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PS em Santarém diz-se aficionado mas põe em causa apoio da Câmara às atividades taurinas

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By Redação on 18 de Março, 2026 Destaques, Noticias
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A defesa da Tauromaquia voltou ao centro do debate político em Santarém, depois do vereador eleito pelo Partido Socialista, Pedro Ribeiro, ter criticado o apoio municipal de cerca de 150 mil euros destinado a atividades taurinas na Monumental Celestino Graça e a outras iniciativas associadas à Festa Brava.

“150 mil euros consideramos ser muito dinheiro. Em termos comparativos o valor para apoio a toda a atividade regular desportiva em todo o concelho aprovado nesta reunião é de 490 mil euros”, apontou o autarca socialista, que ainda assim se afirma “aficionado”, sendo presença regular em alguns espetáculos tauromáquicos na região.

Em resposta, Cláudio Miguel, Vice-presidente da PróToiro e Presidente da Associação Nacional de Toureiros, num comunicado emitido esta terça-feira, 17 de março, sublinha que este montante “não é despesa, mas investimento”, com efeitos diretos na economia local, no turismo e na preservação da identidade ribatejana.

Segundo o comunicado, cada corrida ou evento taurino desencadeia uma cadeia económica que começa dias antes da abertura das portas da praça: cafés, restaurantes, alojamento local, bombas de combustível, talhos, mercearias e pequeno comércio ajustam stocks, equipas e horários, para responder ao aumento de procura. Nas ganadarias, o trabalho prolonga-se ao longo de todo o ano – com tratadores, vaqueiros, veterinários, fornecedores de rações e serviços – para que, em poucas horas de espetáculo, se materialize o esforço de dezenas de profissionais.

O documento lembra ainda que em torno da Tauromaquia existe um vasto tecido de empresas e profissões especializadas – cavaleiros, matadores, toureiros, apoderados, equipas de montagem de praças desmontáveis, transporte, comunicação, bilhética, limpeza, segurança privada – para quem a Festa “não é uma tradição abstrata, mas a origem do ordenado ao fim do mês”. Em muitos concelhos do Ribatejo, Alentejo, Oeste, Beira Interior, Estremadura e Açores, as temporadas taurinas e festejos populares representam o ponto alto da atividade económica anual, ajudando a fixar população em territórios sujeitos à desertificação.

No plano turístico, o comunicado recorda que Santarém tem conseguido afirmar-se como palco de referência, recebendo algumas das maiores figuras mundiais do toureio, como Manzanares e Roca Rey, capazes de esgotar a Monumental Celestino Graça e de gerar receitas de bilheteira que, isoladamente, podem igualar ou ultrapassar o valor global agora contestado. Estes espetáculos atraem sobretudo visitantes de França, Espanha e da América Latina, com maior poder de compra, que permanecem mais dias no território, consomem gastronomia local, adquirem vinhos, produtos regionais e serviços turísticos complementares.

A Tauromaquia é apresentada como produto âncora de um turismo cultural e experiencial que inclui visitas a ganadarias, provas de vinhos, passeios a cavalo, romarias e eventos equestres. Nesta oferta entram o cavalo lusitano, o artesanato, a gastronomia, o canto e o mundo rural, sendo a Festa o “fio condutor” que articula todos estes elementos. Para os defensores do apoio municipal, a opção por investir neste setor contribui para descentralizar fluxos turísticos, tirando visitantes do eixo Lisboa–Porto–Algarve e canalizando-os para o interior, aliviando a pressão sobre os grandes centros urbanos.

O comunicado chama também a atenção para o “cluster” económico ligado à Tauromaquia, que vai dos criadores de gado bravo à ourivesaria, alfaiataria, fabrico de arreios, chapéus, som, luz, montagem de estruturas, bares, roulottes, tipografias e venda ambulante. A Festa exporta genética de gado, cavalos, arreios, artesanato e conhecimento técnico, podendo, segundo os signatários, ser encarada como um setor com potencial de inovação e internacionalização, e não como “um vestígio do passado”.

Do ponto de vista laboral, são referidos diversos serviços e profissões específicas: treinadores, moços de espada, directores de corrida, médicos, enfermeiros, veterinários, picadores, técnicos de segurança, fotógrafos e comunicadores, entre outros, que detêm competências “raras e dificilmente transferíveis para outros sectores”. A PróToiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia, que representa vários intervenientes da Festa, tem procurado, em articulação com entidades oficiais, valorizar e certificar estas profissões, criando percursos de formação e ligando estes saberes ao ensino profissional e superior.

Na resposta política à crítica do PS de Santarém, que considerou “excessivo” o valor global atribuído pela autarquia à empresa concessionária da praça e à compra de bilhetes para três corridas em 2026, o comunicado insiste que se trata de um montante com efeito multiplicador na economia local. Argumenta-se que, perante cachets de figuras internacionais capazes de se aproximar destes valores, o impacto em bilheteira, alojamento, restauração, comércio e emprego sazonal “supera largamente” o apoio público.

Os autores do texto consideram “parcial e populista” criticar o financiamento municipal sem avaliar o retorno económico e social da Tauromaquia para Santarém e para o Ribatejo. E concluem que o debate não deve reduzir-se a uma oposição entre ser “a favor ou contra” as touradas, mas ter em conta “milhares de profissionais e famílias que vivem da Festa”, pedindo que, antes de propor o fim de apoios ou o término da atividade, se respeite “quem dela depende e sempre a viveu no seu território”.

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