Todos sabem que tenho em comum com Miguel Alvarenga o facto de não ser super fã de Natal. O Natal é para mim um marco, sim, mas no capítulo mais simbólico do que é o nascimento. Nascimento de Jesus, nascimento de esperanças, de intenções e objectivos. Irritam-me as solidariedades pontuais. O hipocrisia da época. As corridas às compras. As obrigações diversas. Gosto mais da “viragem” do ano. A mentalização de que se quebrou um ciclo e nasce outro, é para mim a alavanca para o sonho. Sonhemos portanto… sonhemos que este ano não vamos ter choques diversos, avassaladores. Duros e…
Autor: Solange Pinto
O grande problema da tauromaquia lusa, é a indubitável escassez de renovação num dos sectores mais importantes do panorama nacional e aquele, que a par com os forcados, marca a identidade da Festa dos Touros falada em português, ou, em palcos lusos. Abordar a escassez de renovação, não é de todo falar de quantidade e quiçá e eventualmente, não de qualidade, mas sim de carisma, diferença, surpresa e competição. A surpresa, mata-se tarde após tarde, quando sabemos exatamente qual o cavalo que vem a seguir aos compridos, qual o cavalo que sairá na segunda lide e qual o número com…
As temporadas, esta, as passadas e as futuras, fazem-se de nomes que carregam histórias… Os nomes que marcaram épocas, sentimentos, culturas distintas dentro desta própria cultura que é a tauromaquia e valores singulares, que aportaram ou dão ainda algo à tauromaquia. A título póstumo houve um nome que andou nas bocas do país nesta temporada, trazido e lembrado pela sua família, não deixando esquecer quem foi Manuel dos Santos, no ano 2025, ou seja, quando cumpriria 100 anos de vida. Manuel dos Santos foi matador de toiros, empresário e mais que digno embaixador da tauromaquia não só no seu país,…
Tanto haveria para falar/escrever sobre os Grupos de Forcados.Que são os verdadeiros e ilustres amantes e defensores da Festa, ninguém tem dúvidas.Que são os intervenientes diretos na tauromaquia mais consensuais, também ninguém tem dúvidas e é deles, a honra de muitas das vezes e de forma discreta, sem encabeçarem cartazes, levarem gente às praças, com paixão e fervor. Falar de Forcados neste ano 2025, é falar de Manuel Trindade e do seu precoce desaparecimento. A jaqueta que envergava, a de São Manços, pouco importa, ou melhor, importa, porque é valorosa e com méritos logrados, mas não importa no caso, porque…
Não prometia ser um ano fácil no que a ganadarias concerne e não foi. Como momento altamente marcante, contam-se os últimos toiros lidados da ganadaria de Jorge Mendes e a alienação da ganadaria Vinhas, com todos os “medos” que daqui podem advir. A vida é isto e o empobrecimento de raízes é cada vez mais um facto. Em Portugal continuam a existir ainda assim, nomes verdadeiramente marcantes no campo bravo: Murteira Grave é um deles. Sempre que se anuncia esta ganadaria, o evento ganha importância e isso é sinónimo de prestígio. Além fronteiras, este ferro e o seu criador, conheceram…
Se pensarmos numa atividade comercial, pensamos em lucro, sustentabilidade e autonomia.A actividade empresarial no sector taurino, além do atrás descrito, tem a missão de a estes ingredientes, vender sonhos, triunfos, praças cheias porque só dessa forma se consegue ambiente e vitalidade e claro, competitividade. Pensemos claro, que para se ser competitivo não pode faltar a comodidade e originalidade. É aqui que a “coisa” se torna complicada, num país pequeno, onde a temporada e na maioria das circunstâncias, vive mais do mesmo e nem sempre o expectável é o que realmente vende. Neste capítulo a maior ovação vai para o cartel…
Continuamos e continuaremos sempre convictos que existe em Portugal, afición de sobra para o toureio a pé. Recordo-me de há duas temporadas atrás, Luís Miguel Pombeiro ter justificado a ausência de toureio a pé no Campo Pequeno com o facto de o público não acorrer ao chamado. Só que não Estava errado e isso não é pecado. A prová-lo a sua própria praça, ou seja, o Campo Pequeno e a vinda de êxito de Andrés Roca Rey, a esgotar praça cerca de uma semana antes da corrida. Nazaré igual no que a êxito de bilheteira concerne, com Morante de La…
Continuo a achar que em Portugal não há apoderados.Há anotadores de agenda e que se se descuidam, correm o risco de errar o preenchimento da referida papeleta. Hoje, muito mais que há uns anos atrás, existe a fortíssima tendência ou quiçá, desespero, dos toureiros que se entregam com privilégio aos apoderados que em simultâneo têm praças. Garantem um número de corridas, dormem um pouco mais descansados, mas “vai-se” a competição e a componente de “dar o litro”. E está tudo bem com a parte da tranquilidade, só não está bem na ausência total de obrigação de dar tudo em prol…
Bandarilheiros, peões de brega, subalternos… Prefiro chamá-los de toureiros de prata, porque na verdade, são toureiros, e são sobretudo muito importantes na lide de qualquer toiro, seja na coadjuvação de uma lide a cavalo ou de uma lide a pé. Em Portugal a tradição de valor neste sector é sobejamente conhecida e felizmente, há qualidade aos “montes”. As escolas de toureio são importantes formadoras de conhecimento e muitos dos bandarilheiros de hoje, quiseram e sonharam ser matadores de toiros. Nem todo, ou melhor, nenhum tempo foi perdido, pois a experiência que muitos adquiriram como novilheiros, confere-lhes hoje, a experiência de…
TRÊS, A CONTA QUE DEUS FEZ! Falar de imprensa taurina em Portugal, é falar de prestígio, antiguidade e sobretudo de uma história fácil de contar. Como introdução e falando de factos que não discutem argumentos, contamos a extinção de corridas televisionadas como um dado que não é de hoje e que, fez infelizmente parte da lista de “não feitos” da Prótoiro. Habituemo-nos e por isso, há que dar valor a quem está… Dos artigos, noticias e demais conteúdos pagos pela Prótoiro na imprensa generalista, não reza a história, por não ser natural, mas reza sim, a força de “um” Correio…
