São Manços é uma terra que respira respeito, silêncio e afición e tudo isto, porque vive no que à Tauromaquia concerne, de e para forcados. Se assim não fosse, o seu povo nunca teria entendido a ausência de festas no passado ano, tudo pelo luto a um “filho” da terra..
Voltaram as Festas, as celebrações, mas também as lembranças em torno do “Menino de Ouro”, Manuel Trindade, falecido a pegar touros… “Menino de Ouro” é de resto o nome do pasodoble que a Banda Filarmónica Nossa Senhora de Machede, hoje estreou, sendo o momento assinalado com a entrega da partitura a Pedro Trindade, pai do valoroso forcado.
E porque nos momentos em que decorria o espectáculo de casa absolutamente cheia, decorriam as cerimónias fúnebres de outro jovem forcado falecido, cumpriu-se, ali em São Manços, um minuto de silêncio em memória de Luís Campino e Frederico Cunha.
Importa realçar que o festejo foi também antecedido por um momento dedicado à Fé e Religião, com o passeio a ombros e na arena da imagem de São Manços… à luz da vela…
Por ser uma terra de jaquetas, comecemos pelos forcados, esta noite representados pelas formações de Santarém e São Manços.
A noite foi dura, em alguns momentos, de desacerto e pouca clarividência por parte dos forcados, mas repito, dura pela essência de comportamento dos touros que tinham por diante.
Pelos Amadores de Santarém, pegaram ao terceiro intento António Queiróz e Melo; ao sétimo, Duarte Palha e Caetano Gallego, consumando à primeira tentativa.
Representando o Grupo da casa, ou seja, São Manços, foram na linha da frente e com um pegão à primeira tentativa, vencedor do troféu em disputa para a melhor pega, Rodrigo Grilo; João Amador à primeira tentativa, dobrando as quatro iniciais de e Martim Moreno, numa efetivação ao sexto intento.
No sector equestre, o elenco era composto por Miguel Moura, Luís Rouxinol Júnior e Paco Velasquez.
Resta dizer, que os toiros da ganadaria Prudêncio, bem apresentados e sem reparos quanto a isso, foram duros, complicados, sem grandes condições de lide e muitas vezes só se empregando com maldade, mas que transmitiram, isso sim, transmitiram…
Miguel Moura no segundo do seu lote, utilizou a mesma montada em compridos e curtos e dai não viria mal ao mundo se “nisto” residisse um triunfo. Não foi o caso, sendo uma atuação discreta.
Frente ao primeiro houve mais ar de graça a cargo de uma brega mourista, mas a que o público respondeu com alguma frieza. Miguel deu volta no primeiro, não deu no segundo, embora lhe fosse concedida.
Luís Rouxinol Júnior foi exactamente ao contrário de Miguel, ou seja, “gostou-se” mais no segundo do seu lote, recriando-se também numa brega ladeada, com cercanias e tentativa de criar alguma emoção. Na lide do primeiro primou pela regularidade mas sem brilhantismos.
Paco Velasquez não deu volta no primeiro do seu lote, unicamente porque assim entendeu. Esteve em plano regular, mas a demonstrar itenções ao receber o oponente à porta gaiola.
Frente ao segundo e com um toiro menos transmissivo, deu tudo de si, mas sem alcançar triunfo sonoro, não por demérito seu, mas muito por “culpa” do Prudêncio. Cumpriu e desta feita, sim, deu volta.
O festejo foi dirigido por António Santos e Carlos Santana, Delegado Técnico Tauromáquico e Médico Veterinário, respetivamente.






















































































