Um dia bonito… bonito e muito para que todos nos animássemos a sair de casa e marcar presença num dos dois espectáculo que abriam a temporada no nosso país.
Depois de dias e dias de tempestades e intempéries diversas, este era um bom dia para o convívio e dar as boas vindas ao céu azul e às temperaturas primaveris. Só que não… Menos de um quarto de casa preenchida no Montijo. Ficam os “porquês com interrogação” de desproporção de bancada à vista como o dado que deveria dar preocupação a todos e não só ao promotor do evento. Deveria preocupar sobretudo o elenco. Deveriam pensar e repensar…
Repito. Menos de um quarto de gás na bancada e na arena, gás que cumpre a função mas que faz recordar aquelas botijas já meio utilizadas, cuja ferrugem vai surgindo por aqui e por ali por entre um ferro pesado que não desarma…
Ninguém esteve mal. Define-se em algo assim “andaram todos benzinho” que é na verdade uma expressão que me irrita. O ar fresco era Luís Pimenta, o cavaleiro menos visto do cartel e aquele que deixou alguma graça e novidade na sua passagem pela Amadeu Augusto dos Santos. Ferritos bem deixados, leveza nos movimentos, nas ações e desembaraço visível. A rever…
Luís Rouxinol abriu praça com regularidade. Luís Rouxinol Júnior apareceu uns postos mais à frente e também ele com mais movimento e garra… Ana Batista com uma exibição com gosto e sem erros; Gilberto Filipe dentro do seu conceito habitual, a empolgar com violinos (sendo o último sem cabeçada) e Tristão Ribeiro Telles, com alguma dislexia no que à regularidade diz respeito mais ainda assim com pontuais bons momentos.
E porque o festejo era obrigatoriamente misto, por alturas do seu equador, saiu à arena Joaquim Ribeiro “Cuqui”. O diestro recebeu bem o oponente de Ascensão Vaz, por veronicas… mais adiante sofreu uma voltareta sem consequências e na muleta, tentou ligar passes, sem que no entanto houvesse um resultado final redondo e sim, muletazos de qualidade, mas isolados.
As pegas estiveram por conta de três grupos de forcados: Amadores da Moita, Tertúlia Tauromáquica do Montijo e Amadores do Montijo.
Pelos Amadores da Moita, foram na linha da frente os forcados Carlos Domingos e Tomás Ferreira, à segunda e primeira tentativas, respetivamente.
Pela formação da Tertúlia Tauromáquica do Montijo, foram caras Wilson Gomes, consumando ao terceiro intento e; Diogo Oliveira, à primeira tentativa.
Vestindo a jaqueta dos Amadores do Montijo, pegaram em consumações à terceira e primeira tentativas, os forcados Manuel Marques e João Rebelo.
Lidaram-se reses das ganadarias de Ascenção Vaz, Herdade de Pégoras, Veiga Teixeira e Conde de Murça, cumpridores em comportamento, sendo este último o mais “distraído”, lidado por Luís Pimenta.
Todos os cavaleiros, matador e forcados deram volta à arena, sendo que no início do espectáculo foi cumprido um minuto de silêncio em memória de António Van Zeller Palha, pai do cavaleiro Francisco Palha.
O festejo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico Tiago Tavares, assessorado pelo Médico Veterinário, Gonçalo Louro.
Fotos: João Dinis
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