veterinária, Maria Enes.

Fotos: João Dinis

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