Anunciava-se uma Homenagem ao campino José Mimoso e assim foi na tarde desta sexta-feira, Dia do Trabalhador, no Cartaxo.
O tributo feito por alturas do intervalo, foi sentida, aplaudida e acompanhada na arena por muitos campinos que ali marcaram presença.
Presença mais que importante também no que concerne a público. A bancada (excluindo-se a alta) praticamente cheia, em tarde calorosa e fácil de contar no que ao resultado artístico diz respeito. O curro de toiros rematado sem serem necessários quilos sobrados, da ganadaria do Eng. Jorge de Carvalho, emprestou mobilidade, vivacidade e colaboração no seu geral, aproveitado pelos artistas, dentro daquilo que puderam e souberam…
Não precisei que Parreirita me convidasse para almoçar, para reconhecer que foi enorme e único triunfador da tarde e ainda por cima, escrevo porque estive lá para ver. Felizmente. Não foram precisos telefonemas. Escrevo porque vi, coisa que agora parece estar fora de moda, numa era em que se escreve porque sim, sem se ver…
Parreirita Cigano é um toureiro fresco, feliz a andar a cavalo e com um toiro por diante e isso nota-se. É óbvio que o seu toureio tem um fio condutor e é ensaiado, mas improvisa quando a isso é chamado e toureia, com alma! Duas grandes atuações, com verdade, com tremendismo quando assim entende, com ferros de grande nota. Feliz passagem pela arena, nas duas lides, ambas de mérito.
Luís Rouxinol não esteve mal, esteve em plano regular, mas, esse plano foi também ele condicionado pela escassez de transmissão dos oponentes, sendo o segundo do seu lote, o mais complicadote de toda a corrida. Rouxinol cumpriu, deixando no primeiro um bom par de bandarilhas e no segundo, rematando com um palmito
Joaquim Brito Paes foi autor de uma segunda atuação mais “maturada” que a segunda, e ainda assim, em ambas sem redondear completamente. Na segunda alguns desacertos e um violino falhado, retificando sem “violinisses“… No segundo, esteve num patamar mais eficaz e nos derradeiros ferros deixou-se ver mais, elevando o tom, com dois curtos com batida ao piton contrário.
As pegas estiveram por conta de três grupos de forcados amadores: Coimbra, Arruda dos Vinhos e Cartaxo.
Pelos de Coimbra, pegaram de caras Bruno Monteiro, ao segundo intento e; Henrique Forne, à quinta tentativa.
Vestindo a jaqueta dos amadores de Arruda dos Vinhos, estiveram na linha da frente, Tiago Pombo, concretizando pega à primeira entrada e; Rodrigo Gonçalves, à quinta.
Por último e com as “cores” da formação do Cartaxo, pegaram Bernardo Sá, ao primeiro intento e; Tiago Fonseca, à segunda tentativa.
Antes do início do espetáculo foi cumprido um minuto de silêncio em memória do malogrado embolador Luís Campino, falecido recentemente, sendo o festejo dirigido com correção pelo Delegado Técnico Tauromáquico Manuel Gama, assessorado pelo Médico Veterinário, José Luís Cruz.
Fotos: João Dinis







































































