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Santarém – Dia de Portugal e o Dia do João…

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By Solange Pinto on 11 de Junho, 2026 Crónicas, Destaques
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A corrida do Dia 10 de Junho, Dia de Portugal, é um clássico da temporada taurina portuguesa.

Com as alternativas fora de moda no que a esta data concerne, mas data escolhida por muitos em tempos idos, foi este o dia escolhido pelo TouroeOuro para vir ao mundo que escolheu como sendo o seu. O dia onde a tauromaquia se vive na maior praça do país, onde respira toiros, forcados, cavaleiros e até toureio a pé…

Passaram quinze anos desde que o TouroeOuro se tornou realidade, continua a ser uma realidade e será até que a tauromaquia exista. Hoje, diferente de há quinze anos atrás, a corrida com palco na Monumental Celestino Graça, foi mista, contando com três quartos de lotação preenchida, com total enchente dos sectores de sombra. Ambiente, calor e aquele burburinho tão típico destas tardes de toiros…

O cartel reunia três toureiros cujo primeiro nome é João. Cabe-me dizer, que João é também para mim, sinónimo de universo, de aconchego, de mimo, de proteção… e é para dois homens que levam este nome, que escrevo hoje estas linhas… João (meu Pai – …e isto “chega”), João (o meu companheiro de vida) e grande foto-jornalista, parte maior desta “casa”.

Passado este momento de egocentrismo, voltemos ao cartel composto pelos toureiros João Moura Júnior, João Ribeiro Telles e Juan Ortega.

João Moura Júnior teve a “sorte de sortear” dois soberbos toiros de António Raul Brito Paes. O primeiro, mais escasso em trapio, o segundo, com melhor tipo, mas ambos de qualidade, motivando a volta do ganadeiro à arena.
Em ambos, o primeiro comprido foi deixado em sorte de gaiola, sendo que frente ao primeiro houve dois distintos momentos, aquele em que citou de praça a praça, reunindo apos batida ao piton contrário, para depois, optar por um toureio de cercanias e remates das sortes, a duas pistas. Frente ao segundo, um toiro com expoente máximo de alegria e bravura, Moura deu vantagens ao oponente, deixando-o brilhar. O segundo curto é um hino, os restantes muito bons. Grande atuação.

João Ribeiro Telles, tal como o seu antecessor, lidou dois astados de António Raul Brito Paes, que serviram sem que contudo igualassem a qualidade dos lidados por João Moura Júnior. Frente ao primeiro, Telles andou bem, com uma lide de bom nível, cumpridora, com batidas ao piton contrário e ladeios. Apesar de tudo, a função não atingiu níveis de triunfo sonoro. Frente ao segundo a conversa foi outra, com Telles a pisar os terrenos do toiro, citando de largo, reunindo na perfeição e com emoção, deixando excelentes bandarilhas, com término num palmito de grande qualidade.

As pegas foram destinadas às formações de Santarém e Montemor, reafirmando uma competição antiga…

Para a cara dos toiros, vestindo a jaqueta dos Amadores de Santarém, foram Francisco Cabaço e Caetano Galhego, consumando pegas ao primeiro intento, em duas grandes funções.

Na linha da frente, em representação do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, estiveram José Maria Cortes Pena Monteiro e Vasco Ponce, em duas soberbas pegas, concretizadas à primeira tentativa.

Juan Ortega compunha o elenco misto, com a lide de toiros da ganadaria de Calejo Pires. Os dois astados foram assobiados na sua saída à arena pela escassez de trapio, contudo, o segundo destacou-se pela positiva, pela qualidade, qualidade essa aproveitada pelo diestro espanhol, autor de uma faena de maior classe, temple e estética, desenvolvendo passes de maior cadência e plasticidade. Houve variedade, rigor e tudo resultou num labor muito aceitável. Frente ao primeiro, Ortega apenas cumpriu, embora sem alardes de triunfo, escutando ainda assim música e dando volta à arena. Juan Ortega brindou a João Moura e ao público, respetivamente.

O festejo foi antecedido pelo Hino de Portugal, sendo dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico Marco Cardoso, assessorado pelo Médico Veterinário, José Luís Cruz.

Fotos: João Dinis

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